ALEXANDRE PASSOS PUZYNA

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Nome: PUZYNA, Alexandre
Nome Completo: ALEXANDRE PASSOS PUZYNA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PUZYNA, ALEXANDRE

PUZYNA, Alexandre

*dep. fed. SC 1987-1991, 1993.

 

Alexandre Passos Puzyna nasceu em Curitiba no dia 25 de julho de 1935, filho de João Pedro Puzyna e de Eurídice Passos Puzyna.

Iniciou o curso de direito na Universidade Federal do Paraná, em Curitiba, mas interrompeu-o por três décadas, só chegando a concluí-lo em 1992. Em 1966 decidiu ingressar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras do estado do Paraná, em União da Vitória, formando-se em 1970.

Iniciou sua carreira política elegendo-se prefeito de Porto União (SC) em novembro de 1972, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Foi empossado em fevereiro do ano seguinte e exerceu o cargo até o final do mandato, em fevereiro de 1977.

Com a extinção do bipartidarismo (27/11/1979) e a conseqüente reorganização do quadro partidário, filiou-se no Partido Popular (PP), liderado em âmbito nacional por Tancredo Neves. Em fevereiro de 1982, com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), transferiu-se para esta agremiação, em cuja legenda voltou a eleger-se prefeito de Porto União no pleito de novembro do mesmo ano. Assumindo o mandato em fevereiro de 1983, presidiu a Associação de Prefeitos do PMDB no triênio 1983-1985.

Em maio de 1986 afastou-se do cargo para disputar uma vaga na Assembléia Nacional Constituinte nas eleições de novembro seguinte. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro de 1987, ao se iniciarem os trabalhos constituintes, tendo participado, como titular, da Subcomissão dos Municípios e Regiões, da Comissão da Organização do Estado, e, como suplente, da Subcomissão de Tributos, Participação e Distribuição das Receitas, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças.

Nas principais votações da Constituinte, foi contrário ao rompimento das relações diplomáticas com países dotados de uma política de discriminação racial, à instituição da pena de morte, à limitação do direito de propriedade produtiva, ao mandado de segurança coletivo, à legalização do aborto, à estabilidade no emprego, à remuneração 50% superior para o trabalho extra, à jornada semanal de 40 horas, ao turno ininterrupto de seis horas, ao aviso prévio proporcional, ao voto aos 16 anos, à nacionalização do subsolo, à estatização do sistema financeiro, à proibição do comércio de sangue, à limitação dos encargos da dívida externa e à criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Votou a favor da unicidade sindical, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho.

Voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários com a promulgação da nova carta constitucional, em 5 de outubro de 1988, e, no pleito de outubro de 1990, candidatou-se à reeleição na legenda do PMDB, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura, mas chegou a exercer o mandato no novo período legislativo, em substituição a Dejandir Dalpasquale, que, de outubro a dezembro de 1993, ocupou a pasta da Agricultura, Abastecimento e Reforma Agrária do governo Itamar Franco (1992-1994).

Nas eleições municipais de 1996, foi reconduzido à prefeitura de Porto União, sendo investido no cargo em janeiro de 1997. Em março de 1998, assumiu a presidência da Federação Catarinense de Municípios e da Associação Municipal da Região do Contestado, permanecendo à frente de ambas até abril de 1998.

Dedicou-se também a atividades empresariais ligadas à indústria madeireira.

Faleceu, em pleno exercício do mandato, em São Mateus do Sul (SC) no dia 4 de dezembro de 1998.

Foi casado com Marli Freiberger Puzyna, com quem teve um casal de filhos.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; ENTREV. BIOG; http://www1.an.com.br/1998/dez/05/0ger.htm acesso em 2/9/09.

 

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