CARLOS VIRGILIO AUGUSTO DE MORAES TAVORA

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Nome: VIRGÍLIO, Carlos
Nome Completo: CARLOS VIRGILIO AUGUSTO DE MORAES TAVORA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VIRGÍLIO, CARLOS

VIRGÍLIO, Carlos

*dep. fed. CE 1983-1995; const. 1987-1988.

 

Carlos Virgílio Augusto de Moraes Távora nasceu em Fortaleza no dia 3 de agosto de 1955, filho de Virgílio de Morais Fernandes Távora e de Luísa Morais Correia Távora. Seu pai foi deputado federal (1951-1959 e 1967-1971), ministro da Viação e Obras Públicas no governo João Goulart (1961-1962), governador do Ceará (1963-1966 e 1979-1982) e senador (1971-1979 e 1983-1988).

Carlos Virgílio formou-se em engenharia civil pela Universidade de Brasília (UnB), no Distrito Federal, em 1981.

Mantendo a tradição política de sua família, em novembro de 1982 concorreu com êxito à vaga de deputado federal na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Obteve grande votação em Fortaleza, devido sobretudo à atuação de sua mãe nessa capital à frente dos órgãos de assistência social do governo do estado. Empossado em março de 1983, foi membro titular da Comissão de Comunicação entre 1983 e 1985 e da Comissão de Comunicação e Informática entre 1985 e 1987.

Em 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano, mas que não obteve a votação necessária para ser apreciada pelo Senado Federal. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985 em decorrência da não aprovação da emenda Dante de Oliveira, votou em Paulo Maluf, candidato do seu partido à presidência da República, derrotado no entanto por Tancredo Neves, lançado pela Aliança Democrática, coligação formada pela dissidência do PDS reunida na Frente Liberal e pelo PMDB. Contudo, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência por motivo de saúde, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março desse ano.

Contando com o prestígio do nome de seu pai, Carlos Virgílio elegeu-se deputado federal constituinte em novembro de 1986. Assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Membro titular da Subcomissão do Sistema Eleitoral e Partidos Políticos, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, foi suplente da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo. Nas principais votações da ANC, manifestou-se a favor da pena de morte, da estabilidade no emprego e da legalização do jogo do bicho. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países de política de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade privada e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Com a promulgação da Constituição, no dia 5 de outubro de 1988, deu continuidade ao exercício de seu mandato ordinário na Câmara dos Deputados, integrando as comissões de Saúde, Previdência e Assistência Social (1989-1990), de Defesa Nacional (1989-1991) e de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias (1990).

Em outubro de 1990, reelegeu-se mais uma vez deputado federal pelo PDS, contando com o apoio de sua mãe, que candidatou-se ao governo cearense na condição de vice-governadora na chapa de Paulo Lustosa, afinal derrotada. Assumindo novo mandato em fevereiro de 1991, Carlos Virgílio participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, foi um dos poucos parlamentares que votaram contra a abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor foi afastado da presidência logo após a votação na Câmara, renunciando ao mandato no dia 29 de dezembro, horas antes da conclusão do processo pelo Senado, que decidiu-se pelo seu impedimento. Com sua renúncia, Itamar Franco, vice-presidente em exercício desde 2 de outubro, foi efetivado na presidência.

Ainda nesta legislatura, por ocasião da votação dos projetos de lei na Câmara, Carlos Virgílio pronunciou-se contra o fim do voto obrigatório (rejeitado pelo Congresso).

Em outubro de 1994 tentou sua quarta reeleição, desta feita na legenda do Partido Progressista Reformador (PPR), obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

Foi também engenheiro de operação da Companhia Docas do Estado do Ceará.

Faleceu em Teresina no dia 19 de novembro de 2000.

Casou-se com Juliana Tavares Silva Távora, filha de Alberto Silva, governador do Piauí entre 1971 e 1975 e entre 1987 e 1991, senador por esse estado entre 1979 e 1987 e a partir de 1999, e deputado federal entre 1995 e 1999.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1991-1995); Folha de S. Paulo (21/12/86 e 19/1/87); Globo (9/10/87); Jornal do Brasil (25/11/82); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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