EDSON QUEIROS FILHO

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Nome: QUEIRÓS, Edson
Nome Completo: EDSON QUEIROS FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
QUEIRÓS, EDSON

QUEIRÓS, Edson

*dep. fed. CE 1995-1997.

Edson Queirós Filho nasceu em Fortaleza, no dia 6 de outubro de 1951, filho de Edson Queirós, um dos mais ricos empresários do Nordeste, e de Iolanda Vidal Queirós.

Formado em engenharia mecânica pela Universidade Federal do Ceará, em 1974, dedicou-se aos negócios da família.

Somente em 1992 iniciou carreira política, filiando-se primeiro ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e um ano depois no Partido Progressista (PP), de cujo diretório regional foi vice-presidente.

Em outubro de 1994 concorreu a uma vaga na Câmara dos Deputados na legenda do PP. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1995. Em agosto filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), que resultara da fusão do PP com o Partido Progressista Renovador (PPR).

Titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, em 1995 votou a favor da mudança no conceito de empresa nacional; do Fundo Social de Emergência (FSE); e pela extinção do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem.

Em junho de 1996 Edson Queirós licenciou-se da Câmara para concorrer, na legenda da coligação PPB-Partido da Frente Liberal (PFL), à prefeitura de Fortaleza. A candidatura provocou polêmica, pois seu parentesco com o governador do Ceará, Tasso Jereissati, de quem era cunhado, tornava-o inelegível.

No dia 24 de julho de 1996, a Câmara aprovou, em primeiro turno, uma emenda constitucional apresentada pelo deputado Antônio dos Santos (PFL-CE), que previa a eleição de cunhados e sogros à presidência da República e aos cargos de governador de estado e prefeito municipal. Permaneciam proibidas apenas as candidaturas de parentes consangüíneos ou por adoção. A medida estava ainda sujeita à aprovação em segundo turno quando em setembro o Tribunal Superior Eleitoral pôs fim às pretensões de Queirós por decisão unânime, baseada no fato de ele não se ter desincompatibilizado seis meses antes do pleito.

Titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, naquele mesmo ano Edson Queirós votou a favor da emenda que propunha a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, sem desincompatibilização. Em julho de 1997, alegando razões de foro íntimo, renunciou ao mandato, sendo substituído por Paulo Lustosa, do PMDB.

Proprietário da fazenda Belém (CE), da Norte Gás Butano, da TV Verdes Mares — repetidora da TV Globo no Ceará —, de dois jornais e duas rádios, além da Indaiá, fonte de água mineral, e de poços de petróleo, Edson Queirós faleceu em agosto de 2008, vítima de um infarto fulminante. Era casado com Nélia Valença Queirós, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (22/9/96); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1, 16/6, 16/7/97); Globo (26/6 e 28/9/96, 26/2 e 16/7/97); Jornal do Brasil (4, 18/6, 25/7, 28/9, 1/10/96, 26/2, 6/3, 16/7/97); Portal Tudo Agora. Disponível em : <http://www.tudoagora.com.br/noticia/6055/CE-morre-herdei ro-do-grupo-empresarial-Edson-Queiroz.html>. Acesso em : 17 jul. 2009.

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