Elmano Ferrer de Almeida

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: FERRER, Elmano
Nome Completo: Elmano Ferrer de Almeida

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

FÉRRER, Elmano

*pref. Teresina 2010-2013; sen. PI 2015-


Elmano Ferrer de Almeida nasceu em Lavras da Mangabeira (CE) no dia 1º de agosto de 1942. 

Formou-se engenheiro agrônomo pela Universidade Federal do Ceará (UFCE), em Fortaleza. Transferiu-se depois para Teresina, onde, em 1966, graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Viria ainda a fazer pós-graduação nas áreas de Planejamento e Desenvolvimento Econômico, Gestão de Instituições de Pesquisa e Ações Governamentais Integradas. 

Servidor público de carreira, em 1991 foi nomeado secretário de Planejamento do Estado no governo de Antônio Freitas Neto (1991-1994). Quando este se desincompatibilizou do cargo em 1994 para concorrer ao Senado, foi mantido na função pelo vice-governador Guilherme Melo, que foi efetivado na chefia do Executivo piauiense. Permaneceu nessa secretaria até janeiro de 1995, quando teve início o governo de Mão Santa, eleito no segundo turno do pleito de outubro de 1994. 

No pleito de outubro de 2004 foi eleito vice-prefeito de Teresina na chapa do médico Sílvio Mendes. Empossado no cargo em janeiro de 2005, foi nomeado pelo então governador Wellington Dias (2003-2007) para o cargo de secretário do Trabalho, Desenvolvimento Econômico, Tecnológico e Turístico do Piauí. Permaneceu nessa função até o ano seguinte, quando se desincompatibilizou do cargo para concorrer à reeleição de vice-prefeito junto com o prefeito Sílvio Mendes. Foram reeleitos no pleito de outubro de 2006, e puderam, assim, inicir novo mandato em janeiro do ano seguinte. 

Em março de 2010, com a renúncia de Mendes para concorrer ao governo do Estado, Elmano Férrer assumiu a chefia do Executivo da capital piauiense no dia 31 desse mês. Na condição de chefe do Executivo local, Ferrer concorreu à reeleição no pleito de outubro de 2012, mais uma vez pelo PTB, que liderou a coligação "A Força do Trabalho". Na ocasião, no entanto, foi derrotado no segundo turno por Firmino Filho, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), por uma diferença de 12 mil votos. Recebeu, naquele pleito, mais de 200 mil votos, que corresponderam a 48,46% dos votos válidos. Com a derrota eleitoral, manteve-se no cargo somente até janeiro de 2013, quando deixou a prefeitura de Teresina.

Concorreu nas eleições de 2014 a uma vaga no Senado Federal, para o qual teve apoio de coligação comandada pelo PT, do candidato a governador Wellington Silva, e integrada ainda pelo PTB e outros seis partidos. Neste pleito, foi eleito senador com 981.219 votos, correspondentes a 62,29% dos votos válidos, derrotando assim o ex-governador Wilson Martins, do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi empossado senador, portanto, em fevereiro de 2015, quando teve início nova legislatura.

Logo no primeiro ano de mandato, confrontou-se com as contestações ao mandato da presidenta reeleita Dilma Rousseff, cujo resultado eleitoral não fora bem aceito pela oposição, a qual ganhou coro com manifestações populares pelo país e diversas investigações relativas à cúpula do PT e as contratos oriundos de relações escusas. A despeito destas denúncias em específico, tal campanha ganhou força após o jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e a advogada Janaína Paschoal, protocolarem na Câmara dos Deputados, em setembro de 2015, o pedido de afastamento da presidente por crime de responsabilidade. Esse pedido foi aceito, em dezembro seguinte, pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, adversário do Governo, que determinou a abertura do processo. No dia 17 de abril de 2016 a Câmara aprovou a admissibilidade do processo que, em seguida, foi encaminhado para o Senado. No dia 12 de maio esta casa do Congresso aprovou a continuidade deste processo, e, apesar do voto contrário do senador Elmano Férrer, a presidente Dilma deixou, provisoriamente, o governo, tendo sido substituída pelo vice-presidente Michel Temer.

Em nova sessão realizada em agosto, então definitiva e relativa ao mérito da denúncia, Elmano Ferrer posicionou-se novamente de modo contrário, mas o Senado aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff por 61 votos a favor e 20 votos. Foram preservados, no entanto, em votação separada, os direitos políticos da ex-presidenta. Como resultado destas decisões, o vice-presidente Michel Temer foi finalmente efetivado na Presidência da República.

Em 31 de janeiro de 2017, Elmano Ferrer deixou o PTB, migrando para o PMDB. 

Casou-se com Telezila Fortes Férrer de Almeida, com quem tem três filhos. 

Foi ainda presidente do Conselho Diretor do Centro de Apoio a Pequenos Empreendimentos (CEAPE-PI), diretor da Unidade de Pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa-PI), assessor do Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e técnico da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). 

Alan Carneiro


FONTES: Portal G1 de Notícias. Disponível em: http://www.g1.globo.com/política/>. Acesso em 26/02/2017; Portal do Senado Federal. Disponívem em: <http://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5531>. Acessao em 26/02/2017; Portal Cidade Verde. Disponível em: <http://cidadeverde.com/noticias/240221/elmano-ferrer-se-filia-ao-pmdb-em-ato-na-presidencia-do-senado>. Acesso em 26/02/2017.Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 26/02/2017.


Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados