José Antônio Machado Reguffe

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Nome: REGUFFE
Nome Completo: José Antônio Machado Reguffe

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
REGUFFE, José
*dep. fed. DF 2011-2015; sen. DF 2015-


José Antônio Machado Reguffe nasceu no Rio de Janeiro, então Estado da Guanabara, no dia 5 de setembro de 1972, filho de Luís Paulo Aguiar Reguffe e de Sílvia Helena Machado Reguffe. Seu pai foi militar da Marinha, na qual atingiu o posto de almirante.
Bacharel em jornalismo pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) e em Economia pela Universidade de Brasília (UnB). Foi líder estudantil, presidente do Centro Acadêmico de Economia da Universidade de Brasília (CAECO-UnB) e vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE-UnB). Foi apresentador de televisão.
Em 1999 foi um dos autores da ação popular que extinguiu o auxílio moradia dos deputados distritais. Tornou-se conhecido como defensor de uma nova forma de se fazer política. Entre os pontos que destacava, defendeu o fim dos salários extras e do excesso de gastos dos parlamentares. Outra atitude que o tornou conhecido foi o fato de fazer suas campanhas de forma simples, distribuindo sozinho seus panfletos de campanha com suas propostas pelas ruas do Distrito Federal (DF). Em 1998 e 2002 concorreu a uma cadeira de deputado distrital, mas não foi eleito.
No pleito de outubro de 2006 foi eleito para a Câmara Legislativa do Distrito Federal com 25.805 votos na legenda do PDT. Assumiu seu mandato de deputado distrital em 1º fevereiro de 2007. Logo no seu primeiro dia como deputado distrital, apresentou uma série de ofícios formalizando diversos cortes no seu gabinete: abriu mão dos salários extras, reduziu a verba de gabinete e o número de assessores, entre outras medidas que gerariam uma economia direta aos cofres públicos superior a R$ 3 milhões. Foi o autor da emenda que colocou a construção do Hospital do Câncer do DF na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 e, junto à bancada do DF no Congresso Nacional, aprovou sua priorização quanto a execução orçamentária.
Foi autor do pedido de investigação na Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (MJ) sobre a formação de cartel e os abusos praticados pelos postos de combustíveis do DF. Votou contra o Plano Diretor de Ordenamento Territorial do Distrito Federal (PDOT) e contra todos os aumentos do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
No pleito de outubro de 2010 foi eleito deputado federal pelo DF, pelo PDT, com 266.465 votos - equivalentes a 18,95% dos votos válidos que corresponderam então à segunda maior votação de um parlamentar na história de Brasília.
Concluiu seu mandato na Câmara Legislativa do DF em janeiro de 2011 e assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados no dia 1º de fevereiro seguinte. Logo no seu primeiro dia de mandato como deputado federal, Reguffe repetiu a atitude do seu mandato distrital anterior e apresentou uma série de ofícios formalizando diversos cortes no seu gabinete, todos em caráter irrevogável. Abriu mão dos salários extras, reduziu a verba de gabinete e o número de assessores de 25 para nove, entre outras medidas. 
Na Câmara dos Deputados, participou da Comissão Especial de Reforma Política, na qual e defendeu a adoção do voto distrital misto e a proibição financiamento privado de campanha. Foi também autor da proposta que visava retirar todos os impostos dos medicamentos e o relator da proposta que obrigou os planos de saúde a terem que arcar com o tratamento de quimioterapia oral. Votou contra a MP 527, que flexibilizou a lei de licitações para a Copa do Mundo de 2014 e, quando da votação do Código Florestal, votou contra a anistia fiscal para quem desmatou. A atuação parlamentar de Reguffe recebeu destaque, de modo que nã obstante a presença assídua em 100% das sessões deliberativas e comissões, foi conferida a ele premiação de site que realizavam cobertura especializada.
No pleito de outubro de 2014 foi candidato ao Senado Federal e foi eleito, novamente pelo PDT, para representar o Distrito Federal naquela Casa. Repetiu, ao ser empossado no Senado, as iniciativas dos mandatos anteriores, abrindo mão não apenas de verbas de gabinete, como de recursos tais quais a aposentadoria especial a que teria direito como parlamentar. No Senado, Reguffe passou a integrar, como titular, as comissões de Assuntos Econômicos; Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle.
Em meio às contestações, pela oposição, dos resultados da eleição presidencial, e em especial por parte do candidato derrotado, o senador mineiro Aécio Neves, que se somaram ainda  às manifestações populares e denúncias feitas, uma campanha pelo impeachment da presidenta eleita ganhou terreno já n primeiro ano daquele mandato. Esta campanha ganhou força após o jurista Hélio Bicudo, ex-integrante do PT, e a advogada Janaína Paschoal, protocolarem na Câmara dos Deputados, em setembro de 2015, o pedido de afastamento da presidente por crime de responsabilidade. Esse pedido foi aceito, em dezembro seguinte, pelo então presidente da Câmara dos Deputados, e após votação pela admissibilidade do processo em abril de 2016, a presidenta foi afastada temporariamente e o processo foi encaminhado para votação definitiva de mérito pelo Senado Federal. 
Durante a tramitação e posicionamentos adotados, em fevereiro de 2016 o senador José Reguffe anunciou, no plenário do Senado, que havia pedido sua desfiliação do PDT. Na oportunidade afirmou que tomou a decisão por discordar do reiterado apoio dado pelo partido ao governo petista, e deu fim então ao período de onze anos filiado àquela agremiação. Na sessão do dia 31 de agosto o Senado aprovou o impeachment da presidente Dilma Rousseff por 61 votos a favor, incluindo aí o do senador Reguffe, e 20 votos contra, mas preservou os seus direitos políticos não aprovando a inabilitação para ocupar cargos públicos, decisão que teve voto favorável do senador brasiliense. Com este resultado, o vice-presidente Michel Temer foi efetivado na Presidência da República. 
Após anos sem filiação partidária, em 2019, ingressou nos quadros do Podemos, partido refundado e resultante de uma nova articulação do antigo Partido Trabalhista Nacional (PTN) que contou com a adesão de lideranças egressas de diversas legendas.
Casou-se com Celina Reguffe, com quem teve um filho.

Alan Carneiro

FONTES: 

https://www25.senado.leg.br/web/senadores/senador/-/perfil/5236 (Acessado em 28/02/2017); 
http://g1.globo.com/Noticias/Eleicoes2006/0,,AUA0-6290-7,00.html (Acessado em 28/02/2017); 
http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-anteriores/eleicoes-2006/divulgacao-de-candidaturas (Acessado em 28/02/2017); 
http://eleicoes.terra.com.br/apuracao/2010/1turno/distrito-federal/ (Acessado em 28/02/2017); 
http://politica.estadao.com.br/blogs/radar-politico/antonio-reguffe-o-deputado-federal-mais-votado-do-brasil-189-no-df/ (Acessado em 28/02/2017); 
 https://www.eleicoes2014.com.br/candidatos-distrito-federal/ (Acessado em 28/02/2017);   
https://eleicoes.uol.com.br/2014/noticias/2014/10/05/deputado-reguffe-confirma-favoritismo-e-e-eleito-senador-pelo-df.htm (Acessado em 28/02/2017); 
http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/02/contra-apoio-de-pdt-ao-governo-senador-reguffe-deixa-sigla.html (Acessado em 28/02/2017); 
http://infograficos.estadao.com.br/politica/placar-do-impeachment-senadores/ (Acessado em 28/02/2017);  
 http://g1.globo.com/politica/processo-de-impeachment-de-dilma/noticia/2016/08/senado-aprova-impeachment-dilma-perde-mandato-e-temer-assume.html (Acessado em 28/02/2017);  
http://especiais.g1.globo.com/politica/2016/processo-de-impeachment-de-dilma/votacao-inabilitacao/ (Acessado em 28/02/2017).




 
 

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