José Mendonça de Morais

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Nome: MORAIS, José Mendonça de
Nome Completo: José Mendonça de Morais

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MORAIS, José Mendonça de
* dep. fed. MG 1983-1987; const. 1987

             José Mendonça de Morais nasceu em Tiros (MG), no dia 30 de junho de 1931, filho do fazendeiro Francisco Justiniano de Mendonça e de Augusta Cândida de Morais.

            Fez o curso secundário no Ginásio São João del-Rei (MG), e estudou filosofia pura no Seminário Maior de Mariana (MG), de 1950 a 1954. Bacharelou-se em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em 1959.

            Entre 1960 e 1963 trabalhou como professor secundário e universitário nas cidades de Patos de Minas, São Gonçalo do Abaeté e Belo Horizonte.

Em outubro de 1962 elegeu-se prefeito de São Gonçalo do Abaeté pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com o advento do bipartidarismo decorrente do Ato Institucional nº 2 (AI-2), de 27 de outubro de 1965, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Encerrando o mandato no início de 1967, tornou-se consultor jurídico da Associação Comercial e Industrial de Patos de Minas.

            Em 1970 obteve a pós-graduação em pedagogia pela Faculdade São Tomás de Aquino, na cidade de Uberaba (MG). Consultor da Associação Comercial e Industrial de Patos de Minas até 1976, disputou uma vaga de deputado estadual pela legenda da Arena no pleito de novembro daquele ano, obtendo uma suplência.

            Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves, ingressando no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que incorporou o PP, em fevereiro de 1982. Em novembro de 1982 elegeu-se deputado federal.

            Vice-presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural, vice-presidente do Grupo Parlamentar Cristão e vice-líder do partido na Câmara, em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha a eleição direta para a Presidência da República em novembro seguinte. Nesse mesmo ano viajou aos Estados Unidos, representando o Brasil no Prayer-Breakfast, e integrou a delegação brasileira que esteve na França, Romênia, Itália e Bulgária.

Na sessão de 25 de abril de 1984, José Mendonça votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição – faltaram 22 votos para que fosse levada à apreciação do Senado – no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, apoiou o candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março deste ano.

Ainda em 1985, José Morais participou da delegação parlamentar que visitou a China continental, o Japão, a Tailândia e a Itália.

Titular da Comissão de Constituição e Justiça e de uma comissão especial sobre reforma agrária, em novembro de 1986 concorreu a uma vaga de deputado federal constituinte. Inscrito no rol dos suplentes exerceu o mandato de 16 de março a 4 de novembro de 1987 como suplente da subcomissão de Política Agrícola  e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica. Na Câmara, foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

            De maio de 1988 a fevereiro de 1990 desempenhou as funções de secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo Newton Cardoso (1987-1991). Em outubro de 1990 candidatou-se à reeleição sem contudo alcançar êxito.

            Trabalhou como advogado em diversas comarcas do Alto Parnaíba e do Triângulo Mineiro e foi assessor jurídico da União dos Estudantes Patenses. Sócio da Federação da Agricultura do Estado de Minas, diretor da empresa Soplantil, em Patos de Minas, membro do conselho fiscal da Bemge Financeira e do Conselho Nacional da Soja cumpriu várias missões diplomáticas no exterior.

Além de artigos e conferências na revista Debulha, de Patos de Minas, publicou Pronunciamentos (1983); Artigos feitos (1983); Coragem para mudar de idéias (1984) e Responsabilidade no trato da coisa pública (s.d.).

Casado com Maria de Lurdes Santos M. Mendonça, teve nove filhos.

           

Fontes: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Folha de São Paulo (17/3/87).

 

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