MONTEIRO, NELSON GOULART

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Nome: MONTEIRO, Nélson Goulart
Nome Completo: MONTEIRO, NELSON GOULART

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MONTEIRO, NÉLSON GOULART

MONTEIRO, Nélson Goulart

*dep. fed. ES 1955-1961.

 

Nélson Goulart Monteiro nasceu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 20 de janeiro de 1896, filho de Bernardino de Sousa Monteiro e de Iná Goulart Monteiro. Descendente de família tradicional do estado, vários parentes seus se destacaram na política capixaba. Seu avô materno, Gil Diniz Goulart, participou da Assembléia Nacional Constituinte em 1891 e foi senador pelo Espírito Santo de 1891 a 1896; seu pai foi senador pelo estado de 1909 a 1916 e de 1920 a 1928 e governador de 1931 a 1935; seu tio Jerônimo de Sousa Monteiro foi deputado federal pelo Espírito Santo de 1897 a 1899 e de 1915 a 1917, governador de 1908 a 1912 e senador federal de 1918-1926; seu tio Bernardino de Sousa Monteiro governou o estado de 1916 a 1920, foi deputado estadual e senador federal de 1909-1919 e 1921-1929; seu tio Fernando de Sousa Monteiro foi bispo de Vitória; seu primo Carlos Lindenberg foi governador do estado (1947-1959 e 1959-1962) e senador federal (1951-1959 e 1967-1975) e seus primos, Jerônimo Monteiro Filho, candidato a senador pela UDN em 1945, e Florentino Avidos, governador do estado e senador federal.

Nélson Monteiro formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, em 1929. Oficial-de-gabinete no governo de seu pai, exerceria o cargo entre os anos 1931 e 1935.

No pleito de novembro de 1934 foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD), ocupando a cadeira na Assembléia Legislativa do Espírito Santo (ALES) em março do ano seguinte e tornando-se, durante essa legislatura, presidente da ALES. Licenciou-se do mandato parlamentar em 1937 para assumir a Secretaria de Fazenda do Espírito Santo, no governo de Carlos Lindenberg, permanecendo no cargo até 1945. Tabelião em Vitória, em 1947 foi nomeado prefeito da cidade nesse mesmo ano, exercendo a função até 1950. No pleito de outubro desse ano, candidatou-se a deputado federal pelo Espírito Santo, na legenda do PSD, mas obteve apenas uma suplência e não chegou a assumir o mandato.

Voltou a concorrer à Câmara dos Deputados em outubro de 1954, dessa vez na legenda de uma coligação do PSD com a União Democrática Nacional (UDN). Eleito, foi empossado em fevereiro de 1955.

Durante o governo do presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), que fora eleito na legenda do PSD, divergiu em várias ocasiões da bancada do seu partido, como quando o Executivo solicitou à Câmara autorização para cassar o mandato do deputado udenista Carlos Lacerda. Lacerda era acusado de violar o sigilo de uma nota do Itamarati, ato considerado crime contra a segurança nacional. Nélson Monteiro opôs-se à cassação, que acabou não se concretizando. Também dissentiu da liderança partidária quando esta defendeu a Emenda dos Conselheiros, alteração constitucional que procurava conferir mandato vitalício de senador aos ex-presidentes da República. A emenda, que imediatamente beneficiava Kubitschek, acabou sendo abandonada pela impossibilidade de obter o quorum de 2/3 para a sua aprovação.

Foi reeleito deputado federal pelo Espírito Santo em outubro de 1958, ainda na legenda do PSD. Caracterizado pelo Correio Brasiliense como anticomunista, opunha-se, ainda segundo essa fonte, aos “exageros” do sindicalismo e defendia a execução de uma reforma agrária de conteúdo cooperativista. Apoiava também uma justa fiscalização dos investimentos estrangeiros e o municipalismo.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 5 de maio de 1961, em pleno exercício do mandato parlamentar.

Era casado com Zilda Pessoa Monteiro, com quem teve cinco filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; CONSULT. MAGALHÃES, B.; DERENZI, L. Biografia; INF. Paulo Monteiro; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3 e 4).

 

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