PAULO MANUEL PROTASIO

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Nome: PROTÁSIO, Paulo
Nome Completo: PAULO MANUEL PROTASIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PROTÁSIO, PAULO

PROTÁSIO, Paulo

*pres. ACRJ 1989-1993.

 

Paulo Manuel Lenz César Protásio nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 24 de maio de 1940, filho de Allynges Lenz César Protásio e de Tamires de Santa Isabel Protásio.

Cursou o primário no Colégio Brasileiro de Almeida, o ginasial no Colégio Princesa Isabel e o científico no Padre Antônio Vieira, todos no Rio de Janeiro. Em 1961 formou-se como instrutor do training within industry (TWI), pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Nesse mesmo ano realizou o curso de Responsabilidade de Chefia, do Instituto de Administração e Gerência (IAG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ). Ainda em 1961 iniciou suas atividades como empresário, implantando a Consemp — Consultores de Empresas Ltda.

Atraído pelo jornalismo, ainda na faculdade fundou e coordenou o I Curso de Teoria e Prática de Jornalismo da Faculdade de Direito. Colaborou com jornais do Rio e de São Paulo, tornando-se redator do Departamento de Propaganda do Jornal do Brasil, entre 1961 e 1962. No mesmo período colaborou com o jornal Diário de Notícias, passando em seguida a redator de seu caderno econômico, bem como da parte econômica da revista Mundo Ilustrado.

A convite da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1962 realizou estudos sobre problemas econômicos de regiões em desenvolvimento na Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), em Santiago do Chile, na sede da ONU, em Nova Iorque e em outras agências especializadas da ONU, em Genebra e Roma. Nesse ano fez o curso de especialização em psicologia aplicada ao trabalho, no Instituto de Seleção e Orientação Profissional (Isop) da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro.

Bacharel em direito pela Universidade do Estado da Guanabara (UEG, atual Uerj) em 1963 — ano em que, a convite da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), participou de estudos sobre a integração do mercado centro-americano, na cidade do México —, em 1964 realizou o curso PERT — Program Evaluation and Review Technique, da Escola Graduada de Negócios Públicos e Internacionais da Universidade de Pittsburgh a convite do governo dos Estados Unidos. Ainda em 1964 promoveu, como membro do grupo de trabalho do Centro Nacional de Produtividade Industrial (Cenpi), da Confederação Nacional da Indústria, estudos sobre a competitividade da indústria brasileira, criando um programa unificado de treinamento de dirigentes.

Naquele mesmo ano fomentou junto ao governo do Espírito Santo, como consultor, as bases de uma política de desenvolvimento industrial para o estado. Até 1965 tinha organizado e ajudado a criar 36 empresas industriais, de comércio e de serviços, e atendido a igual número de reorganizações de pequenas, médias e grandes empresas em todo o território nacional. Em 1965 promoveu, por contratação, a reforma estrutural e organizacional da Federação das Indústrias do Estado da Guanabara e de seu Centro Industrial, e, com a criação do Grupo de Serviço PMP, deu início à primeira franquia de serviços temporários no Brasil, através da Manpower.

Por falta de uma legislação apropriada, estimulou a criação e aprovação de lei específica para a expansão do trabalho temporário no Brasil, com o apoio institucional da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). Com seu Grupo de Serviço, promoveu o I Encontro Nacional de Empreiteiros de Obras Públicas, dando corpo à sua institucionalização nacional, e organizou a primeira e a segunda Conferência de Comercialização brasileira, sendo a última originária do Conselho de Desenvolvimento Comercial do Ministério da Indústria e Comércio.

Realizou o curso de desenvolvimento e administração de franquias, pelo Manpower Business Training Institute, em Milwaukee, Wisconsin, em 1965, e o de promoção comercial e marketing de exportação, pelo Centro Internacional de Comércio (GATT/UNCTAD), em Genebra (Suíça) e Turim (Itália), em 1968.

Em 1970, fundou a GBC do Brasil Plastigráficos Ltda., uma joint venture com a General Binding Corporation. No mesmo ano lançou o primeiro Consórcio Brasileiro de Exportação e participou da organização da Associação Brasileira de Exportadores (ABE), permanecendo como membro de sua diretoria.

Durante o governo do presidente Emílio Garrastazu Médici e o primeiro ano de mandato do presidente Ernesto Geisel, exerceu a secretaria executiva do Ministério da Indústria e do Comércio, de agosto de 1971 até janeiro de 1975, acumulando esse cargo com o de presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur). Nesse período, procurou vincular a divulgação das atrações turísticas brasileiras ao serviço de promoção comercial do Ministério das Relações Exteriores, ocupou a presidência da South America Travel Organization (Sato) e participou da formação da Organização Mundial de Turismo da ONU, tornando-se vice-presidente da entidade por um curto período.

Em 1975, de volta à iniciativa privada, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Marketing e promoveu o primeiro Congresso Brasileiro de Marketing, em 1977. Nessa época, participou da criação do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos (Cebeu), transformou o seu Grupo de Serviço em uma trading company com o nome de BMI — Brasil Marketing Internacional S.A. e foi eleito membro da diretoria da World Trade Centers Association (WTCA), com sede em Nova Iorque, da qual seria designado, após 15 anos de serviços, diretor honorário.

Em 1985, realizou no Rio de Janeiro a I Semana Rio Internacional, evento que incluiu a primeira Assembleia Mundial dos WTCs na América do Sul e a primeira reunião da diretoria da recém-formada World Teleport Association (WTA), para a qual foi eleito representante sul-americano. Por delegação da WTCA, promoveu a implantação de WTCs nas principais cidades da América Latina. Em 1986 assumiu a presidência da Associação Brasileira das Empresas Comerciais Exportadoras (Abece), entidade que reunia as empresas tradings brasileiras.

Indicado presidente da Câmara de Usuários da Superintendência Nacional de Marinha Mercante (Sunaman) em 1987, nesse mesmo ano presidiu a I Reunião das Câmaras de Comércio e Indústria do Grupo 77, promovida pela UNCTAD e com o apoio do Ministério das Relações Exteriores, no Rio de Janeiro. Deu início, a partir de então, a um movimento de integração das câmaras de comércio dos países em desenvolvimento, por meio de uma rede de comunicação permanente, sendo eleito presidente do grupo indicado pelas câmaras de comércio para liderar a iniciativa. Ainda em 1987 organizou e presidiu a Associação Latino-Americana de Comércio Exterior (Alat).

Em 1989 foi eleito presidente da ACRJ para o biênio 1989-1991, substituindo Amauri Temporal, e reelegeu-se para o biênio 1991-1993. Ao longo dessas duas gestões desenvolveu projetos como Câmara Rio, Riomania, Teleporto, World Trade Center, construção da Linha Vermelha, ampliação do Aeroporto Internacional e outros já realizados ou em andamento, como tentativa de retomada do desenvolvimento da cidade do Rio de Janeiro. Criou e implantou, com outras parcerias, a Associação Brasileira de Zonas de Processamento de Exportação (Abrazpe), tendo desenvolvido e participado de projetos das ZPEs de Suape, São Luís, Rio de Janeiro e Imbituba. Eleito vice-presidente de Assuntos Internacionais da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), passou a representar o Brasil, pela CACB, na Câmara Interamericana de Arbitragem Comercial, com sede em Washington.

Foi nomeado, por decreto do presidente Fernando Collor de Melo,  secretário executivo da reunião da UNCED, conhecida como Rio-92, evento que reuniu no Rio de Janeiro mais de cem chefes de Estado e personalidades do mundo inteiro, com o objetivo de reverter o quadro de degradação do meio ambiente do planeta. Substituído na presidência da ACRJ em 1993 por Humberto Mota, no ano seguinte, por portaria do ministro dos Transportes, Alberto Goldman, foi nomeado coordenador do Corredor de Transporte Centro Sudeste, elaborando estudos sobre a modernização das atividades portuárias voltados aos portos do Rio de Janeiro, e foi indicado, na representação da cidade do Rio de Janeiro, para a implantação do Conselho de Administração Portuária (CAP) da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ). Foi conselheiro, durante dois anos, da Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e da CDRJ.

Ainda em 1994, ingressou, a convite do senador Nélson Carneiro, no Partido Progressista (PP), no qual permaneceu por pouco tempo, não vindo, depois, a manter nenhuma filiação partidária.

Em 1995 desenvolveu, a partir da Reunião de Cúpula de Miami para a constituição da Alca, um programa sul-americano de integração, com o nome de Rede Empresarial para a Integração Hemisférica (REIH) visando à intensificação de novos investimentos na região, pautando o movimento com a criação de um novo mapa-múndi para o continente, colocando o Brasil e a América do Sul no centro do mundo.

Três anos depois, como presidente do Conselho de Comércio Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro, criou um mapa mundial onde o Brasil aparecia no centro do mundo para distribuição nas escolas municipais, dentro do projeto “O Brasil no Centro do Mundo”. Em declaração publicada no jornal Folha de S. Paulo, declarou que sua intenção com o movimento era lançar "à sociedade o convite para identificar a virada do milênio e do século e a ocorrência dos 500 anos de civilização brasileira como oportunidades únicas de mudança de perspectiva e transformação do país".

Foi um dos diretores do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentado (CEBDS), organização não governamental composta por grandes grupos empresariais brasileiros e voltada para a conciliação das dimensões econômica, social e ambiental nas atividades das empresas; entre os trabalhos desenvolvidos pela entidade destacou-se o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Fez parte ainda do Comissariado da Exposição Universal de Hannover, na Alemanha, em 2000, cujo tema foi o meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

Organizou e tornou-se presidente, em 1999, da International Emissions Trading Association (Ieta) a partir dos contatos que manteve com a UNCTAD, após a realização da Rio 92, e em cooperação com o World Business Council for Sustainable Development (WBCSD ).

Em 2005, assumiu a presidência da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (Anut) e, no mesmo período, tornou-se presidente da Associação Brasileira das Empresas Comerciais Exportadoras (Abece). Em janeiro de 2006, com a criação da Câmara Temática de Transporte e Logística do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, foi nomeado seu presidente, como representante do setor privado.

Vice-presidente da Associação do Comércio Exterior do Brasil (AEB) desde sua fundação, além de grande benemérito da ACRJ. Manteve ainda o escritório Protásio Advogados e a direção geral da Brasil Marketing Internacional S. A. BMI.

Publicou vários artigos, além dos livros Mercosul: um atlas cultural, social e econômico (1997) em parceria com Felix Peña e Zona internacional de serviços: rede para redes: integrando a América Latina (2004) com Martius V.Rodrigues e Renilda O. de Almeida.

Casou-se com Maria Letícia de Sousa Campos Protásio, com quem teve três filhos.

 

Cristiano Sanches/Fabrícia Guimarães

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Folha de S. Paulo (2/9/98, 24/3/00).

 

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