QUEIROS, OTACILIO NOBREGA DE

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Nome: QUEIRÓS, Otacilio Nobrega de
Nome Completo: QUEIROS, OTACILIO NOBREGA DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
QUEIRÓS, OTACÍLIO NÓBREGA DE

QUEIRÓS, Otacílio Nóbrega de

*dep. fed. PB 1975-1983.

 

Otacílio Nóbrega de Queirós nasceu em Patos (PB) no dia 31 de agosto de 1913, filho de Bertino Eudócio de Medeiros Queirós e de Emerentina Nóbrega de Queirós. Entre os seus parentes destacaram-se José Gaudêncio Correia de Queirós, que foi senador pela Paraíba em 1930, constituinte em 1946, deputado federal por esse estado em 1946, 1947, 1948, 1949 e de 1951-1953; Álvaro Gaudêncio Filho, que foi deputado federal pela Paraíba de 1971-1987, e Álvaro Gaudêncio Neto, que também foi deputado federal pelo mesmo estado de 1995 a 1999.

Otacílio Queirós bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Recife em 1943.

Professor, promotor público, economista, redator do Diário de Pernambuco, em Recife, e diretor da Imprensa Oficial e do jornal A União, de João Pessoa, com o fim do Estado Novo (1937-1945) e a conseqüente redemocratização do país, ingressou na política filiando-se ao Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda foi eleito deputado estadual constituinte no pleito de janeiro de 1947. Assumindo sua cadeira na Assembléia Legislativa da Paraíba em março desse ano, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o seu mandato ordinário.

No pleito de outubro de 1950 reelegeu-se deputado estadual na legenda da Coligação Democrática Paraibana, formada pelo PSD e o Partido Libertador (PL), iniciando novo período legislativo em fevereiro do ano seguinte. Tornou-se líder do seu partido na Assembléia e membro titular das comissões de Finanças e de Educação, das quais foi presidente. Nas eleições de outubro de 1954 tentou novo mandato, mas não conseguiu se eleger. Permaneceu no Legislativo paraibano até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerrou a legislatura. Voltou a concorrer a uma cadeira na Assembléia de seu estado no pleito de outubro de 1958, mas, novamente, não conseguiu se eleger. Transferindo-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), nas eleições de outubro de 1962 concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por seu estado, e uma vez mais não foi bem-sucedido. Diante disso, afastou-se, temporariamente, das disputas eleitorais.

Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, em cuja legenda concorreu a uma cadeira de deputado federal pela Paraíba no pleito de novembro de 1974, mas obteve apenas a primeira suplência. Com o falecimento do deputado José Janduí Carneiro em junho de 1975, Otacílio Queirós assumiu e foi efetivado em sua cadeira na Câmara dos Deputados no início de agosto seguinte. Tornou-se membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, da qual foi vice-presidente, e suplente das comissões de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e do Polígono das Secas. Em 1978 integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

No pleito de novembro desse ano obteve novo mandato de deputado federal ainda na legenda do MDB. Iniciando novo período legislativo em fevereiro de 1979, tornou-se membro titular da Comissão de Transportes, da qual foi segundo vice-presidente, e da Comissão do Interior, bem como suplente das comissões de Minas e Energia e de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados. Com a extinção do bipartidarismo em novembro desse ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se, no ano seguinte, ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB e principal partido de oposição ao regime militar ainda vigente no país. Por essa legenda, concorreu à reeleição no pleito de novembro desse ano, mas ficou apenas como primeiro suplente. Cumpriu seu mandato na Câmara até o fim de janeiro de 1983, quando também se encerrou a legislatura.

Retornou ao Legislativo federal em novembro desse ano, na vaga aberta com a licença do deputado Aluísio Campos. Exerceu o mandato até março de 1984, quando o titular retornou. Com o fim do ciclo de governos militares e a assunção de José Sarney à presidência da República em março de 1985, Otacílio Queirós foi nomeado, no início do mês seguinte, para uma assessoria no Fundo Nacional de Educação do Ministério da Educação e Cultura (MEC). Em junho desse ano, o Congresso aprovou o restabelecimento de eleições diretas para as capitais e municípios considerados áreas de segurança nacional e o deputado Antônio Carneiro Arnaud foi eleito para a prefeitura de João Pessoa em novembro seguinte. Com sua renúncia ao mandato de deputado federal, Otacílio Queirós licenciou-se do MEC, assumiu e foi efetivado em sua cadeira na Câmara dos Deputados no início de janeiro de 1986. No pleito de novembro desse ano concorreu a uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte (ANC), mas ficou apenas como segundo suplente. Permaneceu na Câmara até o fim de janeiro de 1987, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura. Reassumiu, em seguida, sua função no MEC, na qual permaneceria até abril de 1990. Desde então, abandonou a política.

Faleceu em Brasília no dia 29 de setembro de 1998.

Era casado com Dirce Vanderlei da Nóbrega, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); CÂM. DEP. Relação; INF. Bertino Nóbrega; MAIA, S. Crônicas; NÉRI, S. 16; Perfil (1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4 e 11).

 

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