VALDIR ORTENCIO PUGLIESI

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Nome: PUGLIESI, Valdir
Nome Completo: VALDIR ORTENCIO PUGLIESI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PUGLIESI, VALDIR

PUGLIESI, Valdir

*const. 1987-1988; dep. fed. PR 1987-1991.

 

Valdir Ortêncio Pugliesi nasceu em Monte Alto (SP) no dia 27 de janeiro de 1936, filho de Carlos Pugliesi e de Corina de Biagi Pugliesi.

Formou-se em odontologia, em 1958, pela Universidade do Triângulo Mineiro, em Uberaba. Transferindo-se para Arapongas, município do norte do Paraná, em novembro de 1963 elegeu-se vereador na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Com a edição, em 1965, do Ato Institucional nº 2, que extinguiu os partidos políticos e criou o bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Reeleito em novembro de 1968, iniciou o mandato em fevereiro do ano seguinte. Presidente do diretório municipal do MDB de Arapongas, concorreu nas eleições de novembro de 1972 à prefeitura da cidade. Tomou posse em fevereiro, após deixar a Câmara de Vereadores, ao final da legislatura. Encerrou o mandato na prefeitura em janeiro de 1977.

Em novembro de 1978, concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná. Empossado em fevereiro de 1979, em seguida assumiu o cargo de secretário do partido no Paraná. Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que deu continuidade ao antigo MDB. Presidente do diretório regional do PMDB e vice-líder do partido na Assembleia Legislativa, ao longo de 1980 integrou as comissões de Constituição e Justiça (1980), Saúde Pública (1980), Orçamento (1980) e Finanças (1981). Apresentou ainda projeto de extinção do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) e procurou ajudar os presos políticos e os perseguidos em geral pelo regime militar.

Nas eleições de novembro de 1982, concorreu novamente à prefeitura de Arapongas pela legenda do PMDB. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, mês em que terminou sua legislatura na Assembleia. Desenvolveu administração de cunho socializante à frente da prefeitura, denominada “Governo Popular de Arapongas”. Simpatizante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), ligado a Luís Carlos Prestes, optou por permanecer no PMDB mesmo após a legalização do PCB em 1985. Conhecido como um dos parlamentares mais à esquerda do PMDB paranaense, sua posição na convenção partidária de 1985 causou controvérsias, por ter se manifestado contra a proposta de realização de prévias eleitorais, defendida pelo governador José Richa e pelo senador e presidente do partido, Álvaro Dias.

Nas eleições de novembro de 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte pelo Paraná na legenda do PMDB. Assumiu sua cadeira na Assembleia Nacional Constituinte em 1º de fevereiro do ano seguinte e foi membro da Subcomissão do Sistema Eleitoral e dos Partidos Políticos, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, e suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária e da Comissão da Ordem Econômica. Nas principais votações da Constituinte foi favorável ao rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, à limitação do direito de propriedade privada, ao mandado de segurança coletivo, ao aborto, à remuneração 50% superior para o trabalho extra, à jornada semanal de 40 horas, ao turno ininterrupto de seis horas, à unicidade sindical, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, à nacionalização do subsolo, à estatização do sistema financeiro, ao limite de 12% ao ano para os juros reais, à proibição do comércio de sangue, à limitação dos encargos da dívida externa, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária e à anistia a micro e pequenos empresários. Manifestou-se contra a pena de morte, o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e a legalização do jogo do bicho.

Com a promulgação da nova carta constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara e foi membro titular  da Comissão de Agricultura. Entre outras propostas, apresentou a de criação do Ministério da Defesa e a da reeleição em todos os níveis do Poder Executivo (federal, estadual e municipal). Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim da legislatura, em janeiro de 1991, e não disputou a reeleição em outubro de 1990.

Diretor administrativo e financeiro do porto de Paranaguá (PR), em outubro de 1990, elegeu-se pela terceira vez prefeito de Arapongas, na legenda peemedebista. Empossado em janeiro de 1993, cumpriu integralmente o mandato até dezembro de 1997. Em outubro de 1998, elegeu-se deputado estadual pelo PMDB e tomou posse em fevereiro do ano seguinte. Fez parte da bancada oposicionista ao segundo governo de Jaime Lerner e em 2001 assumiu a liderança da bancada oposicionista na Assembleia Legislativa do Paraná, além de ter participado ativamente do movimento contra a privatização da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), surgido em decorrência da tramitação do projeto de lei de iniciativa popular que impedia a venda da empresa pelo governo do estado. No pleito de outubro de 2002 concorreu novamente a deputado estadual pelo PMDB, mas obteve apenas uma terceira suplência.

Em janeiro do ano seguinte, foi nomeado pelo novo governador eleito, Roberto Requião (PMDB),  secretário estadual de Transportes. Durante sua gestão realizou o maior programa de recuperação de estradas da história do Paraná, recuperando cerca de 5,1 mil quilômetros de rodovias com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão em recursos do Estado.  Por diversas vezes teve conflitos com as empresas concessionárias de estradas estaduais no Paraná ao tentar implementar as políticas determinadas pelo governador Requião de diminuir e renegociar os preços dos pedágios cobrados por essas empresas nas rodovias paranaenses.

Desincompatibilizou-se em março de 2006 para candidatar-se mais uma vez a deputado estadual, elegendo-se no pleito de outubro. Tomou posse  em fevereiro do ano seguinte. Nessa legislatura foi membro titular da Comissão de Orçamento e suplente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), sendo um dos mais ativos deputados da base de apoio ao governo de Roberto Requião. Em outubro de 2007 assumiu a presidência estadual do PMDB pela terceira vez, acumulando o cargo com a liderança do partido na Assembleia Legislativa do Paraná. Nesse período participou de inúmeras articulações políticas no estado, sempre defendendo a posição do governador Requião e combatendo o modelo neoliberal de desenvolvimento econômico que, a seu ver, ainda tinha força política inclusive no governo Lula. A partir de outubro de 2009 passou a articular a pré-candidatura de Roberto Requião à presidência da República pelo PMDB e defendeu o lançamento de uma candidatura própria do partido ao governo do estado no pleito de outubro de 2010.

Casou-se com Irondi Mantovani Pugliesi, líder feminista no Paraná, com quem teve três filhas.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG; http://www.waldyrpugliesi.com.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www2.camara.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.tse.gov.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.parana-online.com.br/ (último acesso em 12/11/2009); http://www.vigilantesdademocracia.com.br/ (último acesso em 14/11/2009).

 

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