Jânio Carvalho Santos

Entrevista

Jânio Carvalho Santos

Entrevista realizada no contexto do projeto “Territórios do Torcer - uma análise quantitativa e qualitativa das associações de torcedores de futebol na cidade de São Paulo” desenvolvido pelo CPDOC em convênio com o Museu do Futebol e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), entre março de 2014 e fevereiro de 2015. O projeto visa, a partir dos depoimentos cedidos, a publicação de um livro e a edição de um filme documentário sobre o tema.
Forma de Consulta:
Entrevista em texto disponível para download.
Entrevista publicada em livro.
Referência completa: HOLLANDA, Bernardo Borges Buarque de; FLORENZANO, José Paulo (Org.) . Territórios do torcer: depoimentos de lideranças das torcidas organizadas de futebol. 1. ed. São Paulo: EDUC, 2019. v. 1. 391p .

Tipo de entrevista: História de vida
Entrevistador(es):
Bernardo Buarque de Hollanda
José Paulo Florenzano
Bruna Gottardo
Data: 16/12/2014
Local(ais):
São Paulo ; SP ; Brasil

Duração: 3h50min

Dados biográficos do(s) entrevistado(s)

Nome completo: Jânio Carvalho Santos
Nascimento: 9/12/1978; São Paulo; SP; Brasil;

Formação:
Atividade: Professor; lutador profissional; ex-presidente da torcida Mancha Alviverde.

Equipe

Levantamento de dados: Raphael Piva Favalli Favero;
Pesquisa e elaboração do roteiro: Raphael Piva Favalli Favero;

Transcrição: Gabriela Franco Duarte;

Conferência da transcrição: Raphael Piva Favalli Favero;

Técnico Gravação: Carolina Soares Pires; Bernardo de Paola Bortolotti Faria;

Temas

Ação Social;
Bahia;
Clube de Regatas do Flamengo ;
Discriminação racial;
Educação física;
Elites;
Ensino superior;
Esportes;
Europa;
Família;
Formação escolar;
Organizações não governamentais;
Partido Democrático Trabalhista - PDT;
Poder público;
Política;
Projetos sociais;
Região Nordeste;
Rio de Janeiro (cidade);
São Paulo;
Segurança pública;
Sociedade Esportiva Palmeiras ;
Torcidas de futebol;
Viagens e visitas;
Violência;

Sumário

Entrevista 16.12.2014

Apresentações iniciais; a família baiana e a mudança da família para São Paulo, sua cidade natal; o trabalho do pai em bilheteria de estádio e a facilidade de ir aos jogos; os times do pai; a escolha pela Sociedade Esportiva Palmeiras como time; a formação escolar e a graduação em educação física; o trabalho com luta; o casamento com uma palmeirense; as idas ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo (Morumbi); a aproximação da Mancha Verde em 1989; a diversidade da torcida; as idas aos jogos do Palmeiras junto com a torcida organizada; o papel social do esporte; o impacto da elitização das torcidas organizadas; a importância das cobranças das torcidas para com o futebol; o caráter socialista das torcidas; os benefícios das torcidas organizadas e a questão dos ingressos; o perfil da torcida atualmente; a relação entre violência, torcida e poder público; o número de associados da Mancha Verde; o período como presidente da Mancha em 2008; as idas ao Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) e a participação na torcida quando jovem; a atual banalização da violência e a rotulação das torcidas; a participação na Confederação Nacional das Torcidas Organizadas (Conatorg); a troca da luta em academia pelas brigas de rua; o episódio do deslocamento de metrô no jogo contra o Sport Club Corinthians Paulista; a primeira caravana para o jogo contra o Mogi Mirim Esporte Clube; as responsabilidades na torcida; a torcida como o patrimônio do clube; o perfil da torcida; o envolvimento dos torcedores com a política das torcidas; a falta de prevenção contra a violência nos estádios e comparações com as torcidas de futebol europeu; a briga no Pacaembu de 1995 e outros episódios de brigas; o episódio de violência mais marcante, no jogo entre Palmeiras e o Clube de Regatas do Flamengo no Rio de Janeiro; o papel da liderança da torcida; a expulsão de um grupo de skinheads da torcida após uma briga em 2004 no Estádio Palestra Itália (Parque Antarctica); a relação da Mancha Verde com a Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP); a vida pessoal e a torcida; a candidatura como deputado estadual pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT); a relação entre torcida e escola de samba; a força da torcida; a Liga das Escolas de Samba de Torcida e a rivalidade da Gaviões da Fiel; motivos do afastamento da Escola de Samba; a diferença entre o público e objetivos do carnaval e do futebol; as prevenções pessoais ao ir aos jogos e no cotidiano como um torcedor conhecido da Mancha Verde; o envolvimento com a luta; o episódio da briga no trem; as ameaças de morte; o fim das alianças entre torcida enquanto presidente da Mancha; opiniões sobre a Arena Corinthians (Itaquerão); a relação do filho com o Palmeiras; o episódio da morte do vizinho Corinthiano e a prisão em 2004; a briga entre palmeirenses no Canindé; o perfil do torcedor; questões sobre a briga de 2004; o período de 6 meses na prisão; opiniões sobre a diminuição da maioridade penal; a participação na ONG “Projeto Social Pamplona Igualdade Para Todos”; relato de casos de prisões injustas e impunidades; a diferença entre a rivalidade em times nacionais e internacionais; o descaso do Estado com a violência nas periferias; o comportamento das torcidas nos jogos; a violência entre torcidas nos estádios da região Nordeste; os xingamentos durante os jogos; a importância de iniciativas sociais para o fim da violência.
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