ADALBERTO CORREIA SENA

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Nome: SENA, Adalberto
Nome Completo: ADALBERTO CORREIA SENA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SENA, ADALBERTO

SENA, Adalberto

*sen. AC 1963-1982.

 

Adalberto Correia Sena nasceu em Cruzeiro do Sul, no então território do Acre, no dia 3 de setembro de 1901, filho de João Correia de Sena Júnior e de Rosa Amélia de Sena.

Fez os estudos primários em sua cidade natal e os secundários no Colégio Pedro II no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em 1925 diplomou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Delegado de higiene e saúde pública de Cruzeiro do Sul de 1926 a 1927, em novembro de 1931 foi designado inspetor do ensino secundário do Ministério da Educação e Cultura (MEC), cargo que exerceria até agosto de 1937, quando se tornou técnico de educação do mesmo órgão. Foi diretor substituto da Diretoria do Ensino Secundário de 1951 a 1953, assumindo ainda nesse ano o cargo de secretária-geral do Acre, condição em que exerceu interinamente o governo do território. No pleito de outubro de 1954 obteve a primeira suplência de deputado federal pelo Acre na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), não chegando a exercer o mandato.

Em 1956 ocupou a chefia da seção de registro de professores e da seção de orientação e assistência da Diretoria do Ensino Secundário. Ainda em 1956 fez um curso de administração escolar nos Estados Unidos, de onde retornou em 1957 para assumir novamente o cargo de diretor substituto da Diretoria do Ensino Secundário, que deixou no ano seguinte. Assessor técnico e professor da Fundação Educacional do Distrito Federal, em Brasília, de 1960 a 1962, foi presidente do Conselho de Educação do Distrito Federal em 1960 e chefe de gabinete do ministro da Educação em 1961.

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se senador pelo Acre — transformado em estado em julho do mesmo ano — na legenda do PTB. Em fevereiro de 1963 assumiu o mandato no Senado e ainda nesse ano aposentou-se como técnico de educação do MEC. Nessa legislatura foi terceiro-secretário da mesa do Senado de março de 1963 a março de 1965, quando se tornou segundo-secretário.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), em cuja legenda foi reeleito senador pelo Acre em novembro de 1966. Empossado em fevereiro do ano seguinte, foi vice-líder do MDB no Senado de março de 1967 a março de 1972. Representou o Senado na I Conferência Continental da Reforma Agrária, realizada em Bogotá, na Colômbia, em junho desse último ano, nas comemorações do décimo aniversário da elevação do Acre à categoria de estado, em Rio Branco (AC), no mês de julho, e no Congresso de Prefeitos realizado em Guarapari (ES) em agosto. Vice-presidente da Comissão do Distrito Federal em 1972, foi eleito segundo-vice-presidente da mesa do Senado em 1973, cargo em que seria mantido no ano seguinte, quando também reassumiu a vice-presidência da Comissão do Distrito Federal. No Senado foi ainda membro efetivo das comissões de Saúde, de Educação e Cultura, de Assuntos Regionais, do Serviço Público Civil, de Valorização da Amazônia, de Assuntos da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), e de Estudos para Alienação de Concessão de Terras Públicas e Povoamento, além de suplente das comissões de Agricultura, de Redação, de Legislação Social, de Segurança Nacional e do Polígono das Secas.

Reeleito senador pelo MDB em novembro de 1974, com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Designado presidente da Comissão de Redação em março de 1981, licenciou-se do Senado para tratamento de saúde, de abril a julho daquele ano, sendo substituído pela suplente Laélia Agra de Alcântara.

Jornalista, fundou o jornal A Voz do Acre. Foi professor de história natural, física e química.

Faleceu no dia 21 de janeiro de 1982.

Foi casado com Aleida Canto Correia Sena.

Publicou A instituição parlamentar na América Latina: realidades e perspectivas (1971), Quinto aniversário do falecimento do marechal João Batista Mascarenhas de Morais (1973), Legislação brasileira do ensino secundário de 1901 a 1939 e Horto Botânico para o segundo ciclo secundário (em colaboração), além de pareceres e artigos em revistas educativas.

 

 

FONTES: Diário do Congresso Nacional (27/4/72); Estado de S. Paulo (13/2 e 25/3/81); Globo (13/3/81); Jornal do Brasil (16/10/66 e 13/2/81); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Rev. Ciência Pol. (1966); SENADO. Dados; SENADO. Dados biográficos (8); SENADO. Endereços; SENADO. Relação; SENADO. Relação dos líderes; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 6 e 8).

 

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