AGOSTINHO MENESES MONTEIRO

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Nome: MONTEIRO, Agostinho
Nome Completo: AGOSTINHO MENESES MONTEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MONTEIRO, AGOSTINHO

MONTEIRO, Agostinho

*dep. fed. PA 1935-1937; const. 1946; dep. fed. PA 1946-1951.

 

Agostinho Meneses Monteiro nasceu em Chaves, na ilha de Marajó (PA), no dia 22 de julho de 1891, filho de Casimiro Ferreira Monteiro e de Teresa Meneses Monteiro.

Fez os estudos primário e secundário na escola do professor Djacir de Mendonça. Transferindo-se para o então Distrito Federal, diplomou-se em 1912 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro.

Deputado estadual em 1926, permaneceu na Assembléia Legislativa paraense até 1930, quando, com a vitória da Revolução de Outubro desse ano, foram suprimidos todos os órgãos legislativos do país. Com a reconstitucionalização iniciada em 1933, elegeu-se em outubro de 1934 deputado federal pelo Pará na legenda da Frente Única Paraense (FUP), formada nesse mesmo ano por setores de oposição ao interventor Joaquim de Magalhães Barata. Assumindo sua cadeira na Câmara em maio de 1935, quando José Malcher foi eleito para o governo do Pará, nesse mesmo ano participou, juntamente com a FUP e membros dissidentes do Partido Liberal, da fundação e da comissão executiva provisória do Partido Popular do Pará, destinado a apoiar o novo governo. Ainda em 1935, porém, em função de divergências internas, deixou o Partido Popular junto com um grupo de filiados e participou da reorganização da FUP, que apoiou Malcher e o presidente da República, Getúlio Vargas. Exerceu o mandato até a implantação do Estado Novo, em 10 de novembro de 1937, que implicou a dissolução dos órgãos legislativos e das agremiações políticas do país.

Com a desagregação do Estado Novo e o início do processo de redemocratização do país, em abril de 1945 participou da fundação da União Democrática Nacional (UDN), cujo diretório nacional passou a integrar. Na ocasião foi designado membro da comissão de orientação política da nova agremiação. Em junho desse mesmo ano tornou-se presidente do diretório da UDN no Pará. Em dezembro seguinte elegeu-se deputado por seu estado à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da UDN. Assumindo o mandato em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Nessa legislatura presidiu a Comissão Especial de Valorização da Amazônia e integrou as comissões de Finanças e Especial de Pecuária da Câmara dos Deputados, tendo também presidido, entre 1948 e 1950, a Comissão de Estudos da Avicultura Nacional do Ministério da Agricultura.

Com a aproximação do pleito marcado para outubro de 1950, tornou-se um dos líderes da formação da Coligação Democrática Paraense (CDP), constituída pela UDN, o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Social Trabalhista (PST) e o Partido Libertador (PL). Pretendendo enfrentar a corrente política liderada por Magalhães Barata, deputado federal pelo Pará eleito na legenda do PSD, a coligação lançou a candidatura de Alexandre Zacarias de Assunção ao governo do estado e conseguiu a vitória, embora por insignificante margem de votos.

Ainda em 1950, Agostinho Monteiro tornou-se conferencista da Escola Superior de Guerra (ESG) e da Escola de Estado-Maior do Exército, exercendo a função até 1954 e integrando também nesse período a Comissão de Financiamento e Produção do Ministério da Fazenda. Em janeiro de 1951, ao concluir seu mandato, deixou a Câmara, e em 1957 viajou como bolsista aos EUA, onde estudou avicultura. Desse ano até 1958 integrou o Conselho de Política Aduaneira e participou da Confederação Rural Brasileira.

Em outubro de 1958 concorreu ao Senado, agora na legenda da coligação entre o PSD e o Partido Democrata Cristão (PDC), reconciliando-se com Magalhães Barata, que o apoiou. Foi, porém, derrotado por Zacarias de Assunção, candidato da CDP e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Em junho de 1964, após o movimento político-militar de março desse ano, que depôs o presidente João Goulart e, no Pará, o governador Aurélio do Carmo, foi eleito pela Assembléia Legislativa vice-governador do estado, juntamente com o coronel Jarbas Passarinho, escolhido governador. Concluindo o mandato em janeiro de 1966, retirou-se da vida política, passando a se dedicar às atividades privadas. Ainda nesse ano tornou-se membro do conselho técnico da Confederação Nacional do Comércio, do qual se tornaria depois vice-presidente.

Agostinho Monteiro foi também um dos fundadores do Hospital da Ordem Terceira de São Francisco e da Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, catedrático da Escola Prática do Comércio e da Escola de Agronomia e Veterinária do Pará, fundador e primeiro presidente da Associação Carioca de Avicultores, membro-fundador e presidente do Conselho Federal de Medicina, diretor-presidente da Rádio Marajoara de Belém e chefe de redação de A Província do Pará.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de setembro de 1976.

Era casado com Julieta de Miranda Monteiro.

Publicou Problemas da Amazônia e as monografias Sisal, riqueza nordestina; Pecuária na Amazônia; Cultura da pimenta-do-reino no Pará e Castanha-do-pará.

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CONF. NAC. COMÉRCIO. 20; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CRUZ, E. História do Pará; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (2/9/76); NABUCO, C. Vida; ROQUE, C. Grande; SILVA, G. Constituinte; SILVA, H. 1935; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2 e 7).

 

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