AMINTAS FERREIRA DE BARROS

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Nome: BARROS, Amintas de
Nome Completo: AMINTAS FERREIRA DE BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, AMINTAS DE

BARROS, Amintas de

*dep. fed. MG 1963-1967.

 

Amintas Ferreira de Barros nasceu em Divino de Carangola, atual Divino (MG), no dia 28 de março de 1906, filho de modestos agricultores.

Fez o curso primário em sua cidade natal, concluindo o secundário no Ginásio Leopoldinense. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em 1932 e passou a dedicar-se à advocacia criminal, exercendo a profissão na capital mineira e em diversos municípios do interior do estado.

Iniciou-se na vida política em 1936, elegendo-se vereador à Câmara Municipal de Belo Horizonte. Com a implantação do Estado Novo em novembro de 1937 e a decorrente supressão dos órgãos legislativos do país, retornou à advocacia. A partir de 1942, tornou-se membro do Conselho Penitenciário de Minas Gerais, chegando à presidência desse órgão, em cujo exercício permaneceria até 1962. Após a queda do Estado Novo em 1945, foi novamente eleito no pleito de 1947 vereador em Belo Horizonte, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Em 1958, elegeu-se prefeito de Belo Horizonte, apoiado por uma coligação trabalhista. Durante sua gestão, normalizou o pagamento do funcionalismo municipal e, ligado à população pobre da cidade, nomeou um gari para a chefia do Departamento de Limpeza da prefeitura. Defensor de uma participação maior dos municípios na renda tributária nacional, foi conduzido à presidência da União das Prefeituras das Capitais do Brasil, que exerceu até 1962.

Nas eleições de outubro de 1962, dessa vez na legenda do Partido Social Democrático (PSD), conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados por Minas Gerais, assumindo o mandato em fevereiro de 1963. Nessa legislatura, participou dos trabalhos da Comissão de Minas e Energia na função de vice-presidente.

Depois do movimento político-militar de 1964, em declarações prestadas ao Correio Brasiliense em julho daquele ano, Amintas de Barros mostrou-se favorável à prorrogação da permanência de Castelo Branco à frente do Executivo como solução para a crise econômico-financeira que o país atravessava. Nesse mesmo mês, o Congresso estendeu por mais um ano o mandato do presidente, que deveria portanto permanecer no poder até inícios de 1967. Amintas de Barros declarou-se também partidário do direito de voto para os analfabetos e soldados, e do estabelecimento de relações comerciais do Brasil com todos os países do mundo.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), encerrando seu mandato em janeiro de 1967.

Foi membro do Conselho Administrativo do Estado de Minas Gerais. Participou ainda da Embaixada Universitária do Congresso Sul-Americano de Buenos Aires e do Congresso de Medicina Legal do Rio de Janeiro.

Faleceu em Belo Horizonte no dia 8 de dezembro de 1979.

Teve dois filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CAMPOS, Q. Fichário; Jornal do Brasil (9/12/79); Personalidades; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76).

 

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