ANTERO PAIS DE BARROS NETO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BARROS, Antero Pais de
Nome Completo: ANTERO PAIS DE BARROS NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, ANTERO PAIS DE

BARROS, Antero Pais de

*const. 1987-1988; dep. fed. MT 1987-1991; sen. MT 1999-2007.

 

Antero Pais de Barros Neto nasceu em Cuiabá no dia 3 de janeiro de 1953, filho de Ranulfo Pais de Barros e Almira Malhado Pais de Barros.

Foi membro da juventude da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime político-militar instaurado no país em 1964. No ano de 1978 concluiu o curso de administração de empresas na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e tornou-se assessor de imprensa das Centrais Elétricas Matogrossenses (Cemat).

Com a extinção do bipartidarismo e a consequente reorganização partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), oriundo do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Nas eleições de novembro de 1982, foi eleito vereador de Cuiabá na legenda do PMDB, assumindo o mandato em março de 1983. Foi vice-presidente da Câmara Municipal entre os anos de 1983 e 1985.

Nas eleições de novembro de 1985, foi um dos coordenadores da campanha vitoriosa de Dante de Oliveira à prefeitura de Cuiabá. Dante ficara nacionalmente conhecido ao propor emenda que, apresentada na Câmara dos Deputados, propos o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro de 1984. Como a iniciativa não obteve o número de votos indispensáveis à sua aprovação – faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado –, convocou-se um Colégio Eleitoral para determinar quem seria o novo presidente da República. O candidato oposicionista Tancredo Neves, lançado pela Aliança Democrática, união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal, acabou derrotando Paulo Maluf, candidato do PDS apoiado pelo regime militar. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Em 1986, Antero Pais de Barros tornou-se o líder do PMDB na Câmara Municipal. Em novembro, concorreu a uma vaga de deputado federal constituinte por Mato Grosso, na legenda peemedebista. Eleito, assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Ao ser empossado, defendeu a reserva de mercado de informática, o não pagamento da dívida externa e a privatização parcial da economia.

Na Constituinte, foi titular da Subcomissão de Garantia da Constituição, Reformas e Emendas, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, e suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, e da Comissão da Ordem Econômica.

Nas principais votações da Constituinte, votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países de orientação racista, da limitação do direito de propriedade, do mandado de segurança coletivo, do aborto, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e da desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra a pena de morte, o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e a legalização do jogo.

Com a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, retornou aos trabalhos ordinários na Câmara dos Deputados. Durante essa legislatura, deixou o PMDB e ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT).

Nas eleições de outubro de 1990, concorreu à reeleição na legenda do PT, conseguindo uma suplência. Em janeiro de 1991, com o final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados.

No pleito de outubro de 1994, concorreu a uma das duas vagas ao Senado pela sua nova legenda, o Partido Democrático Trabalhista (PDT), conseguindo a terceira colocação.

Com a posse de Dante de Oliveira em janeiro de 1995 no governo de Mato Grosso, Antero Pais de Barros foi nomeado secretário-chefe da Casa Civil. Dois anos depois, desligou-se do PDT juntamente com Dante de Oliveira e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Em junho de 1997, deixou a Casa Civil para ocupar o cargo de secretário de Comunicação Social, aí permanecendo até abril de 1998. Nessa ocasião, desincompatibilizou-se e candidatou-se novamente ao Senado, no pleito marcado para outubro daquele ano, pela legenda do PSDB.

Eleito, iniciou o mandato de senador em fevereiro de 1999. Terceiro-vice-líder do PSDB entre junho de 2000 e janeiro de 2003, em outubro de 2002 disputou o governo de Mato Grosso, mas foi derrotado por Blairo Maggi, do Partido Popular Socialista (PPS). Entre fevereiro de 2003 e fevereiro de 2005, ocupou a primeira-vice-liderança da bancada do PSDB no Senado. Afastou-se do exercício legislativo de junho a setembro de 2005, devido a motivos de saúde.

Participou ainda, como membro titular, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Futebol em 2000, da CPI das Organizações Não-Governamentais (ONGs) em 2001, e da CPI dos Bingos em 2006; da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Roubo de Cargas, em 2000, e da CPMI do Banestado, em 2003; e, ainda, da Comissão Mista Especial (CMESP) da Crise Energética, em 2001. Como suplente, integrou a CMESP de Combate à Pobreza, em 1999, e a CMESP de Reestruturação da CMO, em 2005; além da Comissão de Constituição e Justiça, em 2003, na suplência do senador Álvaro Dias.

Dentre as principais matérias legislativas, votou favoravelmente à distribuição aos estados e ao Distrito Federal do produto da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), alterando o Sistema Tributário Nacional e dando outras providências.

Em outubro de 2006, voltou a concorrer ao governo mato-grossense e mais uma vez foi derrotado por Blairo Maggi. Na campanha eleitoral desse ano, foi citado pelo dono da empresa Planam, Luiz Antônio Vedoin, em entrevista à revista Veja , como participante do esquema “dos sanguessugas” − também conhecido como “máfia das ambulâncias” –, que envolvia a elaboração irregular de emendas ao Orçamento da União destinadas à compra de ambulâncias com preços superfaturados. Antero Pais de Barros sempre negou peremptoriamente essa acusação.

Deixou o Senado em janeiro de 2007, ao final do mandato. Desde 2007 integra o conselho de administração do órgão estadual Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), tendo sido reconduzido ao cargo em 2008.

Casou-se com Cristiane Maria Mesquita Pais de Barros, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (18/3/96); Folha de S. Paulo (15/7/98); Jornal do Brasil (30/1/97); NICOLAU, J. Dados; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998); SEN. FED. Senadores (1999-2007); Wikipedia; Veja (22/8/2006).

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados