Antônio do Vale Ramos

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Nome: VALE, Antônio do
Nome Completo: Antônio do Vale Ramos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

VALE, Antônio do

*dep. fed. MG 1995-2002.

Antônio do Vale Ramos nasceu em Patos de Minas (MG), no dia 4 de janeiro de 1947, filho de Jaime Ramos e de Geracina do Vale Ramos.

Técnico em contabilidade pela Escola Técnica Professor Sílvio de Marco, em 1966, trabalhou como contador durante 22 anos. Presidiu o Lions Club de Patos de Minas, de 1974 a 1975 e, em 1981 ingressou na política, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Exerceu o cargo de secretário municipal de Fazenda de 1983 a 1988.

No pleito de novembro de 1988 elegeu-se prefeito de Patos de Minas, tomando posse no cargo em janeiro de 1989. Esteve na Alemanha, em 1991, participando de um programa de intercâmbio e aprimoramento de quadros vinculados à administração pública, fruto de um convênio firmado entre a Associação Brasileira de Municípios e o Senado germânico. Concluiu o mandato de prefeito em dezembro de 1992. Entre 1991 e 1994 integrou o diretório municipal do partido.

No pleito de outubro de 1994 concorreu à Câmara dos Deputados tendo como base eleitoral Patos de Minas, onde obteve 80% de seus votos. Eleito, tomou posse em fevereiro do ano seguinte, participando como titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, e das comissões especiais sobre o Fundo Social de Emergência e sobre o Regime Constitucional dos Militares. Foi vice-presidente da Comissão Representativa do Congresso Nacional. Como suplente, pertenceu à Comissão de Finanças e Tributação, à comissão especial do Monopólio do Petróleo e à comissão mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização.

Ao longo de 1995 votou a favor da abolição do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração do petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; da extinção de todas as diferenças legais entre empresa brasileira e estrangeira; da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado como Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação.

Em maio de 1996 pronunciou-se sobre os perigos que a sociedade brasileira enfrentava dentro do amplo processo de globalização econômica, ressaltando o crescimento das taxas de desemprego e o sacrifício das micro, pequenas e médias empresas nacionais. Poucas semanas depois, apontado como tendo sido eleito por um “sistema distrital informal”, Vale defendeu a necessidade dos deputados apresentarem emendas que beneficiassem seus redutos eleitorais, afirmando tratar-se de um “problema cultural”.

Em 1996 foi contra a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), fonte suplementar de recursos para o Ministério da Saúde. Em outubro, candidatou-se novamente à prefeitura de Patos de Minas, desta vez sem sucesso.

Em fevereiro de 1997, manifestou-se sobre as desvantagens da chamada economia informal, prejudicial ao governo devido à quebra da arrecadação; à mão-de-obra em virtude da perda das garantias trabalhistas; e às empresas, cuja alta rotatividade acarreta cada vez menos eficiência. Como alternativa propôs a equiparação dos autônomos e ambulantes em microempresas, aos quais se cobrariam tributos em troca de direitos previdenciários. Todavia, votou a favor da emenda constitucional que aboliu a estabilidade dos servidores públicos e pela reeleição dos detentores de cargos executivos — prefeitos, governadores e presidente da República.

No ano legislativo de 1998 apoiou a reforma da Previdência que estabeleceu o teto salarial de 1.200 reais, para a aposentadoria dos funcionários públicos, e fixou idade e tempo de contribuição mínimos, para os trabalhadores do setor privado.

Reeleito no pleito de outubro de 1998 pela legenda do PMDB mineiro, iniciou o segundo mandato federal em fevereiro de 1999 e tornou-se vice-líder do partido. Deixou a Câmara em janeiro de 2003, após ter obtido uma suplência no pleito de outubro do ano anterior. Nas eleições de 2004, mais uma vez, foi eleito, prefeito de Pato de Minas agora na legenda do Partido Progressista (PP). Empossado em janeiro de 2009, permaneceu até o final do mandato em janeiro de 2009 sem que houvesse disputado a reeleição em outubro anterior. Ainda em 2009, tornou-se superintendente federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em Minas Gerais.

Antônio do Vale formou-se pela Faculdade de Direito do Oeste de Minas.

Casou-se com Marília de Almeida Correia Ramos, com quem teve três filhas.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (15/5 e 3/6/96, 18/2/97 e 6/11/98); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97 e 5/2/98); Olho no voto/Folha de S. Paulo (29/9/98); Portal da prefeitura de Poços de Caldas TSE; (Eleições 2004).

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