ANTONIO FERREIRA DE ANDRADE

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Nome: FERREIRA, Antônio
Nome Completo: ANTONIO FERREIRA DE ANDRADE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERREIRA, ANTÔNIO

FERREIRA, Antônio

*dep. fed. AL 1975-1983; const. 1987-1988; dep. fed. AL 1987-1991.

Antônio Ferreira de Andrade nasceu em Desterro (PB) no dia 31 de maio de 1929, filho de José Francisco de Andrade e Quitéria Digna das Neves.

Formou-se em 1952 como técnico de estradas pelo Instituto Carneiro Leão, em Recife, e a partir de 1956 radicou-se em Alagoas, onde trabalhou como engenheiro e empresário no setor de construção civil.

Iniciou sua carreira política em 1965 como deputado estadual. Em novembro de 1970 candidatou-se à reeleição na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado em 1964, e ao longo do novo mandato foi vice-presidente da Assembléia Legislativa, presidente da Comissão de Agricultura, Viação e Obras e membro suplente da Comissão de Constituição e Justiça e Fixação de Forças. Ao final da legislatura filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo, e nessa legenda elegeu-se deputado federal em novembro de 1974.

Assumindo o mandato na Câmara em fevereiro de 1975, participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Minas e Energia, suplente da Comissão de Comunicação, e membro, ainda, da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Reservas Indígenas, da CPI sobre Especulação Imobiliária nos Grandes Centros Urbanos e da CPI sobre a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Em novembro de 1978 reelegeu-se deputado federal, tendo como principal base eleitoral o interior do estado, e contando com o apoio de prefeitos e líderes políticos dessa região. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS). Em 1981 foi membro da CPI sobre a reforma do ensino de primeiro e segundo graus. Derrotado nas eleições de novembro de 1982, deixou a Câmara em janeiro de 1983.

Voltou à política elegendo-se deputado federal constituinte em novembro de 1986, agora na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Empossado em fevereiro do ano seguinte, quando tiveram início os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), atuou como segundo vice-presidente da Subcomissão da Nacionalidade, da Soberania e das Relações Internacionais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, e suplente da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças. Na votação das principais matérias em pauta na Constituinte, votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, a criminalização do aborto, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a unicidade sindical, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos juros reais em 12% ao ano, a limitação dos encargos para a dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva. Manifestou-se favorável à proteção ao emprego contra as demissões sem justa causa, ao aviso prévio proporcional, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à anistia aos micro e pequenos empresários. Pautou sua atuação segundo os compromissos assumidos com o empresariado da construção civil, demonstrando afinidade ideológica com a União Democrática Ruralista (UDR).

Presidiu a Fundação Frei Damião de Assistência Social e, como representante da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, viajou para a República Federal da Alemanha a convite do Ministério da Agricultura e do Parlamento desse país. Em janeiro de 1991, concluiu o mandato sem ter tentado reeleger-se. Dedicou-se à construção civil em Alagoas e, em outubro de 1994, disputou mais uma vez uma vaga na Câmara, mas obteve apenas uma suplência. Exerceu o mandato em janeiro de 1999, no último mês da legislatura. Não disputou as eleições de outubro de 1998, e, desde então se manteve afastado de quaisquer atividades políticas.

Casou-se com Sheila Teresa Barbosa Meneses, com quem teve um filho.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1975-1979, 1979-1983); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Correio Braziliense (18/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1980).

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