BARROS, DURVAL MIGUEL DE

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Nome: BARROS, Durval Miguel de
Nome Completo: BARROS, DURVAL MIGUEL DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, DURVAL MIGUEL DE

BARROS, Durval Miguel de

*militar; rev. 1935.

Durval Miguel de Barros nasceu no dia 8 de maio de 1909.

Ingressou na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em março de 1928, saindo aspirante-a-oficial da arma de infantaria em janeiro de 1932. Promovido a segundo-tenente em agosto desse último ano, passou a primeiro-tenente em outubro de 1933. Nesse período, entre julho e outubro de 1932, tomou parte na repressão à Revolução Constitucionalista de São Paulo. Em 1934 serviu no 13º Regimento de Infantaria (13º RI), sediado em Ponta Grossa (PR), e em 1935 participou da Revolta Comunista, promovida em novembro daquele ano pelo Partido Comunista Brasileiro — então Partido Comunista do Brasil (PCB) —, em nome da Aliança Nacional Libertadora (ANL). A revolta, deflagrada em Natal no dia 23 de novembro, teve continuidade no dia seguinte em Recife e, no dia 27, no Rio de Janeiro. Na capital federal, o centro das ações foi o 3º RI, localizado na Praia Vermelha. Durval de Barros, embora não estivesse lotado no 3º RI, tomou parte, juntamente com o primeiro-tenente Celso Tovar Bicudo de Castro, do levante daquela unidade, a cujos efetivos ambos haviam pertencido anteriormente.

Preso ainda no dia 27, por ocasião da rendição dos rebeldes, foi processado por participação no levante e por tentativa de homicídio do sargento Emiliano Amaro de Sousa. Em depoimento prestado à polícia do Distrito Federal, afirmou ter tomado conhecimento do movimento dez dias antes da sua deflagração, por intermédio do tenente Tomás Meireles. Na ocasião, Tomás Meireles informara-o de que a revolta era chefiada por uma junta composta por civis e militares sem, no entanto, especificar os nomes. Na tarde do dia 26 de novembro, avisado da hora marcada para o início da ação, encaminhara-se ao 3º RI, onde se apresentara ao capitão Agildo Barata, chefe da revolta no regimento. Juntamente com Bicudo de Castro e o segundo-tenente Mário Sousa, fora encarregado de prender os oficiais que não aderissem ao levante e de sublevar a Companhia de Metralhadoras Leves do 1º Batalhão.

Em dezembro de 1935, pelo Decreto nº 558, teve sua patente cassada, sendo expulso conseqüentemente do Exército. Em maio de 1937, foi condenado pelo Tribunal de Segurança Nacional a 12 anos e oito meses de prisão.

FONTES: BARATA, A. Vida; CAMPOS, R. Tribunal; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); PEIXOTO, A. Getúlio; PORTO, E. Insurreição; SILVA, H. 1935; SILVA, H. 1937.

 

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