BARROS, LUIS DE MORAIS

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Nome: BARROS, Luís de Morais
Nome Completo: BARROS, LUIS DE MORAIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIS DE MORAIS BARROS

BARROS, Luís de Morais

* pres. Bco. Bras. 1964-1967.

 

Luís de Morais Barros nasceu na cidade de São Paulo no dia 30 de junho de 1909, filho do professor Nicolau de Morais Barros e de Francisca Nogueira de Morais Barros. Seus tios paternos, Pedro de Morais Barros e Paulo de Morais Barros, foram respectivamente embaixador do Brasil na Itália de 1945 a 1949 e senador por São Paulo de 1935 a 1937. Seu tio-avô paterno, Prudente de Morais, foi presidente da República de 1894 a 1898 e seu avô materno, José Paulino Nogueira, banqueiro e fundador do Banco Comercial do Estado de São Paulo.

Luís de Morais Barros fez seus estudos no Colégio São Luís, em sua cidade natal, bacharelando-se em 1931 pela Faculdade de Direito de São Paulo.

Iniciou sua vida profissional como sócio majoritário da Sociedade Administradora Paulista - empresa de administração de imóveis -, logo tornando-se proprietário de uma casa bancária, condição que lhe permitiu ser eleito presidente do Sindicato dos Bancos do Estado de São Paulo e conselheiro da administração do Banco do Estado de São Paulo. Em 1943, em meio ao fechamento de vários bancos estrangeiros, Morais Barros criou o Banco Sul Americano do Brasil S. A., do qual foi diretor-superintendente e presidente. À frente da direção do banco, empregou vários ex-funcionários do extinto Banco Francês e Italiano e tomou medidas que o tornaram uma figura de vanguarda entre as lideranças empresariais do país, sendo seu banco a primeira instituição financeira nacional a utilizar computadores e a instalar sua sede na Avenida Paulista. Com o crescimento de seu prestígio, foi indicado em 1946 para representar os bancos de São Paulo junto aos sindicatos no Rio de Janeiro, cabendo-lhe resolver uma greve que já durava dois meses.

Em janeiro de 1954, convidado pelo ministro da Fazenda, Osvaldo Aranha, assumiu a diretoria da recém-criada Carteira de Comércio Exterior do Banco do Brasil (Cacex) do Banco do Brasil (BB), então presidido por Marcos de Sousa Dantas, ex-gerente do Banco Sul Americano no Rio de Janeiro. Exonerado do cargo em setembro de 1954, poucos dias após o suicídio de Getúlio Vargas, retornou às suas atividades particulares.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o ex-presidente João Goulart (1961-1964), foi nomeado em maio seguinte pelo ministro da Fazenda, Otávio Gouveia Bulhões, presidente do BB em substituição a Arnaldo Válter Blank, que exercia interinamente o cargo desde o afastamento de Hugo de Faria. Durante sua gestão no Banco do Brasil, tornou-se também membro do Conselho Monetário Nacional, passando a fazer parte de comissões de estudos que colaboraram com inúmeros projetos para a reforma do sistema financeiro.

Na presidência do Banco do Brasil, criou a consultoria técnica da presidência, com o objetivo de prestar assessoria técnica e de estudar as possíveis implicações da Lei da Reforma Bancária (Lei no 4595, de 31 de dezembro de 1964) sobre a instituição, uma vez que, com ela, vários órgãos do BB foram transferidos para o recém-criado Banco Central (BC), que passou a responder pelas atribuições da extinta Superintendência da Moeda e do Crédito (SUMOC). Morais Barros procurou aumentar a captação de depósitos através da criação do Caixa Executivo e do Cheque-Ouro, reduziu o crédito a municípios e estados, passou a exigir que os novos créditos para as empresas de comunicação só fossem concedidos mediante garantias assinadas no papel e criou a Comissão de Inquérito com o objetivo de apurar a participação política de funcionários e diretores da instituição, transferindo funcionários ligados a sindicatos e partidos políticos de esquerda para cidades do interior. Exerceu a presidência do BB até março de 1967, quando pediu sua exoneração, sendo substituído por Nestor Jost.

Em janeiro de 1974, foi eleito presidente da Associação dos Bancos no Estado de São Paulo e da Federação Brasileira das Associações de Bancos, cargos nos quais permaneceu até abril de 1977.

Durante sua longa trajetória profissional, Morais Barros atuou também como presidente do conselho de administração da Duratex Indústria e Comércio, diretor-presidente do Banco Itaú, diretor vice-presidente executivo da Itaúsa - Investimentos Itaú, subsidiária do Banco Itaú, presidente da Federação Nacional dos Bancos. Dirigiu, ainda, a Fazenda Santa Maria da Posse Agrícola e Pastoril Ltda. e a Resgate Comércio e Participações Ltda.

Ao longo de sua carreira, foi presidente do Conselho de Administração da Honeywell Bull do Brasil, foi membro dos conselhos de administração da Vidraria Santa Maria S. A., do Banco do Estado de São Paulo S. A., da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) e membro do Conselho Consultivo da Companhia Paulista de Força e Luz.

Em fevereiro de 2000, Luís de Morais Barros integrava os conselhos de administração do Banco Itaú, da Itaú Investimentos e da Duratex.

Publicou na revista Digesto Econômico diversos trabalhos sobre problemas financeiros.

Casou-se com Maria do Carmo Cerqueira César de Morais Barros, com quem teve três filhos.

 

FONTES: ARQ. HIST. MUSEU BANCO DO BRASILCURRIC. BIOG.;  Estado de São Paulo (20/1/54 e 16/5/64); Jornal do Brasil (31/7/75, 20/1/76, 16/3/76, 21/4/76, 29/7/76 e 15/7/76); MONTEIRO, F. Banco.

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