BERNARDO PERICAS NETO

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Nome: PERICÁS, Bernardo
Nome Completo: BERNARDO PERICAS NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PERICÁS, BERNARDO

PERICÁS, Bernardo

*diplomata; emb. Bras. OEA 1989-1992; emb. Bras. Paraguai 1998-2000.

Bernardo Pericás Neto nasceu em Curitiba no dia 14 de junho de 1941, filho de Bernardo Pericás Duran e Raquel Silveira da Mota Pericás.

Aspirante-a-oficial da reserva da cavalaria militar em 1961 pelo Curso de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de Curitiba, ingressou, por concurso direto, para os quadros do Ministério das Relações Exteriores (MRE) como terceiro-secretário em janeiro de 1964. No ano seguinte, bacharelou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro.

Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), funcionando no palácio Itamarati do Rio de Janeiro, exerceu a função de chefe de gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Vasco Leitão da Cunha, até 1965 quando foi membro de ligação entre o MRE e a Universidade de Brasília para assuntos de cooperação internacional. No ano seguinte, participou da XL Sessão do Comitê de Produtos de Base da Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Roma (Itália).

Foi promovido a segundo-secretário em março de 1967, quando já servia (desde janeiro) na missão junto à ONU em Nova Iorque. Nessa função participou da Assembléia Geral da ONU (1967 a 1970), do Conselho de Segurança (1967-1968), de reuniões do grupo de preferência e do comitê de manufaturas da Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento em Genebra (1967) e da II Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) em Nova Délhi (1968). Em 1971 foi removido para o México onde serviu até 1972, participando das assembléias gerais da ONU até 1973.

De volta à SERE, desde 1970 instalada no palácio Itamarati de Brasília, seria assessor-chefe do gabinete do secretário-geral de Política Exterior do MRE entre 1972 e 1974, sendo promovido a primeiro-secretário em janeiro de 1973 e, em 1974, nomeado chefe do gabinete do Departamento de Administração. Removido ainda em 1974 para a Bélgica, serviu na embaixada em Bruxelas até 1976, ano em que exerceu também a função de encarregado de negócios em Maputo (Moçambique). Novamente servindo em Brasília, foi assistente do chefe da Divisão da África II (1977-1978) e chefe da mesma divisão de 1978 a 1979. Nessa função participou da Conferência Mundial de Combate ao Apartheid em Lagos (Nigéria, 1977), da Conferência Mundial de Combate ao Racismo e à Discriminação em Genebra (Suíça, 1978) e da Assembléia Geral da ONU sobre a Namíbia em Nova Iorque (1978).

Promovido a conselheiro em fevereiro de 1978, no ano seguinte foi nomeado secretário de informações do gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Ramiro Saraiva Guerreiro, função que exerceria até 1984, sendo promovido a ministro de segunda classe por merecimento em junho de 1980. Nesse período participou da reunião internacional sobre cooperação e desenvolvimento em Cancún (México, 1981), da XX Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington (1982) e da XXXVIII Sessão Anual das Partes Contratantes do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio em Genebra (1982). Integrou ainda as comitivas nas visitas oficiais do presidente general João Batista Figueiredo à América Latina, Europa, Ásia e África.

Nos anos seguintes representaria o Brasil na Comissão Interministerial de Recursos do Mar (CIRM) (1985-1986), na Comissão Brasileira de Atividades Espaciais (Cobae) (1985-1986), no Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) (1985-1987), no Conselho Federal de Entorpecentes (1985-1987) e no Conselho de Defesa da Pessoa Humana (CDDPH) (1985-1987), sendo promovido a ministro de primeira classe por merecimento em junho de 1984 e integrando a comitiva da visita do presidente José Sarney à Argentina em 1986.

Embaixador do Brasil junto à OEA em Washington de 1989 a 1992, em abril de 1994 foi removido para Bruxelas, Bélgica. Em janeiro de 1998, assumiu a embaixada em Assunção, sucedendo a Márcio Paulo de Oliveira Dias. Durante a crise política de 1999, intermediou as negociações entre os presidentes Raúl Cubas Grau, do Paraguai, e Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, que culminaram na renúncia do mandatário paraguaio e sua viagem ao Brasil na condição de asilado político. Pericás permaneceu na capital paraguaia até o ano 2000, sendo substituído por Luiz Augusto de Castro Neves.

Em 2000, desempenhou as atividades de secretário-geral adjunto, coordenador nacional da Cúpula das Américas, coordenador nacional da Cúpula Ibero-americana, coordenador nacional da Cúpula da União Européia, América Latina e Caribe, coordenador nacional do Grupo do Rio e coordenador nacional do Foro de Consulta e Concertação Política do Mercosul. Em 2001, tornou-se presidente da Comissão Nacional de Apoio da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e subsecretário-geral de Política Bilateral.

Em julho de 2003, assumiu a presidência do Comitê de Representantes da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) no lugar do embaixador boliviano, Armando Loaiza Mariaca. Bernardo Pericás já integrava o Comitê desde abril de 2002.

Em janeiro de 2007, sucedeu Tilden José Santiago nas embaixadas do Brasil em Cuba e em Antígua e Barbuda.

Casou-se com Isabel Murtinho Pericás, com quem teve dois filhos, e teve união duradoura com Heloísa Ururaí, com quem teve duas filhas.

FONTES: Agência Senado (29/3/2000 e 20/12/2006); Gazeta Mercantil (25/10/1999); ISTOÉ (7/4/1999); MIN. REL. EXT. Anuário (1976, 1983 e 1992); SENADO Internet.

 

 

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