CAMPOS, GERALDO

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Nome: CAMPOS, Geraldo
Nome Completo: CAMPOS, GERALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CAMPOS, Geraldo

*const. 1987-1988; dep. fed. DF 1987-1991.

 

Geraldo Campos nasceu em Aracaju no dia 1º de novembro de 1925, filho de Manuel Campos e de Alaíde Dantas Campos.

Um dos pioneiros da construção de Brasília, chegou à cidade em 1958 e no ano seguinte participou da denúncia do chamado massacre da Pacheco Fernandes, quando vários operários foram metralhados ao protestar contra o tratamento nos acampamentos de obras. Foi presidente da Associação dos Servidores da Novacap de 1960 a 1964. Durante sua gestão na entidade teve seus direitos políticos cassados e foi enquadrado em vários inquéritos no governo militar.

Em 1973 ingressou no curso de direito do Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB), bacharelando-se em 1977.

Com a extinção do bipartidarismo e a consequente reformulação partidária em 29 de novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Entre os anos 1984 e 1985 foi chefe da assessoria jurídica da Superintendência de Abastecimento de Brasília. No ano seguinte, tornou-se membro do conselho diretor da Fundação Educacional.

Integrante da executiva nacional do PMDB e vice-presidente da Federação dos Servidores Públicos de Brasília, foi eleito deputado federal constituinte pelo Distrito Federal naquela legenda em novembro de 1986. Em janeiro de 1987 foi anistiado por decreto do governador José Aparecido Oliveira (1985-1988), baseado na Emenda Constitucional nº 26. Assumindo o mandato em fevereiro, quando começaram os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte (ANC), foi presidente da Subcomissão dos Direitos dos Trabalhadores e Servidores Públicos, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado.

Nas principais votações da Constituinte, pronunciou-se a favor do rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial, da limitação do direito de propriedade privada, do mandado de segurança coletivo, do aborto, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da soberania popular, do voto aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da limitação dos encargos da dívida externa, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária, da anistia aos micro e pequenos empresários e da desapropriação da propriedade produtiva. Votou contra a pena de morte, o presidencialismo, o mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e a legalização do jogo do bicho.

Após a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, passou a exercer o mandato ordinário. Ainda nesse ano, deixou o PMDB e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), tendo sido fundador dessa agremiação no Distrito Federal. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura, sem ter concorrido à reeleição. Entre 2005 e 2007 foi presidente regional do PSDB no Distrito Federal.

Ex-combatente da Marinha Mercante durante a Segunda Guerra Mundial, foi também, ao longo de sua vida profissional, advogado do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), membro do Conselho Diretor da Fundação Educacional e secretário para assuntos internacionais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil.

Casou-se com Maria de Lurdes Almeida Campos, com quem teve uma filha.

 

FONTE: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.camara.gov.br>.

 

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