CAMPOS, LAURO

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Nome: CAMPOS, Lauro
Nome Completo: CAMPOS, LAURO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CAMPOS, Lauro

*sen. DF 1995-2003.

 

Lauro Campos nasceu em Belo Horizonte o dia 14 de dezembro de 1928, filho de Carlos Álvares da Silva Campos e de Maria das Dores Brochado Campos.

Formado em direito pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1953, no ano seguinte tornou-se professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, nas cadeiras de moeda, crédito e banco, de introdução à economia e de análise dos problemas sociais. Pouco tempo depois, em 1959, concluiu o curso de pós-graduação em economia do desenvolvimento na Universidade Pro DEO, em Roma. Em 1963 obteve o título de doutor em ciências jurídicas através do concurso para catedrático da cadeira de economia política na Universidade Federal de Goiás. Nesse mesmo ano assumiu a cadeira de economia política da Faculdade de Direito e passou a lecionar história do pensamento econômico na Faculdade de Ciências Sociais, ambas na Universidade Federal de Goiás.

Em 1976, depois de um estágio na Universidade de Sussex, na Inglaterra, radicou-se em Brasília, tornando-se professor titular da Universidade de Brasília (UnB). Autor do projeto de criação e estruturação do curso de relações internacionais da UnB, proferiu palestras nas Universidades Federais de Santa Catarina, Paraná, Pará, Piauí, Ceará, Goiás, Santa Maria (RS), Uberaba (MG) e Uberlândia (MG).

 Iniciou a carreira política em outubro de 1994, sendo eleito senador pelo Distrito Federal na legenda do Partido dos Trabalhadores (PT). Assumiu o mandato em fevereiro de 1995 e foi titular das comissões de Assuntos Econômicos e de Constituição, Justiça e Cidadania, e suplente das comissões de Educação e de Fiscalização do Senado. Na discussão das emendas constitucionais propostas naquele ano pelo governo Fernando Henrique Cardoso, votou contra a quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; a mudança do conceito de empresa nacional; e a prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de educação e de saúde. Entre os dias 6 e 10 se março de 1995 exerceu a liderança do PT no Senado Federal.

Em junho de 1996 esteve ausente da sessão que aprovou a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), em lugar do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde. Em fevereiro de 1997 votou contra a emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro, rejeitou a quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Já em novembro de 1998 votou contra o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público, e os critérios de idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Em 16 de abril de 2001, rompeu com o PT e filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Faleceu em Brasília no dia 13 de janeiro de 2003, poucos dias antes de encerrar o mandato no Senado. Em seu lugar, assumiu Ulisses Riedel.

Casou-se com Oraida Policena de Andrade Campos e teve quatro filhos.

Publicou A crise da ideologia keynesiana (1980), Moeda e produção (1991), Uma crise e vários diagnósticos: o caos brasileiro (1982), Inflação, ideologia e realidade, Controle econômico e controle social e Na contramão da dialética (1996).

 

 

FONTES: Folha de S. Paulo (18/9/94, 14/1/96, 29/9/98); SENADO. Dados biográficos (1995); Senado Federal.

 

 

 

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