CARLOS CARMO ANDRADE MELLES

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Nome: MELLES, Carlos
Nome Completo: CARLOS CARMO ANDRADE MELLES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MELLES, Carlos

*dep. fed. MG 1995- 1999; 1999-2003; min. Esporte 2000-2002, dep. fed. MG 2003-2007; 2007-2011; 2011-

 

 

Carlos Carmo Andrade Melles nasceu em São Sebastião do Paraíso (MG) no dia 11 de março de 1947, filho de Antônio Carmo Melles e de Alice Andrade Melles.

Em 1972 bacharelou-se em engenharia agrônoma pela Universidade Federal de Viçosa (MG). Foi produtor rural em São Sebastião do Paraíso (MG), coordenador do projeto café da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, chefe do departamento técnico da Cooperativa Regional dos Cafeicultores de São Sebastião do Paraíso e presidente da Cooperativa de Crédito Rural da cidade.

Pós-graduado em fitotécnica na Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp), foi vice-presidente da Federação de Agricultura de Minas Gerais (1989-1990), diretor da Comissão Nacional de Café (1989-1993), presidente do departamento das cooperativas exportadoras de café da Associação Comercial de Santos (1990-1991), conselheiro do Centro de Comércio de Café de Varginha (1990-1992) e diretor-conselheiro da Federação Brasileira dos Exportadores de Café em 1991. Em 1990 foi coordenador de produção da Comissão Estadual de Planejamento Agrícola para o setor cafeeiro.

Em 1992 filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e, no ano seguinte, foi presidente do diretório municipal do partido em sua cidade natal. Em outubro de 1994, concorreu a uma vaga de deputado federal na legenda do PFL. Eleito com a maioria dos votos provenientes de sua base eleitoral na região sul de Minas, assumiu o mandato em fevereiro seguinte, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e da Comissão Especial de Débitos nas Operações de Crédito Rural, cuja primeira vice-presidência ocupou; e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e da Comissão Especial de Concessão e Distribuição do Gás Canalizado. Coube-lhe, ainda, o cargo de relator da Subcomissão Permanente de Política do Café, Leite, Cana-de-Açúcar e Cacau, da Comissão de Agricultura e Política Rural.

No ano legislativo de 1995, votou a favor da liberação do transporte de carga e passageiros entre portos do país às embarcações estrangeiras; da emenda que alterou o conceito de empresa nacional, equiparando-as juridicamente às empresas estrangeiras; do fim dos monopólios dos estados na distribuição de gás canalizado, da Petrobras na exploração do petróleo e do estatal nas telecomunicações; e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), cujo nome foi modificado para Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitiu ao governo retirar recursos de áreas como educação e saúde para serem aplicados em outros setores.

Em julho de 1996, pronunciou-se a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto que garantiu ao Ministério da Saúde uma fonte suplementar de recursos.

No ano legislativo de 1997, declarou-se favorável à emenda constitucional que permitiu a reeleição do presidente da República, dos governadores e dos prefeitos, e à emenda que extinguiu a estabilidade dos funcionários públicos.

Reelegeu-se deputado federal no pleito de outubro de 1998, na legenda do PFL mineiro. Em novembro, ajudou a aprovar a reforma da previdência, que fixou um teto salarial para a aposentadoria dos servidores públicos e estabeleceu idade e tempo de contribuição mínimos para os trabalhadores do setor privado. Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999 e foi indicado relator do Orçamento da União para 2000. Convidado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para assumir o Ministério do Esporte e Turismo, no dia 9 de maio de 2000 licenciou-se do mandato e foi empossado nesse cargo. Como ministro criou a Comissão Nacional de Atletas, a Secretaria Nacional de Esportes e a Câmara Setorial de Esporte. Transferiu ainda à Caixa Econômica Federal a responsabilidade pelos bingos e pelo gerenciamento dos recursos para infra-estrutura esportiva. Aprovou a Política Nacional de Esporte e regulamentou a Lei Pelé.

Em março de 2002, deixou o Ministério em função de um racha entre o PFL e PSDB. Voltou à Câmara e em outubro, reelegeu-se deputado federal por Minas Gerais na legenda do PFL. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 2003 e tornou-se vice-líder do partido. Em 2003 foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Combustíveis e, no ano seguinte, presidiu a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Nas votações das reformas da Previdência e tributária encaminhadas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT) de oposição ao PFL, ausentou-se do plenário.

Nas eleições de 2006 foi reeleito deputado federal. Ainda em 2006, presidiu a Comissão Especial da Microempresa da Câmara. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 2007 e em novembro tornou-se presidente do diretório mineiro do Democratas (DEM), criado a partir da refundação do PFL. Tornou-se ainda membro da Frente Parlamentar da Micro e Pequena empresa.

Foi reeleito nas eleições de 2010 com 100.325 votos, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 2011 licenciou-se do mandato para assumir o cargo de Secretário de Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais.

Casou-se com Marilda Petrus Melles, prefeita eleita de São Sebastião do Paraíso em 2008, com quem teve três filhos.

Publicou as obras Competição de linhagens do cafeeiro Catuaí (1976); Efeito da geada no processo de maturação e qualidade do café (1978); Efeito de culturas intercalares na formação do cafeeiro (1979); Efeito de número de pulverização de fungicida cúprico e dos níveis de adubação no controle da ferrugem do cafeeiro (1979); Sistema de condução de recepas em cafeeiro (1979); Mistura de herbicidas e aditivos sobre infestantes do cafeeiro (1979); Controle químico das cigarras do cafeeiro (1980); Um modelo de previsão de ferrugem do cafeeiro (1981); Ferrugem do cafeeiro (1983); Influência do gesso e do calcário como corretivos e fornecedores de cálcio e enxofre para o cafeeiro (1983); Estudo da ação de glifosfate em cafeeiros (1983); Prejuízos causados pela cigarra do cafeeiro (1984); Reprodutividade e parasitismo de Meloidojyne exigua em ervas daninhas que ocorre em cafeeiro (1984);  Manejo de cafeeiros atingidos por geada severa através da poda (1985); Culturas intercalares em lavouras cafeeiras nas fases de formação e produção (1985); Periodicidade de controle da cigarra do cafeeiro (Homoptera-cicadidae) no sul de Minas Gerais (1985); Eficiência de inseticidas granulados aplicados só ou em associação no controle do bicho-mineiro - Perilencoptera cottela no sul de Minas Gerais (1989).

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em 30/10/2013; Portal do jornal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 30/10/2013.

 

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