CARLOS SA AZAMBUJA

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Nome: AZAMBUJA, Carlos
Nome Completo: CARLOS SA AZAMBUJA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AZAMBUJA, CARLOS

AZAMBUJA, Carlos

*dep. fed. RS 1991-1995.

Carlos Sá Azambuja nasceu em Bajé (RS) no dia 24 de abril de 1938, filho de Nei Ramos de Azambuja e de Josefa Sá de Azambuja.

Estudou Economia, mas atuou como agropecuarista durante toda a sua vida.

Iniciou sua carreira política como vereador em Bajé, entre 1967 e 1971, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1969, graduou-se como economista pela Fundação Universitária de Bajé. Também produtor rural, realizou ainda cursos nas áreas de urbanismo, relações públicas e economia em diversas universidades dos Estados Unidos e da Europa.

Em 1979, nomeado pelo governador gaúcho José Augusto Amaral de Sousa, assumiu a Prefeitura de Bajé. Com o fim do bipartidarismo em novembro desse ano e a conseqüente reorganização partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu à Arena.

Em 1984, tornou-se o primeiro presidente da Associação dos Prefeitos do PDS. Deixando a prefeitura de Bajé no ano seguinte, em novembro de 1986 candidatou-se a deputado estadual constituinte no Rio Grande do Sul, na legenda do PDS. Conseguiu eleger-se e tomou posse na Assembléia Legislativa gaúcha em fevereiro de 1987. Nesse mesmo ano, tornou-se líder da bancada de seu partido e vice-presidente da Comissão de Agricultura da Casa, abandonando as demais funções no ano posterior.

Eleito vice-prefeito de Bajé no pleito de outubro de 1988, foi empossado em 1º de janeiro do ano seguinte. Acumulando esse cargo com o de deputado estadual, foi ainda primeiro secretário da mesa, suplente da Comissão de Finanças e Planejamento e novamente líder da bancada do PDS no Legislativo gaúcho.

No pleito de outubro de 1990, elegeu-se deputado federal na legenda do PDS. Em fevereiro do ano seguinte, depois de concluir seu mandato de deputado estadual, tomou posse na Câmara dos Deputados, participando dos trabalhos legislativos de 1991 como titular da Comissão das Minas e Energia e suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, foi um dos 38 parlamentares que se opuseram à abertura de um processo de impeachment — aprovada por 441 votos — do presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela comissão parlamentar de inquérito que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da chefia do Executivo após a votação da Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que já exercia o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em 31 de dezembro de 1992, ao final de seu mandato, Azambuja deixou o cargo de vice-prefeito de Bajé. Em abril do ano seguinte, ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), legenda surgida da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC).

Nas principais votações ocorridas ao longo desse mandato, manifestou-se favoravelmente à criação do Fundo Social de Emergência (FSE) e à revisão do conceito de empresa nacional, mas esteve ausente da sessão que instituiu o fim do voto obrigatório e o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), que, ao lado do FSE, serviu para financiar o programa de estabilização econômica (Plano Real) do governo Itamar Franco.

Nas eleições de outubro de 1994, candidatou-se ao Senado pelo Rio Grande do Sul na legenda do PPR,  porém não conseguiu se eleger. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura 1991-1995.

Em agosto de 1995, foi um dos fundadores do Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação nascida da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP). Pela nova legenda, elegeu-se prefeito de Bajé no pleito de outubro de 1996, assumindo o mandato em janeiro do ano seguinte. Tentou reeleger-se prefeito em 2000, mas foi superado pelo candidato Luís Fernando Mainardi, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Em 2002, concorreu às eleições para deputado estadual pelo Rio Grande do Sul, na legenda do PPB, mas não obteve sucesso.

Em fevereiro de 2008, o TCU (Tribunal de Contas da União) condenou Carlos Azambuja ao pagamento de R$453,87 mil por não ter prestado conta dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao município de Bagé, no período de sua gestão naquela prefeitura, de 1996 a 2000. O objetivo do convênio era atender o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), destinado aos alunos matriculados na pré-escola e no ensino fundamental das escolas municipais e estaduais das zonas urbana e rural, garantindo o mínimo de uma refeição diária. O TCU também condenou o ex-prefeito ao pagamento de multa no valor de R$15 mil. A irregularidade nas contas de Carlos Azambuja o tornou inelegível para a disputa eleitoral de 2008.

Ao longo de sua trajetória, Carlos Azambuja pertenceu à Associação Rural de Bajé e foi presidente da Fundação Presidente Emílio Garrastazu Médici, também sediada em sua cidade natal. Foi também diretor administrativo do jornal O Lampião, órgão de divulgação da Companhia Riograndense de Mineração.

Casou-se com Umbelina da Silva Tavares Azambuja, com quem teve quatro filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar. Ex-prefeito de Bagé é condenado por não prestar contas sobre recursos federais. Zero Hora (18/2/2008); O Lampião (09/2005).

 

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