CLODOMIR TEIXEIRA MILLET

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Nome: MILLET, Clodomir
Nome Completo: CLODOMIR TEIXEIRA MILLET

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MILLET, CLODOMIR

MILLET, Clodomir

*dep. fed. MA 1951-1967; sen. MA 1967-1975.

 

Clodomir Teixeira Millet nasceu em Codó (MA) no dia 17 de agosto de 1913, filho de Naja José Millet e de Rosalina Teixeira Millet.

Fez seus estudos primários inicialmente em sua cidade natal, completando-os em Coroatá (MA), e os secundários no Instituto Viveiros, em São Luís, entre 1925 e 1929. Transferindo-se para Salvador, em 1936 formou-se em medicina, na especialidade de clínica médica, pela Faculdade de Medicina da Bahia.

Iniciou suas atividades médicas freqüentando, nos primeiros meses de 1937, as clínicas dos professores Anes Dias e Clementino Fraga, tendo sido assistente desse último. A partir ainda de 1937 começou a exercer a medicina em São Luís.

Com o fim do Estado Novo (29/10/1945) e a conseqüente redemocratização do país, Millet ingressou na política em 1945 filiando-se ao Partido Republicano (PR), pelo qual se elegeu em dezembro desse ano suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte por seu estado, na legenda das Oposições Coligadas, composta pelo PR e a União Democrática Nacional (UDN). Não chegou a exercer o mandato e em 1949 participou da fundação do Partido Social Progressista (PSP) no Maranhão, tornando-se secretário-geral de seu diretório regional e, posteriormente, seu presidente. Em 1950 abandonou o exercício da clínica médica em São Luís, elegendo-se em outubro deputado federal pelo Maranhão, na legenda das Oposições Coligadas, que reuniam dessa vez a UDN, o PR, o PSP, o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumiu seu mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte e em 1954 voltou a se eleger deputado federal na legenda do PSP.

Em 1958 Millet foi designado para reger a cadeira de clínica médica da Faculdade de Medicina da Universidade do Maranhão, tornando a se eleger deputado federal em outubro, na legenda das Oposições Coligadas, constituídas nesse pleito pelo PR, a UDN e o Partido Democrata Cristão (PDC). Durante essa legislatura, tornou-se em 1959 vice-líder da bancada do PSP na Câmara, sendo mantido nessa função no ano seguinte. Em outubro de 1960, candidatando-se ao governo do Maranhão na legenda do PSP, foi derrotado por Newton de Barros Belo, do PSD. Em outubro de 1962 elegeu-se suplente de deputado federal e em janeiro do ano seguinte concluiu seu mandato na Câmara. Voltou a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados a partir de março de 1963 e tornou-se membro das comissões do Polígono das Secas e de Saúde.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), em julho do ano seguinte Millet foi novamente escolhido vice-líder do PSP na Câmara. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), de 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar. Nessa legenda foi eleito em novembro de 1966 senador pelo Maranhão, tendo assumido seu mandato em fevereiro de 1967, depois de concluir seu mandato na Câmara dos Deputados em janeiro. Durante essa legislatura, presidiu a Comissão de Valorização da Amazônia, foi vice-presidente da Comissão de Orçamento e membro das comissões de Finanças, do Polígono das Secas, de Projetos do Executivo, de Relações Exteriores, de Saúde, de Constituição e Justiça, de Indústria e Comércio, de Agricultura, de Redação e de Obras contra as Secas, todas do Senado. Ainda nesse período, foi secretário da Comissão Diretora do Senado para o biênio 1971-1972, presidente da Comissão de Assuntos Regionais em 1973 e membro do diretório nacional da Arena.

Em 1974 teve seu nome cogitado para o governo do Maranhão, sendo apoiado pelo então governador Pedro Neiva de Santana (1971-1975) e pelo senador maranhense José Sarney. No entanto, perdeu a indicação na convenção de seu partido para Osvaldo da Costa Nunes Freire, que recebeu o apoio de Vitorino Freire, tradicional chefe político do estado. Ao concluir seu mandato de senador em janeiro de 1975, não voltou mais a concorrer a cargos eletivos.

Tido como um dos maiores especialistas em legislação eleitoral e partidária, Millet sempre contestou ter sido em 1976 o principal assessor do senador Petrônio Portela na elaboração da proposta do governo que regulamentou a legislação eleitoral e que, depois de aprovada, ficou conhecida como Lei Falcão, em menção ao então ministro da Justiça Armando Falcão. Assegurava ter feito somente algumas sugestões ao senador piauiense. Manifestando-se em dezembro de 1981 sobre a viabilidade jurídica da incorporação do Partido Popular (PP) ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), afirmou ser desnecessário efetuar novo registro partidário, somente cabível em caso de fusão dos partidos. Segundo ele, a convenção do partido, na forma da lei e das instruções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seria o foro decisivo em relação ao processo de incorporação. Em conseqüência, a incorporação do PP ao PMDB acabou por se realizar em fevereiro de 1982.

Ao longo de sua vida, foi ainda diretor da Associação Comercial do Maranhão e presidente da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Maranhão. Como industrial, ocupou os cargos de presidente e diretor industrial da Companhia de Desenvolvimento do Rio Anil, além de ter sido um dos fundadores e diretor-presidente da Rio Anil Plásticos.

Colaborou nos jornais O Combate e Jornal do Povo na capital maranhense e foi diretor do Jornal do Dia.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 16 de janeiro de 1988.

Era casado com Maria Simone Barreira Millet, com quem teve quatro filhos.

Publicou O ensino da terapêutica na Faculdade de Medicina da Bahia (1935), Sopro circular e sopro córnico (1937), Um novo tratamento para a epilepsia (1938), Paludismo e supra-renais (1939), A insuficiência hepática (1941), Gardiose biliar (1941) e A alimentação no Norte do Brasil (1945).

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais (1960-1); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CISNEIROS, A. Parlamentares; Eleitos; Estado de S. Paulo (18/12/81); Jornal do Brasil (20/7 e 16/10/66, 16/4/81 e 21/1/88); NÉRI S. 16; Perfil (1972); SENADO. Dados (1971-1975); SENADO. Endereços; SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 6 e 8).

 

 

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