DALTRO JACQUES D'ORNELAS

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Nome: ORNELAS, Jacques d'
Nome Completo: DALTRO JACQUES D'ORNELAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ORNELAS, JACQUES D’

ORNELAS, Jacques D’

*militar; dep. fed. RJ 1983-1987.

 

Daltro Jacques D’Ornelas nasceu em São Borja (RS), no dia 19 de fevereiro de 1939, filho de Afonso Celso D’Ornelas e de Zulmira Jacques D’Ornelas.

Soldado do exército, em 1957, tornou-se sargento três anos depois, participando da campanha do marechal Henrique Lott, candidato à presidência da República, e em 1961, com a renúncia do presidente Jânio Quadros, da mobilização pela posse do vice-presidente João Goulart.

Filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB), em 1963, ingressou no Clube dos Subtenentes e Sargentos do Exército, tendo sido preso na Paraíba enquanto fazia campanha pela chapa de oposição à diretoria da entidade.

Com a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1962-1964), ficou detido entre abril e agosto na ilha de Bom Jesus e na fortaleza de Santa Cruz, ambas localizadas no Rio de Janeiro. Em novembro foi afastado do Exército.

Entre 1965 e 1967 tomou parte nas tentativas de instalação de focos guerrilheiros na serra do Caparaó, em Minas Gerais, e no Rio Grande do Sul, lideradas respectivamente pelo professor Bayard Boiteux e pelo coronel Jefferson Cardim. Na década de 1970 atuou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, e junto a associações de moradores de bairros e favelas do Rio de Janeiro.

Anistiado, em 1979, reincorporou-se ao Exército no posto de terceiro-sargento da reserva. Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e da conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, transferindo-se no início de 1982 para o Partido Democrático Trabalhista (PDT), onde integrou o chamado “grupo prestista”, sob a liderança de Luís Carlos Prestes.

No pleito de novembro de 1982 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro, na legenda do PDT. Empossado em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos legislativos como titular da Comissão Especial sobre a Reforma Agrária e das comissões de Ciência e Tecnologia e de Minas e Energia. Na condição de suplente fez parte da Comissão de Relações Exteriores. Vice-relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisou o endividamento externo brasileiro e as relações do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI), participou das CPIs que investigaram denúncias de irregularidades na Superintendência Nacional da Marinha Mercante (Sunaman) e no Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA), bem como as relações comerciais entre o Brasil e a Polônia.

Em 25 de abril de 1984, Jacques D’Ornelas votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição — faltaram 22 votos para que fosse elevada à apreciação do Senado — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, apoiou o candidato oposicionista Tancredo Neves, eleito pela Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 15 de março desse ano.

Ainda em 1985 D’Ornelas participou do Encontro sobre a Dívida Externa da América Latina e Antilhas, realizado em Cuba. No ano seguinte, integrou a missão parlamentar brasileira à I Assembléia Internacional pela Democracia no Chile.

Candidato à reeleição no pleito de novembro de 1986, obteve uma suplência e deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro do ano seguinte. Novamente candidato ao legislativo federal em outubro de 1990, voltou a perder.

Em abril de 1991, durante o segundo governo de Leonel Brizola (1991-1994), D’Ornelas assumiu a diretoria de habilitação do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio de Janeiro, permanecendo no cargo até maio do ano seguinte. Em 1993 filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT).

No pleito de outubro de 1994 candidatou-se sem êxito à Câmara dos Deputados na legenda do PT do Rio de Janeiro. Nas eleições para deputado federal de 2006, candidatou-se pela legenda do Partido Socialismo e Liberdade, porém não conseguiu ser eleito.

Casado com Marli D’Ornelas, teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84, 16/1/85 e 20/3/96); INF. BIOG.; Veja (2/5 e 28/11/84 e 28/5/86); VOTE BRASIL.

http://www.votebrasil.com/eleicao/eleicoes-anteriores/2006/deputado-federal/rj/todas/15 Acesso em 27/11/09.

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