DIOMICIO MANUEL DE FREITAS

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Nome: FREITAS, Diomício
Nome Completo: DIOMICIO MANUEL DE FREITAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FREITAS, DIOMÍCIO

FREITAS, Diomício

*rev. 1930; dep. fed. SC 1963-1967.

 

Diomício Manuel de Freitas nasceu na vila de Pindotiba, no município de Orleães (SC), em 19 de abril de 1911, filho de Manuel Delfino de Freitas e de Maria Benvinda de Freitas.

Completados os estudos primários em sua cidade natal, aos 13 anos de idade começou a trabalhar como praticante de telégrafo na Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina. Mantendo-se durante 17 anos nessa companhia, passaria depois a telegrafista e a agente de estação de primeira classe.

Em 1929, participou do movimento da Aliança Liberal ao lado de Nereu Ramos. Atuou igualmente na Revolução de 1930, integrado no Batalhão Osvaldo Aranha.

No início da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), tornou-se gerente das empreiteiras Carbonífera Barracão e Carbonífera Ouro Fino. Em 1943, associando-se a Santos Guglielmi — no que seria a origem do grupo Freitas-Guglielmi — adquiriu a concessão da Carbonífera Caeté, sediada no município de Uruçanga (SC). No ano seguinte, adquiriu a concessão da Carbonífera Visconde de Taunay, da qual já era diretor, e cujo nome foi alterado para Carbonífera Cocal. Promoveu em seguida a fusão das duas companhias, criando a Carbonífera Criciúma.

Em 1945, afastando-se de Nereu Ramos, filiou-se à União Democrática Nacional (UDN). Em 1950, visando ao transporte do carvão a partir dos portos de Santa Catarina, seu grupo criou a Navegação Catarinense (Navecal). Adquiriu também — além de empresas em ramos variados — a Carbonífera Metropolitana, detentora na época da maior reserva de carvão de Santa Catarina.

Em outubro de 1962, Diomício Freitas foi eleito primeiro suplente de deputado federal por Santa Catarina na legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro de 1963. Durante essa legislatura, foi membro efetivo da Comissão de Transportes e suplente da Comissão de Finanças da Câmara. Em declarações prestadas na época, defendeu a intervenção moderada do Estado na economia, considerando que a ampliação do monopólio estatal só seria aceitável por imperativo da segurança nacional. Manifestou-se também favoravelmente à reforma agrária e à reforma eleitoral, defendendo a desapropriação das terras mediante indenização prévia e pregando a adoção da cédula única, a instituição dos distritos eleitorais, a redução do número de partidos e limitação dos gastos com a propaganda eleitoral. Seu mandato encerrou-se em janeiro de 1967.

Desdobrado em 1968 o grupo Freitas-Guglielmi, a partir de 1969 o grupo Freitas — que manteve a propriedade exclusiva da Carbonífera Criciúma — adquiriu e desenvolveu diversas empresas na área da mineração, da construção, da hotelaria, do reflorestamento, da agropecuária e da indústria de cerâmica, passando a abranger 22 companhias.

Em setembro de 1978, Diomício Freitas foi eleito suplente do senador indireto por Santa Catarina, Lenoir Vargas, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao partido governista, o Partido Democrático Social (PDS).

Além de presidente de várias empresas e de membro efetivo do conselho de administração das empresas de seu grupo, Diomício Freitas foi membro do conselho fiscal da Companhia Siderúrgica Nacional e conselheiro da Companhia Halles de Investimentos, de São Paulo. Foi ainda vice-presidente do diretório regional da Arena em Santa Catarina e membro da Associação Comercial e Industrial de Criciúma, da Associação Nacional de Fabricantes de Azulejos e do Sindicato Nacional da Indústria de Extração de Carvão. Participou de congressos e feiras sobre o carvão e a cerâmica no Brasil no exterior.

Faleceu em Criciúma (SC) em 29 de maio de 1981, em conseqüência de um desastre automobilístico.

Era casado com Agripina Francioni de Freitas, com quem teve seis filhos.

 

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. SC. Dicionário político; CABRAL, O. Era; CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados; CAMPOS. Q. Fichário; Estado de S. Paulo (30/5/81); FLEISCHER, D. Thirty; Jornal do Brasil (30/5/81); Súmulas; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6); Who’s who in Brazil.

 

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