EDUARDO MARCO MODIANO

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Nome: MODIANO, Eduardo
Nome Completo: EDUARDO MARCO MODIANO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MODIANO, EDUARDO

MODIANO, Eduardo

*pres. BNDES 1990-1992.

Eduardo Marco Modiano nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 20 de julho de 1952, filho de Umberto Modiano e Liliane Ester Modiano. Seu pai, um francês que veio tentar a sorte no Brasil em 1947, construiu um grande patrimônio com a exportação de café. Nos anos 1980 passou a investir no setor hoteleiro, tendo instalado em Búzios (RJ) um complexo turístico composto por aeroporto, condomínios e hotéis.

Em 1970, Eduardo Modiano iniciou o curso de engenharia na Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro. Paralelamente fez o curso de administração pública na Fundação Getulio Vargas, também no Rio de Janeiro, nos anos de 1971 e 1972. Formou-se em engenharia de sistemas em 1973 e em economia pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas, no Rio de Janeiro, em 1974.

Fez mestrado em administração, finanças e sistemas de Informação na Alfred P. Sloan School of Management, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Cambridge (EUA), com uma bolsa de estudos da Organização dos Estados Americanos (OEA), entre 1974 e 1978. Fez doutorado em pesquisa operacional e economia naquela mesma instituição entre 1976 e 1978. Em sua tese desenvolveu um modelo para avaliar as alternativas energéticas renováveis. Em 1978 e 1979 foi professor visitante na Alfred P. Sloan School of Management.

De volta ao Brasil, ainda em 1979, foi contratado como professor-assistente do Departamento de Economia da PUC-Rio, onde permaneceria até 1984. Conjugando a teoria acadêmica com a matemática e a computação, transformou-se num dos maiores especialistas brasileiros no desenvolvimento de modelos para projeções econômicas.

Em 1982 tornou-se consultor da Companhia Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro. Entre 1985 e 1986 foi diretor da Macrométrica Pesquisas Econômicas e da Consultoria de Análise e Projeções Econômicas, ambas no Rio de Janeiro.

No final de 1985, quando o governo de José Sarney se preparava para implantar o Plano Cruzado, foi chamado a participar de uma reunião em São Paulo com o então ministro do Planejamento, João Sayad, para discutir algumas fórmulas que este havia desenvolvido para adaptação dos contratos na economia de alta inflação. Desta reunião nasceu a chamada “tablita”, que retirava das dívidas a previsão inflacionária embutida. Ainda no governo Sarney, participou das discussões que culminaram num outro plano econômico, o Plano Bresser, tendo sido o responsável direto pelo desenvolvimento de uma nova ferramenta econômica: a Unidade de Referência de Preços (URP). A idéia deste modelo de indexação era permitir que o acúmulo inflacionário não fosse repassado rapidamente para os preços e salários, impedindo assim uma rápida propagação da inflação. No entanto, sua idéia original foi alterada, fato que não lhe agradou muito e que fez com que declarasse: “A URP é minha, mas o arrocho salarial é do Bresser.”

Em 1986 tornou-se diretor-presidente da Econothec Consultoria, no Rio de Janeiro, onde permaneceria até 1994. De volta à vida acadêmica, foi diretor do departamento de economia da PUC-Rio entre 1987 e 1990. Paralelamente foi economista-chefe do Banco Sterling, no Rio de Janeiro, entre 1989 e 1990.

No início de abril de 1990, dias depois da posse de Fernando Collor de Melo na presidência da República, substituiu Nei Távora à frente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Um dos principais formuladores do Plano Collor, fez parte da equipe econômica liderada pela economista Zélia Cardoso de Melo que projetou a política antiinflacionária que confiscou as cadernetas de poupança e aplicações financeiras de 80% das empresas e cidadãos brasileiros, além de abrir as portas do país às importações. Foi indicado por Collor em maio de 1990 para presidir a comissão diretora do Programa Nacional de Desestatização, que iniciou o processo de privatização das empresas estatais e previa, para a compra destas, a abertura ao capital estrangeiro e três formas de pagamento: a utilização dos cruzados novos retidos pelo Banco Central, certificados de privatização e a conversão da dívida externa em investimento. Permaneceu à frente da comissão diretora até sua saída do BNDES.

Em outubro de 1992, logo após o impeachment do presidente Fernando Collor, pediu demissão da presidência do BNDES, sendo substituído por Antônio Barros de Castro. Em 1993, tornou-se vice-presidente de investimentos do banco Itamarati S.A., de Olacyr de Moraes, vendido para Pedro Conde, do BCN que foi em 1997 comprado pelo Bradesco. Foi também vice-presidente de investimentos do banco Crefisul S.A., liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central no dia 23 de março de 1999, e presidente do conselho de administração do Grupo Modiano, no Rio de Janeiro, permanecendo neste último cargo até 1994. Logo depois, tornou-se consultor do banco Fonte-Cindam, cujo presidente desde 1993 era Luiz Antônio Gonçalves, associado a Fernando César de Carvalho, fundador do Banco Fonte, e a Roberto Steinfeld, no qual Modiano tinha participação. Permaneceu no banco até maio de 1999, quando Gonçalves foi acusado de crime contra o sistema financeiro por firmar empréstimos mútuos entre empresas nas quais o próprio Fonte Cindam tinha participação.

Arrolado no processo, em junho de 1999 Eduardo Marco Modiano solicitou sua exclusão, tendo em vista que atuava na instituição como assessor e consultor de investimentos na área de fusão, aquisição e reorganização de empresas e em processos de privatização. O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários em agosto do mesmo ano acatou a argumentação excluindo-o do inquérito. Dedica-se a atividades privadas à frente do Grupo Modiano, com investimentos na Brasil Ecodiesel Indústria e Comércio de Biocombustíveis e Óleos Vegetais S.A.

É autor dos livros Da inflação ao cruzado: a política econômica do primeiro ano da nova república (1986) e Inflação: inércia e conflito (1988).

Casou-se com Isabel Parente de Melo, com quem teve três filhas, unindo-se mais tarde a Maria Cristina Sampaio, com quem teve uma filha.

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (28 e 29/4,13 e 16/5/90); Exame (22/4/98); Folha de S. Paulo (21/5 e 30/7/90); INF. BNDES; Jornal do Brasil (6/4/90); Veja (16/5/90); http://www2.uol.com.br/JC/_1999/1404/ec1404p.htm - Acesso em 22/10/2009.

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