ELMO SEREJO FARIAS

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Nome: SEREJO, Elmo
Nome Completo: ELMO SEREJO FARIAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SEREJO, ELMO

SEREJO, Elmo

*gov. DF 1974-1979.

 

Elmo Serejo Farias nasceu em São Luís no dia 7 de abril de 1928, filho de Raimundo Gomes Farias e de Manuela Serejo Farias.

Em 1938 transferiu-se com a família para Salvador, onde estudou nos colégios Castro Alves, Nossa Senhora da Vitória e Estadual da Bahia. Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia em 1954.

Iniciou suas atividades profissionais como funcionário do Ministério da Fazenda, atuando na Delegacia Regional do Imposto de Renda em Salvador. Ocupou em seguida o cargo de engenheiro residente da Viação Férrea Federal Leste Brasileira, tendo sido responsável pela construção de oficinas, reservatórios e residências na linha sul dessa empresa. Exerceu a mesma função na empresa Machado da Costa, também em Salvador, especializada na construção, reparação e substituição de pontes metálicas.

Assumiu posteriormente o cargo de engenheiro da Prefeitura Municipal da capital baiana, tendo ali exercido diversas funções, entre as quais as de engenheiro-conselheiro, diretor de planejamento, diretor executivo e engenheiro superintendente da Superintendência de Urbanismo da Capital (Surcap), autarquia criada com o objetivo de executar o plano viário da cidade. Atuou ainda como secretário de Urbanismo de Salvador, assessor especial do prefeito para planejamento e urbanismo e responsável pela execução do Plano Mário Leal Ferreira, destinado à construção das grandes avenidas que modificaram o sistema viário da capital e possibilitaram o seu crescimento.

Nomeado pelo governador Antônio Carlos Magalhães, assumiu em março de 1971 a Superintendência do Centro Industrial de Aratu, nas imediações de Salvador, representando o governo baiano no ato de assinatura de contratos firmados entre esse grupo e duas empresas holandesas: a Netherlands Engineering Consultants (Nedeco) e a Nederlands Investeringsbank voor Ontwikkingslanden (NIO). Foi ainda representante do Centro Industrial de Aratu no contrato assinado com a Pohlig-Hechel Bleichert Vereingte Maschinenfabriken e nos contratos firmados com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE). Deveram-se também à sua iniciativa diversas obras realizadas naquele complexo industrial, como vias internas, serviço de abastecimento, implantação de novas linhas de transmissão elétrica, urbanização da área industrial, instalação de esgotos e pavimentação dos núcleos habitacionais.

Com a posse do general Ernesto Geisel na presidência da República (1974-1979), assumiu, no início de abril de 1974 o governo de Brasília, Distrito Federal, em substituição ao tenente-coronel Hélio Prates da Silveira. No exercício do cargo, tentou reintroduzir o respeito ao plano urbanístico de Lúcio Costa e de Oscar Niemeyer, tendo convocado este último, juntamente com o paisagista Roberto Burle-Marx, para orientar o desenvolvimento da cidade. Suas principais realizações como governador foram a conclusão das obras do Teatro Nacional e a construção do Centro de Convenções do Parque da Cidade. Em março de 1979 foi substituído por Aimé Lamaison.

Membro do conselho deliberativo do Departamento Municipal de Estradas de Rodagem (DMER), fez um curso de administração de empresas na Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), participando ainda de diversos congressos de engenharia e urbanismo.

No pleito de outubro de 1990, disputou o governo do Distrito Federal pela legenda do Partido Liberal (PL) em coligação com o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o Partido Socialista (PS) e o Partido Republicano Progressista (PRP), não tendo sido eleito.

Faleceu em Salvador no dia 14 de outubro de 1994.

Era casado com Edvaltriz de Amorim Pithon Farias, com quem teve três filhos.

 

FONTES: Correio Brasiliense (15 e 24/10/94); CORRESP. GOV. DF; Jornal do Brasil (11/12/77); Manchete (26/4/75); MELO, A. Cartilha; NICOLAU, J. Dados; Perfil (1974); Súmulas.             

 

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