EMILIO ASSMAR SOBRINHO

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Nome: ASSMAR, Emílio
Nome Completo: EMILIO ASSMAR SOBRINHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ASSMAR, Emílio

*dep. fed. AC 1997-1999.

Emílio Assmar Sobrinho nasceu em Rio Branco no dia 11 de junho de 1943, filho de Eduardo Assmar e de Maria Helena Leal Assmar.

Em 1963 tornou-se oficial de gabinete do ministro do Trabalho e Previdência Social Amauri Silva, cargo no qual permaneceu até o ano seguinte, quando o movimento político-militar de 31 de março depôs o presidente João Goulart (1961-1964). Transferiu-se então para o Rio de Janeiro, ingressou na Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e graduou-se em 1966. Fez vários cursos de extensão universitária, de direito comparado, direito financeiro, advogado de empresa, legislação penal comercial, falências e concordatas, análises de demonstrativos financeiros, medidas de segurança no direito penal, teologia dogmática, direito bancário, oratória e dicção e direito internacional privado. Iniciou a atividade profissional no Rio de Janeiro ao abrir seu escritório de advocacia em 1968. Em 1981 começou a trabalhar na TV Educativa, na qual foi produtor e apresentador de programas. Em 1986 fechou o escritório e retornou ao Acre. No ano seguinte foi contratado pela TV Acre como jornalista, tornando-se depois apresentador, produtor e administrador.

Em 1990 ingressou na política, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Com a eleição de Flaviano Melo para o governo do Acre nas eleições de outubro, foi nomeado secretário de Transportes e Obras Públicas, tomando posse em março de 1991. Em 1992 deixou a secretaria para assumir a chefia do Gabinete Civil do governo do estado. Nele permaneceu até 1993, quando deixou o PMDB e se filiou ao recém-criado Partido Progressista Reformador (PPR), surgido da fusão, em abril desse ano, do Partido Democrático Social (PDS) com o Partido Democrata Cristão (PDC). Em 1994, retornou à TV Acre como produtor e apresentador.

Em outubro desse ano concorreu a uma cadeira de deputado federal pelo Acre na legenda da coligação composta pelo PPR e o Partido Progressista (PP), e obteve a segunda suplência. Em agosto de 1995 houve nova fusão partidária, dessa vez do PPR com o PP, da qual surgiu o Partido Progressista Brasileiro (PPB), ao qual se filiou. Com as renúncias, em maio de 1997, dos deputados João Maia e Ronivon Santiago, em virtude da denúncia, confirmada por ambos, de que teriam recebido uma compensação financeira para votar a favor do projeto de emenda constitucional que garantia aos ocupantes do Poder Executivo o direito à reeleição, ocupou juntamente com o primeiro suplente João Tota uma cadeira na Câmara dos Deputados. Tornou-se então membro titular das comissões de Constituição e Justiça e de Redação, e de Desenvolvimento Urbano e Interior, e suplente das comissões da Amazônia e Desenvolvimento Regional, de Educação, Cultura e Desporto, e de Fiscalização Financeira e Controle, além de participar de várias comissões especiais. Em novembro de 1997, durante a votação das principais matérias em pauta na Câmara, manifestou-se contra o projeto de reforma administrativa do governo que propunha o fim da estabilidade do servidor público.

Em outubro de 1998 tentou reeleger-se na legenda do PPB e obteve a primeira suplência. No mês seguinte, votou a favor do estabelecimento de um valor máximo para aposentadorias no setor público, mas foi contra a idade mínima e o tempo de contribuição no setor privado, itens do projeto de reforma da Previdência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o final do mandato, em janeiro de 1999.

Faleceu no dia 6 de junho de 2003, em Rio Branco, Acre.

Foi casado com Olinda Batista Assmar, com quem teve um casal de filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Centro Doc. Inf.; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1999-2003); Estado de S. Paulo (28/11/98); Folha de S. Paulo (29/9 e 6/11/98); TRIB. REG. ELEIT. Relação (1998).

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