ETEVALDA GRASSI DE MENESES

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Nome: MENESES, Etevalda
Nome Completo: ETEVALDA GRASSI DE MENESES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MENESES, ETEVALDA

MENESES, Etevalda

*dep. fed. ES 1991-1995, 1997-1999.

Etevalda Grassi de Meneses nasceu em Rio Bananal (ES) no dia 13 de março de 1948, filha de Domingos Grassi e Idalina Elias Grassi.

Iniciou a vida pública em 1974 como secretária de Educação de Linhares (ES), cargo que exerceu até 1977. No ano seguinte, foi nomeada secretária parlamentar na Assembléia Legislativa do Espírito Santo, permanecendo nessa função até 1983. Nesse ano ingressou na Faculdade de Direito de Colatina (ES) e, a partir de 1984, passou a trabalhar no cargo de secretária parlamentar da Câmara dos Deputados. Concluiu o curso de direito em 1988 e continuou na secretaria da Câmara até 1990.

Devido à força eleitoral do seu marido, Nyder Barbosa — secretário da Fazenda do governo Gérson Camata em 1983 e deputado federal pelo Espírito Santo entre 1983 e 1991 —, e aliados, obteve uma cadeira na Câmara dos Deputados, concorrendo pela legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) no pleito de outubro de 1990. Iniciou o mandato em fevereiro de 1991, participou das comissões de Agricultura e Política Rural e de Defesa Nacional e assumiu a secretaria da bancada do PMDB no Espírito Santo.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de envolvimento num amplo esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, renunciou ao mandato em 29 de dezembro, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado. Assim, foi efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Etevalda foi favorável às seguintes medidas apresentadas ao Congresso: criação do imposto de 0,25% sobre transações bancárias, criação de um Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação, e fim do voto obrigatório.

Ainda em 1992, participou como relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra a Mulher na Câmara dos Deputados e integrou a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização e a CPI Mista da Companhia Nacional de Abastecimento no Congresso Nacional. No final do ano, deixou o PMDB e ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1993, participou da CPI da Exploração e Prostituição Infanto-Juvenil e das comissões de Defesa Nacional e da Política Nacional de Habitação. Em 1994, passou a terceiro-vice-presidente da Comissão de Defesa Nacional e integrou as comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Agricultura e Política Rural. No pleito de outubro, candidatou-se, sem sucesso, à reeleição pelo PTB. Deixou a Câmara em janeiro de 1995, ao final da legislatura.

Tomou posse e foi efetivada no mandato em 2 de janeiro de 1997, na vaga de Teodorico Ferraço, eleito prefeito de Cachoeiro de Itapemirim (ES) em outubro de 1996, tornando-se membro efetivo da Comissão de Agricultura e Política Rural na Câmara dos Deputados. Em fevereiro, Etevalda Meneses votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos. Em novembro, pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

De volta ao PMDB, disputou um novo mandato em outubro de 1998, mas não foi bem-sucedida. No mês seguinte, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência.

Em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura, deixou a Câmara.

Nas eleições de 2002, candidatou-se ao cargo de deputada estadual, novamente pelo PTB, não sendo eleita.

Em 2007, passou a atuar como supervisora geral de gabinete do deputado estadual Athayde Armani, do Democratas (DEM-ES).

Etevalda Meneses teve dois filhos do seu casamento com Nyder Barbosa.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ; Portal do dep. est. Athayde Armani. Disponível em : <http://www.ataydearmani.com.br>. Acesso em : 20 nov. 2009.

 

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