EUCLIDES AFONSO DE MELO NETO

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Nome: MELO, Euclides de
Nome Completo: EUCLIDES AFONSO DE MELO NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MELO, EUCLIDES DE

MELO, Euclides de

*dep. fed. SP 1991-1995; sen. AL 2007.

 

Euclides Afonso de Melo Neto nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 4 de novembro de 1951, filho de Jorge Carlos Jambeiro de Melo e de Teresinha Rocha de Melo.

Ingressou no curso de direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) em 1974, bacharelando-se seis anos depois. Assumiu o cargo de diretor de Esportes e Promoção da Prefeitura Municipal de Maceió, entre 1980 e 1982, na gestão do seu primo, o prefeito nomeado Fernando Collor de Melo.

Desincompatibilizando-se do cargo que ocupava na prefeitura, Euclides de Melo elegeu-se vereador em Maceió na legenda do Partido Democrático Social (PDS), em novembro de 1982. Renunciou ao mandato em janeiro de 1987, após eleger-se deputado estadual em Alagoas, dessa vez na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em novembro de 1986. No decorrer do mandato, deixou o PMDB para filiar-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), fundado em fevereiro de 1989 e que foi a agremiação pela qual o então governador de Alagoas, Fernando Collor de Melo, seria eleito presidente da República em novembro/dezembro do mesmo ano. Como deputado do PRN, Euclides Melo foi líder do governo estadual na Assembléia Legislativa de Alagoas entre os anos de 1989 e 1990.

Coordenador da campanha de Collor à presidência da República em São Paulo, transferiu seu domicílio eleitoral para aquele estado a fim de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados no pleito de outubro de 1990. Adotando como lema de campanha a frase “Euclides é Collor em São Paulo”, elegeu-se deputado federal na legenda do PRN, participando das atividades parlamentares iniciadas em fevereiro de 1991 como titular da Comissão de Educação e Cultura e vice-líder do bloco formado pelo Partido da Frente Liberal (PFL), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido Social Cristão (PSC), Partido Social Trabalhista (PST) e PRN. Atuando como uma espécie de representante informal do presidente da República, tratou de consolidar suas bases políticas no interior paulista, intermediando as reivindicações de prefeitos e vereadores junto aos órgãos governamentais em Brasília.

Em 1992, fez parte da chamada “tropa de choque” do governo federal, formada pela bancada governista que, no Congresso Nacional, tentou evitar a abertura do processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor, acusado de crime de responsabilidade durante o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI do PC), instaurada para investigar denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias, conhecido por PC.

Em setembro desse ano, Euclides de Melo foi acusado de tráfico de influência em municípios de São Paulo, o que alimentou suspeitas de haver montado uma conexão com o “esquema PC” no interior do Estado. Reagindo às denúncias formuladas por um ex-assessor, divulgou nota à imprensa na qual atribuía as acusações à defesa intransigente que fazia do “mandato democrático” do presidente Fernando Collor.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro, foi um dos 38 parlamentares que votaram contra o impeachment de Collor, aprovado por esmagadora maioria. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em junho de 1993, Euclides de Melo foi novamente denunciado, dessa vez pelo próprio PC Farias, que afirmou ter liberado dinheiro para sua campanha à Câmara em 1990.

Nas principais matérias constitucionais apresentadas na Câmara dos Deputados ao longo da legislatura 1991-1995, votou contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, a criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas e a favor do fim do voto obrigatório.

Escolhido para relatar o processo contra o deputado Paulo Portugal, do Partido Progressista (PP) do Rio de Janeiro, na CPI que investigou denúncias de desvio de verbas do Orçamento da União, acabou destituído da função, pois seu parecer foi considerado inconsistente pelos membros da Comissão.

Em outubro de 1994, Euclides de Melo candidatou-se à reeleição pelo PRN, mas não obteve sucesso. Em janeiro seguinte, ao final da legislatura, deixou a Câmara dos Deputados.

Em abril de 1995, foi convidado para assumir, em Maceió, a direção geral das empresas de comunicação das Organizações Arnon de Melo, de propriedade da família Collor. Estabelecido em Alagoas, em janeiro de 1997 tornou-se presidente do Centro Sportivo Alagoano (CSA), uma das agremiações esportivas mais famosas do estado.

No pleito de outubro de 1998, Euclides de Melo candidatou-se ao governo alagoano, sendo derrotado pelo candidato do Partido Socialista Brasileiro, Ronaldo Lessa. No pleito de outubro de 2006, integrou na condição de primeiro suplente a chapa encabeçada por Fernando Collor ao Senado por Alagoas. Vitoriosa a candidatura, Collor foi empossado em fevereiro de 2007 e em agosto desse ano pediu licença do mandato, com isso Euclides tomou posse no Senado. Com o retorno do titular em dezembro, voltou à condição de suplente. No pleito de outubro de 2008, concorreu à prefeitura de Marechal Deodoro (AL), mas não foi eleito.

Casou-se com Marisa Cabral da Rocha Barros de Melo, com quem teve três filhos.

Luís Otávio de Sousa/Marcelo Costa

FONTES: Agência Senado (30/8/07); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Estado de S. Paulo (5, 6, 8, 9 e 14/9/92, 29/6 e 2/10/94); Folha de S. Paulo (27/2/97); Globo (1/7/91, 3/4/95); Jornal do Brasil (9/9/93, 3/4/95); Perfil parlamentar/IstoÉ; Portal G1. Acesso em 2/12/09; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998).

 

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