EURICO BARTOLOMEU RIBEIRO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: RIBEIRO, Eurico
Nome Completo: EURICO BARTOLOMEU RIBEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RIBEIRO, EURICO

RIBEIRO, Eurico

*gov. MA 1956-1957; dep. fed. MA 1959, 1960, 1961-1979, 1983-1987, 1989-1991.

 

Eurico Bartolomeu Ribeiro nasceu em Pedreiras (MA), no dia 1º de agosto de 1928, filho de Francisco Franco Ribeiro e de Ana Amélia Arruda Ribeiro.

Formou-se, em 1950, na Faculdade de Direito do Maranhão, em São Luís.

 Exerceu a advocacia e foi promotor de Justiça nas comarcas de Grajaú, Pedreiras, Coroatá e São Luís.

Iniciou na política nas eleições municipais de outubro de 1950, quando obteve uma suplência de vereador à Câmara Municipal de São Luís, na legenda do Partido Social Trabalhista (PST). Quatro anos depois elegeu-se deputado estadual na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Em 1955 assumiu o mandato e em janeiro do ano seguinte ocupou a vice-presidência da Assembléia Legislativa, sucedendo ao deputado Alderico Novais Machado, que exerceu interinamente o Executivo estadual ao final do governo Eugênio Barros (1951-1956), porque a apuração, em clima de grande tensão, ainda não havia sido concluída.

Naquela eleição, defrontaram-se duas chapas, resultantes de uma cisão no PSD, partido situacionista: de um lado, a chapa formada por José de Matos Carvalho e Alexandre Costa e, de outro, a oposição, encabeçada por Hugo da Cunha Machado e Alexandre Sá Colares Moreira. Ambas reivindicavam a vitória. Temendo que se configurasse novamente a situação vivida no estado durante a sucessão anterior (1951), Alderico Machado renunciou ao governo, transmitindo-o, em 26 de março de 1956, a Eurico Ribeiro. Entretanto, a crise prosseguiu. Alexandre Costa rompeu com o PSD, o que fez com que seu concorrente, Alexandre Sá Colares Moreira, retirasse sua postulação e passasse a apoiá-lo. O PSD não aceitou a desistência e levou a disputa aos tribunais. No dia 5 de maio de 1956, o capitão de polícia Antônio Alves Gondim, à frente de 20 homens, tentou invadir o palácio do governo e depor Eurico Ribeiro. Foi dominado e preso. A disputa jurídica prosseguiu até 9 de julho de 1957, quando o cargo de governador foi transmitido a José de Matos Carvalho, que teve Alexandre Costa como vice-governador.

No novo governo, Eurico Ribeiro assumiu a Secretaria de Viação e Obras Públicas, entre 1957 e 1958. Neste último ano ocupou o cargo de procurador-geral do Maranhão.

Na eleição de outubro de 1958, Eurico Ribeiro obteve uma suplência de deputado federal na legenda do PSD. Ocupou uma cadeira na Câmara de abril a junho de 1959, de maio a dezembro de 1960 e a partir de fevereiro de 1961. No pleito de outubro de 1962, foi eleito. Assumiu o mandato em fevereiro de 1963 e, ainda nesse ano, esteve em Montevidéu, Uruguai, representando o Brasil no Congresso do Parlamento Latino-Americano.

Com o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), uma junta militar, formada pelos ministros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, assumiu o poder e iniciou-se um período de edições de atos institucionais. Em 27 de outubro de 1965, foi editado o Ato Institucional nº 2 (AI-2), que extinguiu os partidos políticos. No mês seguinte, através de um ato complementar, foi instaurado o bipartidarismo. Eurico Ribeiro filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar.

Em de novembro de 1966, reelegeu-se deputado federal. Durante a nova legislatura foi membro das comissões de Constituição e Justiça e de Serviço Público da Câmara. Em 1969, esteve na Cidade do México, representando o Brasil junto à Comissão de Estatuto, Projeto e Justiça, no Congresso do Parlamento Latino-Americano. No pleito de novembro de 1970, foi mais uma vez reeleito. Participou da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e, em 1974, teve seu nome incluído na lista apresentada ao presidente Ernesto Geisel (1974-1979) pelo governador maranhense Pedro Neiva de Santana (1971-1975) e pelo senador José Sarney para ocupar o governo do estado. Foi preterido, no entanto, em favor de Osvaldo da Costa Nunes Freire, indicado pelo antigo líder político do Maranhão e ex-senador Vitorino Freire.

Eurico Ribeiro candidatou-se novamente à Câmara na legenda governista, e foi mais uma vez reeleito no pleito de novembro de 1974. Durante o mandato integrou a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas. Em novembro de 1978, tentou a reeleição, mas obteve apenas a segunda suplência. Deixou a Câmara ao término da legislatura, em janeiro de 1979.

Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu a Arena no apoio ao governo militar. Em novembro de 1982, voltou a se eleger deputado federal. Integrou, como titular, a Comissão de Transportes e, como suplente, a Comissão do Interior.

No final de 1983, o deputado mato-grossense Dante de Oliveira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apresentou na Câmara um projeto de emenda constitucional propondo o restabelecimento de eleições diretas para a presidência da República no ano seguinte. Apoiado pelas oposições, o projeto desencadeou uma campanha nacional, que ficou conhecida como Diretas Já. Na sessão da Câmara dos Deputados de 25 de abril de 1984, o deputado Eurico Ribeiro votou contra a emenda, que, por 22 votos, não obteve o quórum necessário à sua aprovação e envio à apreciação do Senado.

Diante da falta de consenso quanto à forma de escolha do sucessor do presidente João Batista Figueiredo (1979-1985), houve uma cisão no partido governista e os dissidentes formaram a Frente Liberal. Para resolver a questão, o PDS realizou sua convenção com os dois candidatos remanescentes da disputa interna, tendo o deputado paulista Paulo Maluf derrotado o ministro do Interior, Mário Andreazza. Na mesma convenção, o deputado cearense Flávio Marcílio venceu o governador alagoano Divaldo Suruagi e ganhou a condição de candidato a vice-presidente.

Definidos os candidatos governistas, os partidos de oposição, à exceção do Partido dos Trabalhadores (PT), liderados pelo PMDB, e a Frente Liberal, reunidos na Aliança Democrática, lançaram a candidatura a presidente do governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, e do senador pelo Maranhão José Sarney, a vice.

Na reunião do Colégio Eleitoral, em 15 de janeiro de 1985, o deputado Eurico Ribeiro votou em Paulo Maluf, derrotado por Tancredo Neves. Entretanto, gravemente doente, Tancredo viu-se impossibilitado de assumir a presidência da República, sendo substituído por José Sarney. O vice ocupou o cargo interinamente em 15 de março e foi efetivado no mês seguinte, após a morte de Tancredo Neves.

Em novembro de 1986, Eurico Ribeiro candidatou-se a deputado federal constituinte, mas só obteve uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando terminou o mandato. Com a eleição do deputado Davi Alves Silva para a prefeitura de Imperatriz (MA) e a sua renúncia ao mandato na Câmara, Eurico Ribeiro assumiu uma cadeira, em janeiro de 1989. Não chegou, portanto, a participar da Assembléia Nacional Constituinte, uma vez que a nova Constituição foi promulgada em 5 de outubro de 1988.

No ano seguinte, filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN). Na eleição de outubro de 1990, tentou novamente uma cadeira de deputado federal pela coligação do PRN, PDS, PMDB, Partido Democrata Cristão (PDC), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido Liberal (PL) e Partido Social Democrático (PSD). Obteve apenas uma suplência.

Em 1994, Eurico Ribeiro filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR). Em março do mesmo ano, com a renúncia ao mandato do deputado Cid Carvalho (PMDB-MA), para escapar da cassação em virtude do seu envolvimento no escândalo da Comissão Mista de Orçamento do Congresso, assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Integrou, como membro titular, a Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias e, como suplente, a Comissão de Minas e Energia.

Na eleição de outubro de 1994 voltou a candidatar-se a deputado federal na legenda da coligação PPR, PSDB e Partido Socialista Brasileiro (PSB), mas só obteve uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim do mandato, em janeiro de 1995.

Faleceu em São Luís, no dia 30 de dezembro de 1996.

Era casado com Maria Celeste Sousa Ribeiro, com quem teve cinco filhos.

Gustavo Lopes

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987 e 1991-1995); Encic. Mirador; Globo (26/4/84 e 16/1/85); Grande encic. Delta; MEIRELES, M. História; NÉRI, S. 16; Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 5, 6, 8 e 9).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados