EURIPEDES MIRANDA BOTELHO

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Nome: MIRANDA, Euripedes
Nome Completo: EURIPEDES MIRANDA BOTELHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MIRANDA, Eurípedes

*dep. fed. RO 1995-2003

 

 

Eurípedes Miranda Botelho nasceu em Cardoso (SP), no dia 20 de fevereiro de 1954, filho de Jerônimo Gomes Botelho e de Hilda Alves de Miranda Botelho.

Formado pela Faculdade de Ciências Contábeis e Administração de Empresa de Votuporanga (SP), em 1977, foi nomeado gerente seccional da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), cargo no qual permaneceria até 1983.

Transferindo-se para Rondônia em 1984, tornou-se delegado de polícia. Empossado como secretário de Segurança Pública em 1987, exerceu o cargo por três anos. Em 1990 filiou-se ao Partido Liberal (PL) e no pleito de outubro foi eleito deputado estadual. Assumindo o mandato em fevereiro de 1991, saiu do PL e ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Presidente do diretório regional do PDT, e na Assembléia Legislativa, titular da Comissão de Constituição e Justiça e presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre locação de aeronaves, no pleito de outubro de 1994 disputou com êxito uma cadeira de deputado federal por Rondônia.

Na Câmara exerceu a vice-liderança do PDT e participou das comissões de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e de Defesa Nacional. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, conforme a orientação do seu partido votou contra a quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem, e contra a mudança no conceito de empresa nacional. Absteve-se na votação da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% da arrecadação vinculada às áreas de saúde e de educação.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde. Integrante da comissão especial da Câmara que analisou o projeto de reforma administrativa, em outubro votou contra o parecer do relator Moreira Franco, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Rio de Janeiro, aprovado por 18 votos a 11. Contrariando a posição oficial de seu partido, em janeiro/fevereiro de 1997 Eurípedes Miranda votou a favor da emenda que previa a reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos. Em março chegou a defender a candidatura do ex-governador do Rio de Janeiro e presidente de honra do PDT, Leonel Brizola, ao governo de Rondônia, sugestão que acabou sendo recusada pela liderança máxima do partido.

Em novembro de 1997 votou contra a quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa, só escapando de ser expulso do partido devido ao fato de seu nome não constar do placar eletrônico. Titular da Comissão da Amazônia e Desenvolvimento Regional e vice-líder do bloco formado pelo PDT, Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi eleito presidente do PDT de Rondônia.

Entre 20 de fevereiro e 3 de março de 1998 licenciou-se para assumir uma secretaria no governo de Valdir Raupp (1995-1999), sendo substituído por Assis Canuto. Reelegeu-se no pleito de outubro, sempre pela legenda do PDT. Em novembro votou contra o teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e contra os critérios de idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores do setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 1999. Nesta legislatura, foi presidente da Comissão da Amazônia e do Desenvolvimento Regional, e integrou a Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Deixou a Câmara ao final de seu mandato, em janeiro de 2003.

Nas eleições de 2006 candidatou-se mais uma vez a deputado federal, porém, os pouco mais de 20 mil votos renderam apenas uma suplência.

Nas eleições seguintes, em 2010, candidatou-se como primeiro suplente de senador, na chapa do PT, encabeçada por Fátima Cleide. Obtiveram 225.300 votos, insuficientes para o êxito.

Eurípedes Miranda é bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Carlos.

Casado com Lueli Carneiro de Paula Botelho, teve dois filhos.

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em: 16/12/2009 e 26/11/2013; Portal do Jornal do Brasil. Disponível em: <http://www.jb.com.br/capa>. Acesso em 26/11/2013; Portal Estado de S. Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 26/11/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 26/11/2013.

 

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