FARACO, RAFAEL

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Nome: FARACO, Rafael
Nome Completo: FARACO, RAFAEL

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FARACO, RAFAEL

FARACO, Rafael

*dep. fed. AM 1971 e 1975-1982.

 

Rafael Faraco nasceu em Maués (AM) no dia 7 de fevereiro de 1931, filho de Brás Faraco e de Rosa Faraco.

Técnico em contabilidade, iniciou sua carreira política como vereador à Câmara Municipal de Manaus no período de 1956 a 1960. Com base política no município de Parintins (AM), em 1962 concorreu a uma cadeira de deputado estadual na legenda do Partido Social Trabalhista (PST), tendo ficado como primeiro suplente. Na legislatura 1963-1967 chegou a assumir o mandato por um breve período e, após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar em voga no país.

Em novembro de 1966 foi eleito deputado estadual na legenda da Arena. Assumindo sua cadeira na Assembleia amazonense em fevereiro do ano seguinte, tornou-se líder do governo na casa, cargo que exerceria até 1968, durante a gestão do governador Danilo Areosa (1967-1971). Em 1969, com a nova composição da mesa do Legislativo amazonense, Faraco foi eleito primeiro vice-presidente, tendo chegado a assumir a presidência da Assembléia e, como tal, a exercer interinamente os cargos de vice-governador e governador do estado em diversos períodos. Voltou a ocupar a liderança do governo em 1970 e, ao longo da legislatura, foi membro das comissões de Educação e Cultura, de Constituição e Justiça e de Economia e Finanças, além de participar da Comissão Especial de Reforma da Constituição Estadual.

Eleito deputado federal pelo Amazonas em novembro de 1970 na legenda da Arena, concluiu seu mandato na Assembleia Legislativa de seu estado em janeiro de 1971 e, no mês seguinte, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados, na qual se tornou vice-presidente da Comissão de Economia, membro efetivo da Comissão de Valorização Econômica da Amazônia e suplente da Comissão de Legislação Social da Câmara. No mês de novembro, entretanto, após uma recontagem de votos e de anulação de algumas urnas fraudadas, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proclamou Raimundo Gomes de Araújo Parente como o verdadeiro eleito, enquanto Faraco passou à condição de primeiro suplente.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB) em 1973 e, no ano seguinte, voltou a se candidatar a deputado federal pelo Amazonas, sempre na legenda da Arena. Eleito, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1975, na qual se tornou membro efetivo da Comissão de Minas e Energia e suplente da Comissão de Educação e Cultura, além de participar do Conselho Deliberativo da Fundação Mílton Campos para Pesquisas e Estudos Políticos, órgão da Arena criado nesse ano.

Em novembro de 1978 tentou a reeleição, sempre na legenda da Arena, mas obteve apenas a primeira suplência. Em março do ano seguinte, o governador recém-empossado José Lindoso (1979-1982) nomeou o deputado Mário Haddad para a Secretaria de Interior e Justiça. Haddad licenciou-se do mandato e Rafael Faraco assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Tornou-se membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e suplente das comissões de Finanças e de Educação e Cultura da Câmara. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena no apoio ao governo. Permaneceu na Câmara até maio de 1982, quando o titular reassumiu. Concorrendo a novo mandato na legenda do PDS em novembro desse ano, Faraco voltou a obter apenas uma suplência.

Desligando-se do PDS e filiando-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), em novembro desse ano concorreu a uma cadeira de deputado federal constituinte nessa legenda, mas foi apenas o quinto colocado do partido. Nas eleições municipais de 1988 disputou a prefeitura de Parintins nessa mesma legenda, mas não conseguiu se eleger. Transferindo-se para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados em outubro de 1990, mas, mais uma vez, só obteve uma suplência, não tendo chegado a exercer o mandato. Não disputou mais qualquer cargo eletivo.

Não se casou e não teve filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1971-1975, 1975-1979, 1979-1983); INF. BIOG.; NÉRI, S. 16; Perfil (1980); Política; ROQUE, C. Grande; TRIB. SUP. ELEIT. Dados.

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