FERREIRA, ALAIR

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Nome: FERREIRA, Alair
Nome Completo: FERREIRA, ALAIR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERREIRA, ALAIR

FERREIRA, Alair

*dep. fed. RJ 1963, 1964-1967, 1968-1969 e 1971-1987; const. 1987.

 

Alair Ferreira nasceu em Sacramento (MG) no dia 9 de novembro de 1920, filho de Antônio Ferreira e de Maria Abadia Ferreira.

Radicado em Campos (RJ), estudou no Liceu de Humanidades e na Academia de Comércio, pela qual se formou contador.

Tesoureiro da Santa Casa de Campos e presidente da Fundação Cultural e Social, colaborou com jornais locais. Em outubro de 1962, elegeu-se primeiro suplente de deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda do Partido Social Democrático (PSD), exercendo o mandato de fevereiro a dezembro de 1963 e, após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, de 7 de abril de 1964 ao final da legislatura, em 31 de janeiro de 1967.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2) de 27 de outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), elegendo-se suplente de deputado federal em novembro de 1966. Exerceu o mandato de maio a dezembro de 1968, quando a Câmara dos Deputados foi posta em recesso pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5) e por um curto período em outubro de 1969.

Industrial, diretor da Construtora Brasileira de Obras Hidráulicas Ltda., em novembro de 1970 elegeu-se deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro na legenda da Arena. Suplente da Comissão de Finanças e membro da Comissão de Orçamento da Câmara na legislatura iniciada em 1971, reelegeu-se em novembro de 1974. A partir de 1975, permaneceu suplente da Comissão de Finanças e passou a integrar a Comissão de Comunicações da Câmara. Em junho de 1978, assumiu a presidência regional do partido no estado, sendo novamente reeleito em novembro desse ano.

Membro da Comissão de Transportes da Câmara na legislatura iniciada em fevereiro de 1979, em novembro, com a extinção do bipartidarismo e a reformulação partidária, ingressou no Partido Democrático Social (PDS). Nas eleições de novembro de 1982, elegeu-se mais uma vez à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro, na legenda do PDS.

De acordo com a determinação do partido, Alair Ferreira opôs-se à emenda Dante de Oliveira apresentada na Câmara em 25 de abril de 1984, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano.

Como a emenda não obteve o número de votos necessários à sua aprovação surgiram, dentro do PDS, os nomes de Mário Andreazza, ministro do Interior, e do deputado Paulo Maluf como candidatos para disputar a indicação oficial do partido à sucessão presidencial na convenção nacional. Alair Ferreira tornou-se um dos principais coordenadores da candidatura de Andreazza no Rio de Janeiro.

Na convenção realizada em agosto, Paulo Maluf derrotou o ministro Andreazza. A vitória de Maluf, entretanto, acelerou o processo de desintegração do partido. No estado do Rio de Janeiro, o presidente do diretório regional, Wellington Moreira Franco, renunciou ao cargo e aderiu à Frente Liberal, dissidência formada pelos nomes mais expressivos do PDS, tornando-se o embrião do Partido da Frente Liberal (PFL). Alair Ferreira, que ocupava a segunda vice-presidência da Comissão Executiva Regional foi eleito para a presidência do diretório. Sua principal tarefa seria de tentar unir o partido em torno da candidatura de Maluf e, assim, aumentar as chances de vitória do candidato pedessista na disputa no Colégio Eleitoral.

Alair Ferreira votou em Paulo Maluf na eleição indireta realizada em 15 de janeiro de 1985, derrotado pelo ex-governador de Minas Gerais, Tancredo Neves, candidato da Aliança Democrática, coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Gravemente enfermo, Tancredo Neves não assumiu a presidência, falecendo em 21 de abril. Foi substituído pelo vice-presidente José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

A derrota do PDS no Colégio Eleitoral aumentou a dissidência dos integrantes para outros partidos, principalmente para o PFL. Mesmo assim, Ferreira permaneceu na presidência regional até maio de 1986, quando renunciou ao cargo e desligou-se do partido acompanhado por toda a bancada estadual. Filiou-se, em seguida, ao PFL a convite do ministro Aureliano Chaves, levando consigo quase todos os deputados estaduais que com ele deixaram o PDS.

Em novembro desse ano concorreu a uma cadeira na Assembléia Nacional Constituinte (ANC) na legenda do PFL. Elegeu-se com 27 mil votos, a eleição mais difícil de sua carreira política, sendo o penúltimo colocado da legenda. Assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1987. Foi membro da Subcomissão de Garantia da Constituição, Reformas e Emendas, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, e suplente da Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistemas de Governo.

Faleceu em Brasília no dia 3 de setembro de 1987, em pleno exercício do mandato, sendo sua vaga ocupada pelo primeiro suplente Nélson Sabrá.

Casou-se com Maria Carolina Terra Ferreira, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); Estado de S. Paulo (4/9/87); Folha de S. Paulo (17/5 e 28/9/86, 4/9/87); Globo (4/9/87); Jornal do Brasil (3/8 e 20/11/78 e 3/4/80, 23 e 28/8/84, 29/12/85, 4 e 5/9/87); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Veja (9/9/87); Who’s who in Brazil.

 

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