GILSON DUARTE DE BARROS

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Nome: BARROS, Gilson de
Nome Completo: GILSON DUARTE DE BARROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, GILSON DE

BARROS, Gilson de

*dep. fed. MT 1979-1987.

Gilson Duarte de Barros nasceu em Cuiabá no dia 28 de fevereiro de 1941, filho de Gonçalo Antunes de Barros e Maria Eunice Duarte de Barros.

Formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT).

Ocupou, interinamente, o cargo de secretário estadual da Fazenda no governo de José Fragelli (1970-1974) e foi membro do Conselho Estadual de Transporte. Foi também sargento do Exército, jornalista e advogado.

Nas eleições de novembro de 1974, concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, vindo a integrar a Comissão de Redação e Mérito.

No pleito de novembro de 1978, concorreu a uma vaga de deputado federal. Eleito, assumiu o mandato em fevereiro de 1979, tendo participado como membro titular da Comissão de Transportes e da Comissão de Serviço Público. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

Em março do ano seguinte, desligou-se do PMDB e filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), afirmando estar desiludido com os rumos do PMDB que se afastava cada vez mais das linhas-mestras do seu programa político.

Conhecido na Câmara dos Deputados como Hulk apelido adquirido, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, graças à fama de ser “muito grande, forte, violento e atirar bem” , esteve envolvido em vários casos de truculência. Num deles, na noite da votação do fim do bipartidarismo, agrediu o deputado pernambucano Ricardo Fiúza. Em outro episódio, tentou agredir o então presidente da Câmara dos Deputados, Nélson Marchezan.

Ainda em 1980, no mês de dezembro, foi acusado de surrar um empregado do edifício onde residia, algemando-o antes de espancá-lo. A agressão ocorreu por causa de uma desavença entre o empregado e um dos filhos de Gilson de Barros. Em consequência, no mês de fevereiro de 1981, foi advertido e censurado pela mesa da Câmara dos Deputados. Nessa ocasião, ameaçou denunciar parlamentares que estivessem comprometidos com atividades de contrabando nas fronteiras do Brasil com o Paraguai.

Em outubro de 1981, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o pedido de licença para que o Supremo Tribunal Federal (STF) processasse o deputado por agressão física ao vigia Marcos Nazário da Silva. Contudo, o plenário da Câmara negou a licença, que suspenderia a imunidade do seu mandato parlamentar, para que fosse processado pelo STF.

No pleito de novembro de 1982, conseguiu reeleger-se deputado federal pelo Mato Grosso, desta vez na legenda do PDT. Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte, cumprindo a segunda legislatura consecutiva na Câmara dos Deputados até 1987.

Em 1983, integrando a comitiva de deputados federais brasileiros, viajou em missão oficial aos Estados Unidos e à Nicarágua.

Em 1985, participou do Simpósio Brasileiro de Polícias Militares em Salvador (BA) e foi representante da Comissão de Segurança Nacional junto ao Ministério da Marinha nas visitas às organizações militares sediadas na área do 1º Distrito Naval, no Rio de Janeiro, e na viagem à ilha de Trindade. Neste mesmo ano, também integrou a comitiva de deputados federais da Comissão do Índio na viagem à Boa Vista (RR) a fim de examinar, in loco, a situação envolvendo os garimpeiros e os índios Ianomâmis e, ainda, na viagem à Tabatinga (AM), no Alto Solimões.

Em maio de 1986, comandou um ato público pedindo a expulsão do ex-governador Frederico Campos do partido. No pleito de novembro, candidatou-se ao cargo de governador de estado na legenda do PDT, mas foi derrotado pelo candidato do PMDB, Carlos Bezerra.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao final da legislatura. Em outubro de 1990, voltou a disputar o mandato de deputado federal, agora na legenda do Partido Liberal (PL), não alcançando êxito.

Entre 1993 e 1994, ocupou o cargo de secretário-chefe da Auditoria Geral do estado durante o governo de Jaime Campos (1991-1995).

Convidado por Blairo Maggi, ainda no primeiro mandato do governador (2003-2007), para comandar a Ouvidoria Geral de Mato Grosso, órgão ligado à Casa Civil, desde outubro de 2003 exercia o cargo de ouvidor-geral do estado até o seu falecimento, vítima de infarto, ocorrido em Cuiabá no dia 7 de março de 2008.

Era casado com Leubi Correia da Costa Barros, com quem teve quatro filhos.

Publicou, como co-autor, O inquérito administrativo.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1979-1987, 1991-1995); Estado de S. Paulo (7/10/81); Folha de S. Paulo (10 e 17/8/86); Globo (12/5/86); inf. prof. Louremberger Alves; Jornal do Brasil (27/4/78, 16/2/79, 25, 26/2, 7/3 e 8/10/81); NICOLAU, J. Dados. Diário de Cuiabá (7 e 8/3/2008).

 

 

 

 

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