GUIDO FERNANDO MONDIM

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Nome: MONDIN, Guido
Nome Completo: GUIDO FERNANDO MONDIM

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MONDIM, Guido

MONDIM, Guido

* dep. fed. RS 1956 e 1958; sen. RS 1959-­1975; min. TCU 1975-1978; pres. TCU 1978-1982.

 

Guido Fernando Mondim nasceu em Porto Alegre no dia 6 de maio de 1912, filho de Guido Mondim e de Romana Ongarato Mondim.

Cursou o primário no Colégio São João Batista de la Salle, em Porto Alegre, interrom­pendo os estudos em 1924 para trabalhar. In­gressou depois no curso de guarda-livros do Instituto Isael Torres Barcelos, que concluiu em 1928. Foi aluno da Escola Técnica de Co­mércio de Porto Alegre e diplomou-se conta­dor pelo Instituto Comercial do Sindicato dos Empregados no Comércio, formando-se mais tarde em ciências políticas e econômicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre. Nessa época cursou ainda o Instituto de Belas-Artes.

Iniciou sua vida política em outubro de 1950, elegendo-se deputado estadual na le­genda do Partido de Representação Popular (PRP). Assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte e, nessa legislatura, foi presidente da Comissão de Obras Públicas, membro da Comissão de Finanças e líder de sua bancada na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Candidatando-se a deputado federal pelo seu estado natal em outubro de 1954, na legenda do PRP, obteve a primeira suplência. Deixando a Assembléia Legislativa em janeiro de 1955, foi eleito vice-prefeito de Caxias do Sul (RS) nesse mesmo ano, exerceu o manda­to na Câmara dos Deputados de março a maio de 1956 e o cargo de prefeito municipal de 1957 a 1958. Novamente convocado, assumiu as atividades parlamentares em julho desse úl­timo ano, permanecendo no exercício do mandato até o mês seguinte. Como deputado, participou de inúmeras viagens em missões e intercâmbios culturais a países da Europa e América Latina.

No pleito de outubro de 1958, elegeu-se para o Senado Federal pelo Rio Grande do Sul, com o apoio da coligação formada pelo PRP e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Iniciando o mandato em fevereiro de 1959, foi eleito, no ano seguinte, membro suplente da mesa diretora. Em 1960, participou, como delegado do Brasil, da Conferência Interparlamentar realizada na Grécia. Exerceu, em 1962, a vice-­liderança de sua bancada e, de 1964 a 1965, as funções de quarto-secretário da Comissão Diretora do Senado Federal. Nessa legjslatu­ra, integrou ainda as comissões de Economia, de Serviço Público Civil e de Finanças. Foi presidente do diretório regional gaúcho e do diretório municipal de Porto Alegre do PRP. Ainda como delegado brasileiro, compareceu à Conferência Interparlamentar na Iugoslávia, em 1963.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato institucional n° 2 (27/10/1965) e o pos­terior estabelecimento do bipartidarismo, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sutentação do regime militar instaurado no país em março de 1964. Candidato à reeleição para o Senado em novembro de 1966 na legenda da Arena, derrotou seu oponente do Movimento Demo­crático Brasileiro (MDB), Siegfried Henser. Nessa legislatura foi vice-líder da Arena e do governo federal e terceiro-secretário da mesa do Se­nado. Foi também vice-presidente da Comis­são de Educação e Cultura; membro efetivo das comissões do Distrito Federal, dos Estados para Alienação e Concessão de Terras Pú­blicas e Povoamento e de Legislação Social; e suplente das comissões de Minas e Energia, de Relações Exteriores, de Transportes, Comu­nicações e Obras Públicas e de Constituição e Justiça. Além disso, substituiu o senador Flá­vio Brito na Comissão Mista do Congresso en­carregada de dar parecer sobre o projeto de lei referente ao Estatuto dos Militares. Em 1967, foi delegado à Conferência de Governos Locais na Tailândia e, no ano seguinte, participou de viagem de intercâmbio cultural aos Estados Unidos. Em 1972, como delegado do Brasil, também participou da Conferência Interparlamentar realizada na Itália.

Encerrando seu mandato em janeiro de 1975, em março foi nomeado pelo presidente Ernesto Geisel ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), na vaga decorrente da apo­sentadoria do ministro Amaral Freire. Em 1977, tornou-se vice-presidente do TCU e chefiou a delegação brasileira ao Congresso Mundial de Instituições Superiores de Fiscalização Financeira, no Peru, evento ao qual também estaria presente no seguinte e em 1980 e 1981. Assumiu a presidência do TCU em 1978, tendo ocupado o cargo até 1982, data em que se aposentou de suas funções no tribunal, sendo substituído pelo ministro Ewald Sizenando Pinheiro. A partir de então, passou a dedicar-se às artes, em especial à pintura de quadros. Realizou várias exposi­ções, possuindo obras em museus estrangeiros.

Tornou-se membro da Academia Brasileira de Arte e presidente da Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas. Atuando ainda no campo do jornalismo e da literatura, foi fundador e diretor do jornal Querer, diretor do Boletim Rural, da Federação das Associações Rurais do Rio Grande do Sul e membro da Associação Brasiliense de Escritores e das academias de Letras do Rio Grande do Sul, da Espanha e da Argentina.

Mondim cursou ainda a Escola Superior de Guerra (ESG), foi presi­dente do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal e membro do conselho da Fe­deração das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul, dos conselhos hidroviário e rodoviário do Rio Grande do Sul, do conselho da Fundação Educacional do Distrito Federal e do Serviço de Proteção ao índio. Foi também presidente da Campal S.A. e da União dos Es­coteiros do Brasil e professor de contabilidade geral na Escola Técnica do Sindicato dos Em­pregados do Comércio, em Porto Alegre.

Faleceu em 20 de maio de 2000.

Foi casado com Vera Gentz Mondim, com quem teve dois filhos.

Publicou Plano contábil para associações rurais e Manual de contabilidade para o agri­cultor, além de poemas e crônicas.

 

FONTES:  CÂM. DEP. Deputados; CÂM.  DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); COUTI­NHO, A. Brasil; Diário do Congresso Nacional; INF. BIOG.;  Jornal do Brasil (16/10/66; 26/2/75 e 17/12/76); Perfil (1972); Rev. Ciência Pol. (66); SENADO. Dados; SENADO. Dados biográficos; SENADO. Endereços; SENADO. Endereços; SENADO. Rela­ção; SENADO. Relação dos líderes; Súmulas; TCU. Dados (1983-1990); TRIB. UP.  ELEIT. Dados (2, 3, 7 e 8).

 

 

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