GUILHERME CAVALCANTI DE MELO

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Nome: MELO, Guilherme
Nome Completo: GUILHERME CAVALCANTI DE MELO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MELO, GUILHERME

MELO, Guilherme

*gov. PI 1994; dep.fed. PI 2002-2003.

 

Guilherme Cavalcanti de Melo nasceu em Teresina no dia 25 de junho de 1952, filho de João Mendes Olímpio de Melo e de Luzia Melo Cavalcanti. Seu pai foi senador pelo Piauí em 1957, 1959 e 1961, e deputado federal por esse estado de 1963 a 1971. Seu avô Matias Olímpio de Melo foi governador do Piauí de 1924 a 1928, constituinte de 1946 e senador de 1946 a 1963.

Transferindo-se para Brasília com a família, fez os cursos primário e ginasial no Colégio Marista, e cursou o científico, equivalente ao segundo grau, no Colégio Estadual de Goiânia. Bacharelou-se pela Faculdade de Administração de Empresas Públicas e Privadas do Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Em 1972 tornou-se assessor da diretoria da empresa Construções e Habitações do Nordeste S.A. (Cohabita), na qual permaneceu até 1974. Nesse ano e no seguinte, fez estágio no departamento administrativo do Banco Central do Brasil. Ainda em 1975 tornou-se assistente administrativo da Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Embrater), função que exerceu até 1977. Fundador e diretor-gerente das empresas Terranova Reflorestadora e Agropecuária Ltda. e Imobiliária Primavera Ltda., em 1980 passou a integrar o Conselho Regional de Corretores Imobiliários (Creci) do Piauí, no qual permaneceu até o ano seguinte. Foi diretor da Associação Comercial do Estado em 1984 e 1985.

Ingressou na política filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), cujo diretório municipal chegou a presidir de Teresina. Transferiu-se depois para o Partido Democrático Social (PDS) e foi tesoureiro do diretório regional no estado. No pleito de novembro de 1986 foi eleito deputado estadual nessa legenda, coligada ao PMDB e aos partidos Comunista Brasileiro (PCB) e Comunista do Brasil (PCdoB). Assumindo sua cadeira na Assembleia Legislativa piauiense em fevereiro do ano seguinte, tornou-se vice-líder do partido e titular da Comissão de Agricultura, Indústria e Comércio. Após a promulgação da nova Constituição brasileira, em 5 de outubro de 1988, foi instalada a Constituinte estadual, de cujos trabalhos participou até a promulgação da Carta, em 1989. No ano seguinte teve seu nome homologado na convenção do PDS para integrar a chapa encabeçada pelo deputado Antônio Freitas Neto para o governo do estado.

Em outubro de 1990 foi eleito vice-governador do Piauí na legenda da coligação comandada pelo Partido da Frente Liberal (PFL) e integrada, além do PDS, pelos partidos Trabalhista Brasileiro (PTB) e Social Cristão (PSC). Concluiu seu mandato na Assembléia Legislativa em janeiro de 1991 e tomou posse em março seguinte. Foi então nomeado pelo governador Freitas Neto para a chefia do Gabinete Civil, função que exerceu cumulativamente com a de vice-governador até 1993. Em abril desse ano houve a fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), surgindo daí o Partido Progressista Reformador (PPR), de cujo diretório regional tornou-se vice-presidente.

Com a desincompatibilização de Freitas Neto para concorrer a uma cadeira no Senado, assumiu o governo do estado no dia 2 de abril de 1994. Na eleição para o governo piauiense, apoiou Átila Lira, candidato da coligação comandada pelo PFL, que acabou sendo derrotado no segundo turno por Francisco Sousa, o Mão Santa, candidato do PMDB. Permaneceu na chefia do Executivo estadual até 31 de dezembro de 1994, passando o cargo ao sucessor em 1º de janeiro.

Em agosto de 1995, quando nova fusão partidária, agora do PPR com o Partido Progressista (PP), resultou no Partido Progressista Brasileiro (PPB), tornou-se delegado regional do diretório nacional desse partido. Nessa legenda, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados em outubro de 1998 e obteve a primeira suplência. Em 2001 foi nomeado presidente da Companhia de Habitação do Piauí S. A. (Cohab), cargo em que permaneceu até 2002. Em dezembro desse ano, com o afastamento do titular Heráclito Fortes, assumiu o mandato de deputado federal e o exerceu até 15 de janeiro de 2003. Filiado ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), em outubro de 2006 voltou a candidatar-se a uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas não logrou êxito.

Foi casado com Iracema Portela, com quem teve três filhos. Seu ex-sogro Lucídio Portela Nunes foi governador do Piauí de 1979 a 1983 e senador por esse estado de 1991 a 1999. Sua ex-sogra Míriam Portela foi constituinte de 1987 a 1988 e deputada federal pelo Piauí de 1987 a 1991.

FONTES: CURRIC. BIOG.; TRIB. REG. ELEIT. Relação (1998); TRIB. SUP. ELEIT. Dados. (1987); Portal da Câmara dos Deputados : <http://www.camara.gov.br/internet/Deputado/DepNovos_Detalhe.asp?id=111955&leg=51>.  Acesso em: 03 set. 2009.

 

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