Jaime Veríssimo Campos

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Nome: CAMPOS, Jaime (MT)
Nome Completo: Jaime Veríssimo Campos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CAMPOS, Jaime

* gov. MT 1991-1995; sen. MT 2007-

 

Jaime Veríssimo Campos nasceu em Cuiabá em 13 de setembro de 1951, filho de Júlio Domingos Campos, que foi prefeito e vereador em Várzea Grande (MT), e de Amália Curvo de Campos. Seu irmão, Júlio Campos, foi deputado federal, governador e senador. Seu tio materno, Sílvio Curvo, foi senador nos anos 1950. Entre seus primos destacaram-se Roberto Campos, diplomata, ministro do Planejamento, deputado federal e senador; Nélson Ramos de Almeida, deputado estadual entre 1959 a 1979; Ari Leite de Campos, prefeito de Várzea Grande e deputado estadual; Nereu Botelho de Campos, prefeito de Livramento e deputado estadual; Gonçalo Branco de Barros, deputado estadual; José Augusto Curvo, secretário de saúde e deputado federal entre 1991 e 1995.

Em novembro de 1982, Jaime Campos foi eleito prefeito de  Várzea Grande pelo Partido Democrático Social (PDS), enquanto seu irmão Júlio conseguia alcançar, no mesmo período, o Executivo estadual. Durante sua gestão na prefeitura, foi eleito vice-presidente da Associação Mato-Grossense de Municípios.

Em 1986, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), oriundo da dissidência pedessista que apoiara a eleição de Tancredo Neves para a presidência no Colégio Eleitoral realizado em 1985. Deixou a prefeitura de Várzea Grande em março de 1987.

Durante a disputa presidencial de 1989, foi coordenador da campanha de  Fernando Collor que, lançado pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN), foi eleito o primeiro presidente por voto direto depois do fim regime político-militar que perdurara no Brasil de 1964 a 1985.

Em outubro de 1990, disputou a eleição para governador pela coligação União por Mato Grosso, que englobava o PFL, o PDS, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Liberal (PL) e o Partido Democrático Cristão (PDC).  Eleito com 401.005 votos (66,75%) já no primeiro turno, tomou posse em 1º de janeiro de 1991. Enfrentou no saguão do palácio Filinto Müller, sede da Assembléia Legislativa, uma manifestação de mais de cem servidores públicos que estavam em greve, o que levou a cerimônia a ser transferida para a sede do Executivo. No discurso de posse exigiu do governo federal mais atenção para com o estado e, em troca, garantiu apoio irrestrito aos projetos do presidente Fernando Collor.

Em 29 de setembro de 1992, a Câmara dos Deputados acusou Collor de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência desde a votação na Câmara, Collor renunciaria em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado. Foi efetivado na presidência o vice Itamar Franco, que exercia o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Em agosto de 1993, Jaime Campos foi, com o senador Louremberg Nunes, envolvido num processo aberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a fim de investigar uma denúncia de extorsão na liberação de pagamentos de obras de saneamento no estado. Foi acusado de cobrar propina de 50% da empresária Irene Ferreira de Oliveira, proprietária de uma empresa de engenharia. 

Ainda em 1993, em novembro, foi aberto um inquérito pela Polícia Federal  no qual foi envolvido no esquema de Paulo César Farias, em sua campanha em 1990. O esquema consistiu na abertura de quatro contas correntes em nome de um fantasma, Joaquim Naban Macedo, que recebia as contribuições usadas para financiar a campanha dos deputados que pertenciam à coligação sem precisar prestar contas.

Durante um comício em Sinop (MT), a fim de inaugurar a linha de transmissão de energia elétrica Cuiabá-Sinop, afirmou que queria ser o primeiro brasileiro a lançar a candidatura de Itamar Franco à presidência da República em 1998.

Em outubro de 1996, candidatou-se a prefeito de Várzea Grande pelo PFL. Eleito, tomou posse em janeiro de 1997.No pleito realizado em 2000, foi reeleito prefeito de Várzea Grande. Com o fim do mandato, e, sem ter feito seu sucessor nas eleições de 2004, deixou a prefeitura no fim daquele ano.

Nas eleições de Outubro de 2006, foi lançado candidato a ao Senado pelo PFL. Na ocasião, recebeu 781.182 votos e foi eleito, tendo sido empossado em Fevereiro de 2007.

No mesmo ano, participou da refundação do PFL, que passou a se chamar Democratas.Em Outubro de 2008, seu nome esteve entre os denunciados no inquérito do Ministério Publico Federal do Mato Grosso por envolvimento no caso que ficou conhecido como “máfia das sanguessugas”, esquema fraudulento de licitação para aquisição de ambulâncias para os municípios. Referente ao período no qual foi prefeito de Várzea Grande, a denúncia foi encaminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude do foro privilegiado do então senador. Dois anos depois, a Procuradoria-Geral da República recomendou o encerramento das investigações em relação ao senador po ausência de provas e o STF decidiu pelo arquivamento do inquérito.

Foi vice-líder do partido no Senado entre 2009 e 2012 e líder do Bloco Parlamentar de Minoria neste último ano. Em 2011, foi também presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Casou-se com Lucimar Sacre de Campos, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES:  INF. Lucimar Sacre; Jornal do Brasil (23/12/1994); Jornal Estado de São Paulo (5/10/90, 16/03/1991 e 27/11/1994); Jornal Gazeta (8/01/1999); Jornal O Globo (16/03/1991, 29/08/1993 e 30/08/1993, 5/11/1993); Revista Isto É/ Perfil Parlamentar (1991); Portal do Senado Federal. Disponível em: <http://www.senado.gov.br>. Acesso em 30/10/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 30/10/2013, Portal do Supremo Tribunal Federal. Disponível em: <http://www.stf.jus.br>. Acesso em 30/10/2013.


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