JOAO JACKSON DE ALBUQUERQUE PEREIRA

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Nome: PEREIRA, Jackson
Nome Completo: JOAO JACKSON DE ALBUQUERQUE PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEREIRA, JACKSON

PEREIRA, Jackson

*dep. fed. CE 1991-1995.

 

João Jackson de Albuquerque Pereira nasceu em Fortaleza no dia 24 de junho de 1947, filho de Luís Crecêncio Pereira e de Elice de Albuquerque Pereira.

Em 1966, deixou incompleto o curso de administração de empresas na Escola de Administração do Ceará (EAC). Exerceu as profissões de jornalista no Diário do Nordeste e de radialista na Rádio Assunção, em sua cidade natal. Em seguida, entre 1979 e 1990, foi bancário, tendo exercido o cargo de diretor administrativo financeiro do Banco do Ceará S.A. (Bancesa). Neste período, em 1989, participou de reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), a convite desta instituição, nos Estados Unidos, e filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), agremiação que se formou em torno da candidatura vitoriosa de Fernando Collor de Melo para presidente da República nas eleições de novembro/dezembro daquele ano.

Transferindo-se do PRN para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), no pleito de outubro de 1990 elegeu-se deputado federal. Empossado em fevereiro seguinte, atuou como vice-líder do PSDB na Câmara, tendo participado das comissões Especial do Projeto de Lei sobre a Regulamentação do Sistema Financeiro Nacional, de 1991 a 1992, e Especial dos Crimes de Responsabilidade do Presidente da República, em 1992. No Congresso Nacional, integrou também a Comissão Mista (Câmara e Senado) de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, em 1992. Na sessão da Câmara dos Deputados do dia 29 de setembro de 1992, foi um dos 38 parlamentares que votaram contra a abertura de processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor foi afastado da presidência após a votação do impeachment e acabou renunciando ao mandato no dia 29 de dezembro seguinte, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado. Com sua renúncia, Itamar Franco, vice em exercício desde 2 de outubro, foi efetivado na presidência.

Na Câmara, Jackson atuou ainda na Comissão de Finanças e Tributação, de 1991 a 1994, exercendo a primeira-vice-presidência em 1993; Comissão Especial do Sistema Tributário Nacional, como vice-presidente, em 1993; Comissão Especial da Legalidade do Jogo; e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre Denúncias de Irregularidades no Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), em 1994. Ao longo dessa legislatura, votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), projeto aprovado que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas, e do fim do voto obrigatório, projeto rejeitado. Ainda entre 1993 e 1994, integrou missão junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

Reeleito no pleito de outubro de 1994 — obteve a maioria dos votos de suas bases eleitorais no vale do Jaguaribe, região norte, litoral leste e na capital —, encerrou aquele mandato em janeiro de 1995, iniciando o seguinte em fevereiro do mesmo ano. Em maio de 1995, como vice-líder do PSDB na Câmara e ex-relator da CPI da Previdência Social, criticou o ministro da Saúde, Adib Jatene, por não reprimir as fraudes no Sistema Único de Saúde (SUS) através de um esquema de auditoria, deixando a tarefa para as secretarias estaduais. Para Jackson Pereira, aquela atitude seria como “botar a raposa tomando conta do galinheiro”, favorecendo assim fraudes no uso do dinheiro pelas secretarias. No mês seguinte, por ocasião da greve dos petroleiros, contrapôs-se à pesquisa realizada pelo Jornal do Brasil em que 1/3 da população culpava o governo pela greve. Defendendo a posição adotada pelo governo de enfrentar a greve, garantiu que essa atitude teria o apoio da maioria da população e que a greve consolidaria a “tendência da maioria na Câmara e no Senado para aprovar o fim do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo”.

Jackson Pereira foi ainda agente de viagem e sócio da Crevitur Ltda; membro do Conselho Consultivo da Associação Brasileira de Bancos Comerciais e Múltiplos, e da Associação Cearense de Imprensa; colaborador como articulista de vários órgãos da imprensa nacional e presidente nacional da Câmara Júnior do Brasil.

Faleceu em Fortaleza no dia 26 de julho de 1995, sendo substituído na Câmara por Ariosto Holanda.

Era casado com Marta Maria de Castro Pereira, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (18/9/94, 31/1 e 27/7/95); Globo (27/7/95); Jornal do Brasil (18/5 e 4/6/95); Perfil parlamentar/IstoÉ.

 

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