JOAO VALDETARO DE AMORIM E MELO

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Nome: MELO, João Valdetaro de Amorim e
Nome Completo: JOAO VALDETARO DE AMORIM E MELO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MELO, JOÃO VALDETARO DE AMORIM E

MELO, João Valdetaro de Amorim e

*militar; rev. 1930; ch. Gab. Mil. Pres. Rep. 1948-1950; min. Viação 1950-1951.

 

João Valdetaro de Amorim e Melo nasceu em Fortaleza no dia 12 de maio de 1896, filho de Otávio Valdetaro de Amorim e Melo.

Após concluir, em 1914, o curso do Colégio Militar do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, sentou praça em abril do ano seguinte ao ingressar na Escola Militar do Realengo, também na capital federal, sendo declarado aspirante-a-oficial da arma de engenharia em abril de 1918. Bacharelou-se também em ciências físicas e matemáticas.

Promovido a segundo-tenente em dezembro de 1918, ainda nesse mês prestou serviços no Rio de Janeiro, participando da repressão ao movimento anarquista, então a corrente mais forte no seio do sindicalismo operário. No ano seguinte serviu no 1º Batalhão de Engenharia, na Vila Militar, também na capital da República, sendo promovido a primeiro-tenente em janeiro de 1920, ano durante o qual atuou junto à 1ª Companhia Ferroviária, em Deodoro, subúrbio do Rio de Janeiro.

Entre 1920 e 1922 integrou o Serviço Geográfico do Exército, tendo participado de uma turma de trabalho de campo de esterofotogrametria que, naquele último ano, fez o levantamento da carta do Distrito Federal. Passou a servir em seguida na comissão construtora da usina hidrelétrica de Itajubá (MG). Promovido a capitão em setembro de 1922, permaneceu naquela cidade mineira até 1926. Nesse ínterim trabalhou também, a partir de 1923, numa fábrica de pólvora, que deixou em 1927 para retornar ao Serviço Geográfico do Exército, tendo participado, entre 1928 e 1929, da Comissão Mista de Limites Brasil-Uruguai, no Rio de Janeiro. Ainda em 1929 cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, no Distrito Federal.

Lotado em Jaguarão (RS), participou da Revolução de 1930, atuando ao lado das forças rebeldes em Porto Alegre. Vitorioso o movimento, assumiu em outubro desse ano a chefia do estado-maior da 3ª Região Militar (3ª RM), sediada na capital gaúcha. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, serviu no Destacamento do Exército do Leste, no vale do rio Paraíba, tendo participado, sob o comando do general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, da repressão ao movimento, sufocado definitivamente em outubro daquele ano.

Em 1933 ingressou na Escola de Estado-Maior do Exército, sendo promovido a major em agosto desse ano. Concluiu o curso em dezembro de 1935 e, em 1938, serviu no gabinete do ministro da Guerra, general Eurico Gaspar Dutra, atingindo o posto de tenente-coronel em dezembro do mesmo ano. Em 1939 voltou a servir em Itajubá e, no ano seguinte, atuou junto ao Estado-Maior do Exército (EME) e à Diretoria de Engenharia do Distrito Federal, tendo permanecido à disposição do interventor federal no Rio Grande do Sul, general Osvaldo Cordeiro de Farias, quando assumiu o cargo de diretor da Viação Férrea do estado. Foi promovido a coronel em dezembro de 1942 e permaneceu como diretor da Viação Férrea até 1944.

Nomeado ainda nesse ano comandante do 2º Batalhão de Engenharia em Lagoa Vermelha (RS), em outubro de 1945 passou a servir na chefia da Comissão Militar Brasileira nos Estados Unidos, sendo promovido a general-de-brigada em outubro do ano seguinte. Deixou a Comissão Militar Brasileira em maio de 1948 e, em julho desse ano, atuou junto à Direção da Engenharia do Exército, no Rio de Janeiro. Em setembro seguinte tornou-se chefe do Gabinete Militar do presidente Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), em substituição ao general Álcio Souto, já falecido. Nessa época foi também secretário-geral da Comissão de Segurança Nacional, cuja comissão de estudos presidiu, além de presidente da Comissão Especial de Faixa de Fronteiras.

Em março de 1950 deixou o Gabinete Militar da Presidência da República, sendo substituído pelo general-de-exército Newton de Andrade Cavalcanti. Ainda em março, foi nomeado ministro de Viação e Obras Públicas, em substituição a Clóvis Pestana. Durante sua gestão foi criado o Fundo Ferroviário Nacional, destinado à construção, renovação e melhoramento das ferrovias compreendidas no Plano Nacional e à prestação de auxílio às estradas estaduais. Foram instituídas também normas para a administração das estradas de ferro Madeira-Mamoré (RO), D. Teresa Cristina (PR) e Bragança (PA). Deixou o ministério com o fim do governo Dutra, em janeiro de 1951, quando foi substituído por Álvaro Pereira de Sousa e Lima.

Ainda em 1951 tornou-se subcomandante da 2ª Divisão de Infantaria (2ª DI) e, no ano seguinte, da 2ª RM, ambas sediadas em São Paulo. Promovido a general-de-divisão em setembro de 1952, comandou desse ano até 1954, a 5ª RM, com sede em Curitiba. Ainda em 1954 assumiu a direção geral do Departamento Geral de Administração da Diretoria Geral da Engenharia do Exército, no Rio de Janeiro, função que exerceu até o ano seguinte, quando se tornou subchefe executivo do EME. Permaneceu nesse posto até abril de 1957, ocasião em que solicitou licença especial ao Exército.

Membro da Comissão de Promoções de Oficiais do Exército, de abril a agosto de 1958, foi aí nomeado comandante da 1ª Região Militar. Promovido a general-de-exército em novembro do mesmo ano, foi transferido depois para a reserva. Foi reformado em 1965 no posto de marechal.

Faleceu em 30 de abril de 1989.

Era casado com Maria Júlia Torres Valdetaro, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: ARQ. DEPTO. EST. EUA; ARQ. GETÚLIO VARGAS; CORRESP. GAB. MIL. PRES. REP.; Encic. Mirador; GIRÃO, R. Ceará; Globo (8/9/48); Grande encic. Delta; MIN. VIAÇÃO. Dados.

 

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