JOAQUIM MARIANO DIAS MENESES

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Nome: MENESES, Dias
Nome Completo: JOAQUIM MARIANO DIAS MENESES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MENESES, DIAS

MENESES, Dias

*dep. fed. SP 1963-1979.

 

Joaquim Mariano Dias Meneses nasceu na cidade de São Paulo no dia 19 de fevereiro de 1914, filho de Herman Macedo Soares Dias Meneses e de Cacilda Leão de Meneses.

Iniciou a vida profissional como comerciante e jornalista. Em 1934 tornou-se redator da seção do interior do Diário de São Paulo, órgão da cadeia dos Diários Associados, de propriedade de Francisco de Assis Chateaubriand, aí permanecendo durante três anos. Posteriormente, foi convocado por Chateaubriand para colaborar mais estreitamente com a direção de sua cadeia jornalística. Tornou-se secretário da seção de São Paulo da Agência Meridional, também pertencente aos Diários Associados, e, em 1941, por ocasião do lançamento da Campanha Nacional de Aviação pelos jornais de Chateaubriand, dela participou como redator. Já com o brevê de piloto civil conferido pela Escola Renato Pedroso, passou a acumular também a função de piloto de campanha.

Em 1942, a convite do governo britânico, esteve por cinco meses na Inglaterra, sobretudo em Londres, observando o esforço de guerra desenvolvido por esse país. Ao voltar, assumiu em São Paulo a direção da Agência Meridional, criando ainda, no Diário de São Paulo, a seção de aeronáutica intitulada “Idéias e fatos da aviação”.

De 1955 a 1959, foi oficial-de-gabinete de Jânio Quadros, então governador de São Paulo. Nesse período, foi também presidente do Sindicato das Empresas de Turismo do Estado de São Paulo, conselheiro do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e membro do Conselho de Representantes da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. Em 1961 voltou a desempenhar a função de oficial-de-gabinete de Jânio Quadros durante o curto período em que este exerceu a presidência da República (31 de janeiro a 25 de agosto).

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda da Coligação Janista, formada pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN) e o Movimento Trabalhista Renovador (MTR), assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Tornou-se vice-líder do PTN em junho de 1964 e, a partir de julho de 1965, vice-líder do bloco parlamentar composto pelo PTN, o MTR, o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Republicano (PR) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual se tornou vice-líder em maio de 1966. No pleito de novembro desse ano reelegeu-se nessa legenda, mantendo no ano seguinte a vice-liderança de seu partido.

Mais uma vez reeleito no pleito de novembro de 1970, e sempre conservando a vice-liderança do MDB, nessa legislatura foi presidente das comissões de Agricultura e Política Rural e de Serviço Público, membro efetivo das comissões de Transportes, Comunicações e Obras Públicas e de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e suplente das comissões de Economia, de Finanças, de Orçamento, de Relações Exteriores e de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados. Desenvolveu também intensa propaganda nas eleições de novembro de 1974, particularmente no interior de São Paulo. Só em Vila Maria — reduto eleitoral do ex-presidente Jânio Quadros — obteve cerca de 20 mil votos, reelegendo-se ainda uma vez na legenda do MDB. Nessa legislatura, além de permanecer na Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, participou da Comissão de Desenvolvimento da Região Sul e foi suplente das comissões de Finanças, de Minas e Energia, de Relações Exteriores, de Segurança Nacional, de Ciência e Tecnologia, de Comunicações e Obras Públicas e de Serviço Público da Câmara.

Em setembro de 1978, depois de entrevistar-se com o chefe do Gabinete Civil da Presidência da República, general Golberi do Couto e Silva, foi o único deputado oposicionista a votar a favor do projeto de reformas políticas do governo, pois, segundo suas próprias declarações, obteve do relator do projeto, o senador José Sarney, a inclusão de uma emenda que permitia o recebimento por parte dos ex-presidentes cassados de uma pensão vitalícia correspondente aos vencimentos de ministro do Supremo Tribunal Federal. Na prática, essa emenda teria um único beneficiário, o ex-presidente Jânio Quadros. Por sua atitude, Dias Meneses foi acusado de “adesismo” ao governo por diversos parlamentares.

Em outubro de 1978, já candidato à reeleição, declarou seu apoio ao ex-presidente Jânio Quadros em qualquer eleição que este viesse a disputar. Concorreu ao pleito de novembro, mas obteve apenas uma suplência. Encerrando o mandato anterior em janeiro de 1979, deixou a Câmara dos Deputados. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).

Diretor da Terrafoto, empresa de aerofotogrametria do governo paulista, durante a administração de Paulo Maluf (1979-1982), concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados por São Paulo, na legenda do PDS, no pleito de novembro de 1982, obtendo apenas uma suplência.

Faleceu na cidade de São Paulo em 19 de junho de 1997.

Foi casado com Odila Azevedo Dias, com quem teve um casal de filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (6, 7 e 8); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; DEP. PESQ. ESTADO DE S. PAULO; INF. Fernanda Dias Meneses de Almeida; Jornal da Tarde (26/9/78); Jornal do Brasil (25/ 11/74, 22/9 e 29/10/78); Perfil (1972); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6, 8 e 9).

 

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