Luiz Felipe de Oliveira Pena

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Nome: PENA, Felipe
Nome Completo: Luiz Felipe de Oliveira Pena

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

PENA, Felipe

*dep. fed. RJ 1979-1983.

             Luiz Felipe de Oliveira Pena nasceu em Belo Horizonte no dia 10 de fevereiro de 1931, filho do historiador Luís Camilo de Oliveira Neto e de Elza Malheiro de Oliveira. Seu pai foi um dos signatários do Manifesto dos Mineiros, primeira manifestação pública da oposição liberal ao Estado Novo (1937-1945), tendo sido exonerado da chefia do serviço de documentação do Ministério das Relações Exteriores após a divulgação do documento em 24 de outubro de 1943. Em fevereiro de 1945, juntamente com Virgílio de Melo Franco, articulou uma entrevista de José Américo de Almeida ao jornalista Carlos Lacerda, na qual o ex-candidato a presidente criticava o governo Vargas e defendia o restabelecimento das eleições no país. Publicado pelo Correio da Manhã, o depoimento abriu caminho para o fim da censura à imprensa.

            Felipe Pena bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 1965, ano em que tornou-se assistente técnico da prefeitura do Rio de Janeiro. Em 1956, passou a trabalhar como redator de assuntos econômicos da Tribuna da Imprensa e do Jornal do Brasil, função que exerceu até 1959. Atuou como conferencista especial do Centro de Aperfeiçoamento de Economistas da Fundação Getúlio Vargas e como economista-membro do chamado Comitê Doxiadis, sobre planejamento urbano da área do Grande Rio.

            Em 1959 recebeu o diploma especial de análise econômica do Conselho Nacional de Economia do Brasil. Transferindo-se para os Estados Unidos no ano seguinte, concluiu mestrado em administração pública (1961) e em economia (1962) na Universidade de Harvard.

            De volta ao Brasil, trabalhou como assessor do núcleo de planejamento do governo da Guanabara, entre 1963 e 1964. Neste último ano, passou a regente da cátedra de desenvolvimento econômico da Universidade do Estado da Guanabara, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), cargo que ocuparia até 1966. Ainda em 1964 tornou-se assessor-adjunto da assessoria especial do Gabinete Civil da Presidência da República, função que exerceu até 1967. Entre 1967 e 1980, foi diretor-presidente da Crédito Imobiliário-Capitalização, Crédito Financeiro e Investimento, do grupo empresarial Letra S.A. Foi também sócio-gerente da Letra-Distribuidora de Títulos e Valores Imobiliários e diretor da Casa-Comércio e Indústria S.A., além de presidente do conselho de administração da Apemauá e procurador-geral da Companhia Metropolitana de Aços.

            Em 1977, participou do XXIV World Congress of International Union of Building Societies and Savings Associations e da XV Conferência Interamericana de Poupança e Empréstimo, em Washington.

            Professor de economia brasileira da UERJ entre 1977 e 1978, em novembro deste último ano elegeu-se deputado federal pelo Rio de Janeiro, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumindo o mandato em fevereiro de 1979, tornou-se membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas. Em outubro seguinte, conseguiu evitar a divulgação de um manifesto da “ala moderada” do MDB que denunciava a “infiltração comunista” na agremiação oposicionista, por julgar desnecessário abrir uma guerra ideológica dentro do partido.

            Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP). Em setembro de 1980 - ano em que foi membro da Comissão de Economia, Indústria e Comércio -, transferiu-se para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

            Concorreu à reeleição em novembro de 1982 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas não obteve êxito. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao fim de seu mandato. Retornando em seguida ao PMDB, tentou uma nova indicação ao Legislativo federal no pleito de novembro de 1986, sendo mais uma vez derrotado. Ingressou depois no Partido Popular Socialista (PPS) e, em 1999, transferiu-se para o Partido dos Trabalhadores (PT).

Consultor econômico, também voltou a trabalhar como jornalista.

            Casou-se com Danuze Garcia de Oliveira Pena, com quem teve dois filhos.

            Publicou alguns trabalhos na área de economia e educação, incluindo Some Recent Trends in the Foreign Trade of Brazil (1962), Um projeto privado para a casa própria e Projeto criando o Centro de TV Educativa, ambos de 1966.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1979-1983); ENTREV. BIOG.; Jornal do Brasil (6/9/89 e 29/10/89).

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