MANUEL FRANCA CAMPOS

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Nome: CAMPOS, França
Nome Completo: MANUEL FRANCA CAMPOS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAMPOS, FRANÇA

CAMPOS, França

*dep. fed. MG 1955-1961.

 

Manuel França Campos nasceu em Diamantina (MG) no dia 29 de outubro de 1913, filho do comerciante José Justino Campos e de Noemi França Campos.

Estudou nos colégios Pedro II e Lafayette, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em 1929, atuou como funcionário da Prefeitura de Belo Horizonte e, de 1934 a 1937, trabalhou na Biblioteca Estadual de Minas Gerais. Neste último ano, bacharelando-se pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), passando a advogar para a prefeitura da capital no ano seguinte, função que exerceria até 1945. Em 1948, foi nomeado diretor da Caixa Econômica Federal em Minas Gerais, órgão que presidiu entre 1949 e 1950.

Iniciou sua carreira política elegendo-se, em outubro de 1950, deputado à Assembléia Legislativa de seu estado na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, tornou-se líder da bancada de seu partido na Assembléia e foi membro da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça. Indicado presidente do PSD em Belo Horizonte em 1954 — cargo que ocuparia até 1960 —, no pleito de outubro desse mesmo ano elegeu-se deputado federal por Minas Gerais, assumindo o mandato em fevereiro de 1955, após deixar a Assembléia mineira.

Nessa legislatura votou a favor da cassação do mandato de Carlos Lacerda, então líder do partido de oposição, a União Democrática Nacional (UDN), solicitada pelo governo, mas negada pela Câmara em maio de 1957. Reeleito em outubro de 1958, em dezembro desse mesmo ano tornou-se vice-líder do PSD na Câmara. A partir de junho de 1959 atuou como vice-líder da maioria nessa casa, constituída pela coligação entre o PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Republicano (PR). Em 1959 e 1960, foi representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU).

Durante esses dois mandatos, defendeu a política desenvolvimentista do governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) e integrou o “bloco mudancista” da Câmara favorável à mudança da capital para Brasília. Partidário da intervenção estatal no sentido de corrigir e suplementar a iniciativa privada, defendeu também o presidencialismo e o municipalismo. Foi a favor das reformas eleitoral, bancária, administrativa e tributária e da reforma agrária em termos cooperativistas, com a desapropriação dos latifúndios mediante prévia e justa indenização. Contrário aos projetos divorcistas, defendeu ainda o monopólio estatal sobre ramos básicos da economia e apoiou o pan-americanismo e o princípio da autodeterminação dos povos e da não-intervenção. Licenciou-se em janeiro de 1961 por ter sido nomeado pelo presidente Kubitschek procurador-geral junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal, atribuição que exerceu até 1963.

Faleceu em Belo Horizonte a 1º de outubro de 1973.

Era casado com Vanda Decat França, com quem teve cinco filhos.

Publicou Terceiro marco (1960), Brasília na conjuntura brasileira e Locação de imóveis.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Anais (1960-2); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3 e 4).

 

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