MARCONI FERREIRA PERILLO JUNIOR

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Nome: PERILLO, Marconi
Nome Completo: MARCONI FERREIRA PERILLO JUNIOR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PERILLO, MARCONI

PERILLO, Marconi

*dep. fed. GO 1995-1998; gov. GO 1999-2006; 2011-; sen. GO 2007-2010.

 

Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em Palmeiras (GO) no dia 7 de março de 1963, filho de Marconi Ferreira Perillo e Maria Pires Perillo.

Iniciou sua atividade partidária em 1983 ao filiar-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Tornou-se vice-presidente do PMDB jovem de Goiás desse ano até 1985, quando passou a presidente deste setor do partido e membro da Executiva Regional de Goiás. Ainda em 1985, ingressou no curso de direito da Universidade Católica de Goiás (Ucgo), mas abandonou-o nesse mesmo ano.

Em 1988 foi nomeado assessor especial do governador Henrique Santillo (1987-1991) em Goiânia, função que ocuparia até 1991, e tornou-se conselheiro da Companhia de Habitação de Goiás. No ano seguinte, tornou-se presidente nacional do PMDB jovem, cargo que exerceria até 1991, e afastou-se da executiva regional desta agremiação. No mesmo biênio foi membro do Conselho Estadual da Juventude de seu estado.

Deixou a Companhia de Habitação em 1990, concorrendo na legenda do PMDB, em outubro, a uma vaga de deputado estadual na Assembléia Legislativa de Goiás. Eleito, tomou posse em fevereiro seguinte. Ainda em 1991, presidiu a Comissão de Serviços Públicos e integrou a Comissão de Meio Ambiente, vindo ainda a atuar como subrelator da Comissão dos Poderes Legislativo e Judiciário e Ministério Público.

Naquele mesmo ano, ingressou no curso de ciências sociais da Universidade Federal de Goiás (UFG) e, a seguir, no de engenharia mecânica, na Universidade Brás Cubas de Mogi das Cruzes (SP), que freqüentou até o ano seguinte. Nenhum dos dois cursos, contudo, foi levado a termo. Em 1992, deixou o PMDB para filiar-se ao Partido Social Trabalhista (PST). Neste ano representou a Assembléia junto à Rio-92 — Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de julho. Ainda em 1992, tornou-se secretário-geral do PST de Goiás. Na Assembléia Legislativa integrou, na função de relator, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a esterilização de mulheres em Goiás.

Coordenador, pelo PST, da Frente Parlamentarista Ulisses Guimarães, em 1993, nesse mesmo ano voltou a mudar de partido, ingressando nas fileiras do Partido Progressista (PP), no qual assumiu os cargos de primeiro-secretário da Comissão Provisória de Goiás, e o de secretário-geral do Diretório Regional.

Ao longo do biênio 1993-1994, atuou no Parlamento como titular da Comissão de Organização dos Municípios; como vice-presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, e membro da Comissão de Educação, Cultura e Esporte. Participou, como suplente, das comissões de Constituição e Justiça e de Serviços e Obras Públicas.

Em outubro de 1994 elegeu-se deputado federal por Goiás na legenda do PP, sendo o sudoeste do estado sua base eleitoral. Empossado em fevereiro seguinte, participou dos trabalhos legislativos como membro efetivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em agosto de 1995, com a fusão do PP ao Partido Progressista Reformador (PPR) e a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB) filiou-se a esse partido. Exerceu a vice-liderança do PP e PPB na Câmara. Em outubro, porém, deixou o PPB e filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), juntamente com Henrique Santillo.

Durante a votação das emendas constitucionais enviadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, posicionou-se favoravelmente à abolição do monopólio dos governos estaduais na distribuição do gás canalizado e da União na exploração do petróleo, à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à extinção do conceito de empresa nacional, à criação do Fundo Social de Emergência, que, aprovado, possibilitou ao governo federal a realocação de verbas antes destinadas a áreas como saúde e educação. Ausentou-se da sessão em que foi votada a questão do monopólio estatal das telecomunicações.

Em junho de 1996 votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde. Ainda durante esse ano, foi vice-líder do PSDB.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos.

No mês seguinte, no dia 22, desabou no Rio de Janeiro o edifício Palace II, construído por empresa de propriedade do deputado mineiro Sérgio Naya, do Partido Progressista Brasileiro (PPB), responsável também pelo projeto do prédio. Dias depois, a Rede Globo divulgou uma fita onde Naya afirmava a vereadores de Três Pontas (MG), que falsificara a assinatura do governador de Minas, apoderara-se de uma draga de quase um milhão de reais, teria condição de comprar eleitores e teria, também, facilidades para o contrabando. Essas declarações suscitaram a abertura de um processo por quebra do decoro parlamentar cujo relator na CCJ foi Marconi Perillo. No dia 31 de março o relatório final de Perillo, que recomendava a cassação do mandato de Naya, foi aprovado pela CCJ. No mês seguinte, o parecer de Perillo também foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados e Naya cassado.

Ainda em 1997, em novembro, Perillo pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Candidato na legenda do PSDB ao governo de Goiás no pleito de outubro de 1998, contou com o apoio do PPB, do Partido da Frente Liberal (PFL) e do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No início da campanha, seu adversário direto, o veterano político Íris Resende, do PMDB, era considerado favorito absoluto. As primeiras pesquisas de opinião registraram cerca de 60% das intenções de voto para o candidato peemedebista. Perillo, utilizando uma estratégia de associação da imagem de Íris a um esquema de poder familiar, que foi chamado de “familiocracia”, ou “ resendiocracia”, teve como principal arma de campanha o humorista Pedro Bismark, o Nerso da Capetinga. Antes do primeiro turno, Marconi Perillo anunciou que, se eleito, Íris abriria uma vaga no Senado para o suplente Otoniel Machado, seu irmão. Da mesma forma, caso Maguito Vilela (PMDB) fosse eleito senador, ele integraria o secretariado de Íris, abrindo uma segunda vaga no Senado, desta vez para dona Íris, mulher de Íris Resende, e sua segunda suplente.

A estratégia tucana deu certo e Perillo, já no primeiro turno, realizado no dia 4 de outubro, saiu vitorioso por uma pequena diferença: recebeu 946.588 votos, contra 914.035 dados a Íris. No dia 25 de outubro, por ocasião do segundo turno, Marconi Perillo — contando, na ocasião, com o apoio do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) — confirmou sua vitória, obtendo 53,28% dos votos válidos (1.157.988), contra 46,72% dados a Íris Resende (1.105.340).

Na Câmara, votou em novembro de 1998 a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público, e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência.

Em 1º de janeiro de 1999, assumiu o governo de Goiás. Sua vaga na Câmara dos Deputados foi ocupada por Antônio Faleiros (PSDB-GO).

Neste mandado instituiu o programa “Renda Cidadã” que substituiu o programa de distribuição de cestas de alimentos, implantada na gestão anterior. Em seu governo foi criada também a Universidade Estadual de Goiás (UEG).

Em 2002, Perillo se reelegeu, ainda no primeiro turno, governador do Estado de Goiás com 51,2% dos votos válidos, cumprindo mandato até 31 de março de 2006, quando renunciou para concorrer ao Senado Federal. O cargo de governador foi assumido então pelo vice Alcides Rodrigues do PP.

Nas eleições de 2006, Perillo se elegeu senador por Goiás com 75% dos votos válidos. Na nova legislatura, presidiu a Comissão de Serviços de Infra-estrutura, foi titular da Comissão de Educação e do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar.

De março de 2008 a  fevereiro de 2009 foi vice-líder do PSDB no Senado Federal. Neste último ano, assumiu a vice-presidência da Casa. Na crise do senado, envolvendo denúncias contra o Senador José Sarney (PMDB/AC), Perillo fez pronunciamento em 6 de agosto de 2009 naquela casa legislativa, informando que não aceitaria o cargo de presidente na eventualidade de um impedimento do Senador Sarney. Essa possibilidade era tida como inaceitável por setores ligados ao governo Lula.

 Em 2010 anunciou sua candidatura ao governo de Goiás, tendo obtido, no primeiro turno,  46, 32% dos votos e uma vaga na disputa do segundo turno contra o ex-governador  Iris Resende, do PMDB, votado por 36, 36% dos eleitores. Durante campanha pela vitória na segunda fase do pleito, reafirmou seus objetivos de fortalecer programas de assistência social, consolidar instrumentos de acesso à cultura, revitalizar o sistema rodoviário e ampliar o sistema de energia elétrica. Após acirrada disputa, conquistou a eleição, com 52, 99% da votação válida.

Tomou posse de seu terceiro mandato como governador de Goiás em janeiro de 2011. Nessa ocasião, enfatizou que valorizaria a meritocracia e que implantaria medidas de austeridade fiscal que cortassem gastos supérfluos. No ano seguinte teve seu nome citado por suposta ligação com Carlinhos Cachoeira, nome investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sob a acusação de coordenar um suposto esquema de jogos ilegais com a participação de políticos e empresários. Em seu depoimento à CPI, Perillo negou qualquer tipo de ligação com Cachoeira, afirmando não haver provas que o ligassem ao suposto contraventor.

Nas eleições gerais de outubro de 2014 concorreu à reeleição pelo PSDB e novamente teve como seu principal adversário o peemedebista Iris Resende, derrotado por Perillo em ambos os turnos do pleito. No primeiro, o tucano obteve 45, 86% dos votos válidos, contra 28, 40% de Resende. No segundo, conquistou a disputa com 57, 44% da preferência do eleitorado, tendo se tornado o político que mais venceu eleições para o cargo de governador, por voto popular.

No final de 2014, uma decisão do Ministério Público de Goiás arquivou a investigação contra Perillo no caso do seu suposto envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira, justificando ausência de indícios da prática de atos capazes de configurar improbidade administrativa.  Ao falar à imprensa sobre o arquivamento da acusação, o governador citou ter sido vítima de irresponsabilidade e exagero por parte de acusadores e afirmou que a instalação da investigação teria sido uma “vendeta política” praticada pelo ex-presidente Lula, para desgastar sua popularidade.

Em janeiro de 2015 tomou posse de seu novo mandato, sublinhando que trabalharia ainda mais pelo crescimento econômico de Goiás. Um dos atos que marcou sua quarta gestão foi o anúncio da venda da Companhia de energia Celg Distribuição S.A, comprada em novembro de 2016 pela empresa italiana Enel Brasil, através de um leilão de privatização, pelo valor de R$ 2,187 bilhões e ágio de 28,03%. De acordo com o site do PSDB, o negócio geraria um investimento total de R$ 8 milhões no estado, sendo R$ 2 bilhões pela venda, R$ 4 bilhões pelo pagamento de dívidas da estatal e outros R$ 2 bilhões em aportes para o aumento da distribuição de energia em Goiás.

No decorrer de sua trajetória política, Marconi Perillo recebeu, nos anos de 2005 e 2006, o título de Doutor Honoris Causa na Universidade Federal de Goiás e na Universidade Estadual de Goiás, pela atuação em prol do desenvolvimento das artes, ciências, filosofia e letras no Estado.

Casou-se com Valéria Jaime Peixoto Perillo, com quem teve duas filhas, Isabela e Ana Luísa.

 

Sônia Zylberberg/Cristiane Jalles/Denise Paiva/Regys Rodrigues da Mota/Luciana Pinheiro (atualização)

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (05, 26, 27 e 31/03/1898); Folha de S. Paulo (31/01 e 06/10/1995, 14/01/1996, 16/04 e 06/11/1998, 05/10/2009); Globo (21/09/1995); IstoÉ (18/11/1998); Jornal do Brasil (31/10/1996); Portal Estadão. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 30/10/2009; Portal G1. Disponível em: < http://g1.globo.com/>. Acesso em 22/01/2017; Portal do Governo de Goias. Disponível em: < http://www.goiasagora.go.gov.br/>. Acesso em 22/01/2017; Portal do Jornal Opção. Disponível em: < http://www.jornalopcao.com.br/>. Acesso em 23/01/2017; Portal do Partido da Social Democracia Brasileira. Disponível em: < http://www.psdb.org.br/>. Avesso em 22/01/2017; Portal da Revista Carta Capital. Disponível em: http://www.cartacapital.com.br/. Acesso em 22/01/2017; Portal da Revista Epoca. Disponível em: < http://revistaepoca.globo.com>. Acesso em 22/01/2017; Portal da Revista Isto É. Disponível em: < http://istoe.com.br/>. Acesso em 22/01/2017; Portal do senador Marconi Perillo. Disponível em :<http://www.marconiperillo.com.br>. Acesso em 30 out. 2009; SENADO (2009); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998).

 

 

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