MILANEZ, JOAO FRANCISCO DE AZEVEDO

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Nome: MILANEZ, João Francisco de Azevedo
Nome Completo: MILANEZ, JOAO FRANCISCO DE AZEVEDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MILANEZ, JOÃO FRANCISCO DE AZEVEDO

MILANEZ, João Francisco de Azevedo

*militar; comte.-em-ch. Esquadra 1940-1941; min. STM 1941-1952.

 

João Francisco de Azevedo Milanez nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, no dia 16 de junho de 1882, filho de Abdon Milanez e de Heloísa Azevedo Milanez.

Ingressou na Escola Naval em 1898, depois de concluir o curso preparatório no Colégio Alfredo Gomes. Foi promovido a guarda-marinha em janeiro de 1901 e a segundo-tenente em janeiro de 1902. Neste ano serviu nos cruzadores Tamoio e Tiradentes e no navio-escola Trajano. Recebeu a patente de primeiro-tenente em janeiro do ano seguinte, embarcando, em julho, no navio-escola Benjamim Constant.

Em 1904 passou para o Comando Geral dos Torpedeiros, embarcando no torpedeiro Pedro Ivo. Em maio do ano seguinte tornou-se imediato do torpedeiro Bento Gonçalves, sendo nomeado, em setembro, encarregado dos torpedos do Deodoro. Em janeiro de 1906 passou a comandante do posto de torpedos e adjunto-instrutor da Escola de Torpedos. Nomeado instrutor da Escola de Defesa Submarina em janeiro de 1909, em novembro desse mesmo ano alcançou o posto de capitão-tenente.

Viajou à Europa em março de 1910, para estudar os tipos de navios mineiros adotados pelas marinhas da Itália, França, Alemanha e Inglaterra. Em seguida, foi nomeado auxiliar da seção de torpedos da Comissão Naval do Brasil na Europa, com a missão de fiscalizar o material em construção para a Marinha de Guerra do Brasil. No desempenho desta função, fiscalizou a construção de torpedos em Fiúme, na Itália, e de minas submarinas na fábrica de Sautter-Harli, em Paris. Com o mesmo objetivo, visitou fábricas de explosivos e minas na Inglaterra e Alemanha. Substituído no cargo de auxiliar da Comissão Naval pelo capitão-tenente Firmino de Carvalho Santos em fevereiro de 1912, desligou-se da comissão em maio, regressando em seguida ao Rio de Janeiro. Em novembro do mesmo ano, assumiu interinamente o comando do contratorpedeiro Amazonas, permanecendo um mês no cargo.

Passou a instrutor da Escola Profissional de Defesa Submarina em agosto de 1913, embarcando no navio-escola Tamandaré. Matriculou-se na Escola de Guerra Naval em abril de 1917, diplomando-se em janeiro do ano seguinte, quando foi designado ajudante-de-ordens do chefe do Estado-Maior da Armada (EMA). Em maio de 1919, foi nomeado, interinamente, subinspetor de tiro da Armada. No ano seguinte, fez sua segunda viagem à Europa, para estudar e participar de experiências com torpedos e minas submarinas, tendo visitado, com essa finalidade, a Inglaterra, a Alemanha e a Itália. Em junho de 1920 foi promovido a capitão-de-corveta e do final do ano a maio de 1921 freqüentou, em Paris, a Escola Superior de Marinha. Retornando ao Brasil, tornou-se imediato do encouraçado São Paulo em dezembro de 1921.

Nomeado comandante interino do contratorpedeiro Paraíba em abril de 1922, em outubro assumiu interinamente o comando do contratorpedeiro Paraná. No ano seguinte, passou a comandante interino da defesa minada do porto do Rio de Janeiro. De 1925 a 1927 serviu na Escola de Guerra Naval, onde exerceu as funções de auxiliar de ensino e chefe do Departamento de Tática. Neste período, no início de 1927, prestou serviços à instrução técnica do estado-maior da Esquadra. Em dezembro do mesmo ano foi nomeado adido naval à embaixada do Brasil em Santiago do Chile, desligando-se da Escola Naval. Promovido a capitão-de-fragata em junho de 1928, passou o cargo ao capitão-de-corveta, Gustavo Goulart, em fevereiro de 1930. De volta ao Brasil, tornou-se comandante da Flotilha e inspetor do Arsenal de Marinha de Mato Grosso, respectivamente, nos meses de março e abril de 1930. De outubro a dezembro foi intendente de Corumbá (MS), então no estado de Mato Grosso.

Nomeado em fevereiro de 1931 — durante o Governo Provisório chefiado por Getúlio Vargas — oficial de ligação entre os estados-maiores do Exército e da Armada, em julho do mesmo ano assumiu o comando do cruzador Bahia. Em abril de 1932 passou a ocupar o cargo de diretor militar do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, alcançando em setembro o posto de capitão-de-mar-e-guerra. Deixou o Arsenal de Marinha em novembro do mesmo ano, passando então a vice-diretor da Escola de Guerra Naval e chefe do Departamento do Comando da Escola. De junho de 1934 a janeiro de 1935, foi comandante da 2ª Divisão Naval, sendo designado, em seguida, vice-diretor do Pessoal da Armada. Em fevereiro de 1935 assumiu a chefia do estado-maior da Esquadra.

Promovido a contra-almirante em fevereiro de 1936, ainda este mês foi nomeado diretor-geral do Pessoal da Armada. Permaneceu no cargo até fevereiro de 1937, quando foi designado consultor técnico-militar do Ministério das Relações Exteriores, função que exerceu até março de 1938. Em outubro desse ano, assumiu interinamente o cargo de diretor-geral do Pessoal da Marinha.

Em março de 1940 foi nomeado comandante-em-chefe da Esquadra, em substituição ao almirante Mário de Oliveira Sampaio. Viajou durante 18 meses com seu pavilhão de comando no couraçado Minas Gerais, seguindo as instruções do programa estabelecido pelo Estado-Maior da Armada (EMA) e pela Missão Naval americana. Nesse período, a Segunda Guerra Mundial já se desenrolava em território europeu. Promovido a vice-almirante em agosto de 1941, em setembro foi nomeado ministro do Superior (então Supremo) Tribunal Militar (STM). Deixou o comando da Esquadra em outubro do mesmo ano, passando o cargo ao contra-almirante Durval de Oliveira Teixeira, e tomou posse no STM.

Em novembro de 1945 foi eleito vice-presidente do STM, sendo reeleito em janeiro de 1946, para o biênio 1946-1947. Em setembro de 1946, com a promulgação da nova Constituição (18/9/1946), o STM passou a se chamar Superior Tribunal Militar. Assumiu a presidência do STM em dezembro de 1948, devido ao falecimento do general Francisco José da Silva Júnior. Promovido a almirante-de-esquadra em dezembro de 1952, foi aposentado em seguida e reformado por decreto, deixando o cargo de ministro do STM. Em dezembro do ano seguinte recebeu, já reformado, a promoção de almirante.

Faleceu no dia 11 de março de 1956.

Foi casado com Hermelinda Guimarães Romano, com quem teve sete filhos.

 

 

FONTES: BARBOSA, R. História; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; Grande encic. Delta; LAGO, L. Conselheiros; MIN. MAR. Almanaque (1951); NOGUEIRA, F. Supremo; SERV. DOC. GER. Marinha.

 

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