MIRANDA, EMIDIO DA COSTA

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Nome: MIRANDA, Emídio da Costa
Nome Completo: MIRANDA, EMIDIO DA COSTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MIRANDA, EMÍDIO DA COSTA

MIRANDA, Emídio da Costa

*militar; rev. 1922; rev. 1924; Col. Prestes; rev. 1930.

 

Emídio da Costa Miranda nasceu na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 7 de fevereiro de 1902, filho de Diniz Francisco de Miranda e de Elvira da Costa Miranda.

Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro de 1912 a 1919, quando sentou praça na Escola Militar do Realengo, também no Rio.

Em julho de 1922 participou, como elemento de ligação entre os alunos e o general Joaquim Inácio, do levante da Escola Militar do Realengo, em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e às punições impostas aos militares pelo governo Epitácio Pessoa (1919-1922), dentre elas o fechamento do Clube Militar e a prisão do marechal Hermes da Fonseca. O movimento, que iniciou o cicio de revoltas tenentistas da década de 1920, envolveu ainda o forte de Copacabana e os efetivos da Vila Militar, no Rio de Janeiro, além dos contingentes do Exército de Mato Grosso, tendo sido debelado no mesmo dia.

Preso e expulso da escola em 1922, tornou-se praticante de piloto na guarda costeira, no navio mercante Itaguaçu, e através de suas viagens passou a estabelecer ligações entre os revolucionários do Norte e do Sul, durante o ano seguinte. Em 1924, participou da Revolta de 5 de Julho, irrompida em São Paulo. Sob o comando de Isidoro Dias Lopes, os rebeldes ocuparam a capital por três semanas, deslocando-se posteriormente para o interior, onde se juntaram em abril de 1925 ao grupamento que se havia sublevado no Rio Grande do Sul em outubro de 1924, formando a Coluna Prestes. Emídio Miranda participou do 4º Destacamento da coluna chefiado por Osvaldo Cordeiro de Farias. Liderada por Luís Carlos Prestes e Miguel Costa, a coluna percorreu o interior do país através de 13 estados, dando combate às tropas legais, até internar-se, em 1927, na Bolívia e no Paraguai.

Participou da Aliança Liberal (1929-1930) — setor centro-sul — e da Revolução de 1930. Recebeu a patente de segundo-tenente em novembro do mesmo ano, após ter sido anistiado pela revolução. Promovido a primeiro-tenente em abril de 1932, tomou parte nos preparativos para a Revolução Constitucionalista de São Paulo, passando depois, no entanto, para o lado do governo federal. Capitão em outubro de 1934, foi designado em 1935 para o 13º Regimento de Cavalaria Independente, em Jaguarão (RS).

Em 1937, às vésperas da implantação do Estado Novo, foi requisitado pelo comandante da 3ª Região Militar, general Manuel de Cerqueira Daltro Filho, para auxiliar as tropas gaúchas no combate ao então governador do Rio Grande do Sul, José Antônio Flores da Cunha, que se preparava para resistir ao golpe, finalmente deflagrado em 10 de novembro de 1937.

Em agosto de 1942 o governo brasileiro, após o torpedeamento de vários navios seus pelos alemães, reconheceu o estado de guerra contra a Alemanha e a Itália. A criação da 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, no entanto, só se daria em agosto seguinte. Nessa ocasião, Emídio Miranda foi enviado aos Estados Unidos, em operação de treinamento. Já em setembro de 1944 recebeu a patente de major. Com a partida do primeiro contingente da Força Expedicionária Brasileira (FEB) para incorporar-se ao V Exército norte-americano na Itália, em junho de 1944, Emídio Miranda atuou como adjunto da 2ª seção do estado-maior brasileiro, sob o comando do general Odílio Denis.

Promovido a tenente-coronel em junho de 1948, participou em 1950 do conselho deliberativo do Clube Militar. Coronel em setembro de 1952, assumiu interinamente o comando da 1ª Divisão de Cavalaria e da guarnição de Santiago (RS), em julho de 1955. Já na reserva foi promovido a general-de-brigada.

Faleceu no dia 5 de novembro de 1981.

Foi casado com Maria Moura Miranda, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; ARQ. MIN. EXÉRC.; ENTREV. BIOG.; Jornal do Brasil (10/11/81); MIN. GUERRA. Almanaque (1958); Movimento de 5; Rev. Clube Militar (6/50); Rev. Militar Brasileira; SILVA, H. 1922; SILVA, H. 1926.

 

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