MONDINO, MARIO

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Nome: MONDINO, Mário
Nome Completo: MONDINO, MARIO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MONDINO, MÁRIO

MONDINO, Mário

*dep. fed. RS 1971-1979.

 

Mário Mondino nasceu em Uruguaiana (RS) no dia 19 de março de 1915, filho de Miguel Mondino e de Maria Teresa Mondino.

Em 1933, ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre, bacharelando-se em 1937. Nesse mesmo ano, tornou-se promotor público em Bento Gonçalves (RS). No ano seguinte, assumiu a presidência da Junta de Conciliação e Julgamento de sua cidade, cargo que ocuparia nos 11 anos subseqüentes. Ao mesmo tempo, em 1939, ingressou no Ministério Público, tendo atuado como promotor também na cidade de Santa Maria (RS).

Em 1947, trabalhou como professor na Escola de Comércio do Ginásio Nossa Senhora Aparecida de Bento Gonçalves, e, três anos depois, abriu seu primeiro escritório de advocacia em Caxias do Sul (RS), onde em 1952 iniciou sua carreira política como vereador.

Nas eleições de outubro de 1954, candidatou-se a deputado federal na legenda do Partido Libertador (PL). Obtendo a terceira suplência, em 1955 deixou a Câmara Municipal de Caxias do Sul, mas não chegou a ocupar uma cadeira na Câmara Federal. Em outubro de 1958 foi eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Assumindo o mandato em fevereiro de 1959, em 1961 foi designado observador da Assembléia gaúcha à reunião da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), realizada em Montevidéu. Reeleito em outubro de 1962, no ano seguinte tornou-se presidente da comissão especial criada para analisar a reforma do código de organização judiciária do estado.

Em janeiro de 1964, assumiu a Secretaria do Interior e Justiça no governo de Ildo Meneghetti (1963-1967), licenciando-se de suas funções no legislativo estadual. Como secretário, representou o governo gaúcho em reunião de governadores realizada em Salvador em fevereiro e março de 1964. Deixando a Secretaria em junho seguinte, reassumiu o mandato de deputado estadual, comparecendo novamente à reunião da ALALC de 1965, realizada em Bogotá.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Como deputado estadual, Mondino exerceu a liderança do governo e a vice-presidência da Assembléia. Tornou-se também vice-presidente e presidente das comissões de Educação e Saúde e de Serviço Público, e membro da Comissão de Orçamento, além de ter liderado a bancada arenista em diversas ocasiões.

Em outubro de 1966, teve seu nome lançado pela Arena gaúcha ao Senado, juntamente com Sinval Guazelli e Guido Mondim, que afinal foi eleito. Após a eleição, licenciou-se mais uma vez da Assembléia gaúcha para novamente ocupar o cargo de secretário dos Negócios do Interior e Justiça do Rio Grande do Sul, deixando em definitivo a administração estadual em agosto de 1967, já na gestão de Válter Peracchi Barcelos (1967-1971). Convidado para exercer as funções de juiz federal, recusou a indicação por já estar aposentado como promotor público.

Mondino chefiou ainda as secretarias de Energia e Comunicações, de Economia e do Trabalho e Habitação do Rio Grande do Sul. Em novembro de 1970, foi eleito deputado federal na legenda da Arena, assumindo o mandato em fevereiro de 1971. Ao longo dessa legislatura foi membro da Comissão de Constituição e Justiça e suplente das comissões de Economia, de Orçamento, de Transportes, de Comunicações e de Obras Públicas. No pleito de novembro de 1974 tentou reeleger-se, mas obteve a primeira suplência. Concluiu seu mandato em janeiro de 1975, e foi convocado para ocupar uma cadeira na Câmara em março seguinte. Em setembro de 1978 foi eleito indiretamente suplente do senador arenista pelo Rio Grande do Sul Tarso Dutra, e em janeiro de 1979 deixou a Câmara Federal.

Ainda em 1979, tornou-se diretor da Companhia União de Seguros Gerais do Estado do Rio Grande do Sul, permanecendo no cargo até 1983. Em 1984, assumiu a presidência da Companhia de Mineração do Estado do Rio Grande do Sul, último cargo que ocupou em sua vida pública.

Faleceu em Porto Alegre no dia 21 de abril de 1994.

Era casado com Maria de Macedo Mondino, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975); INF. VIÚVA; Jornal do Brasil (16/10/66 e 15/11/78); NÉRI, S. 16; Perfil (1980); SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6 e 9).

 

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