NELSON BACKER OMEGNA

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Nome: OMEGNA, Nélson
Nome Completo: NELSON BACKER OMEGNA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OMEGNA, NÉLSON

OMEGNA, Nélson

*dep. fed. SP 1951-1955; min. Trab. 1955-1956; dep. fed. SP 1956-1963.

 

Nélson Backer Omegna nasceu em Niterói, então capital do estado do Rio de Janeiro, no dia 17 de novembro de 1903, filho de Constâncio Homero Omegna e de Emília Backer Omegna.

Fez os estudos primários e secundários no Ateneu Valenciano, em Marquês de Valença, atual município de Valença (RJ), estabelecimento de ensino fundado e dirigido por seu pai. Cientista social, cursou também as faculdades de Teologia e de Filosofia de São Paulo, classificando-se em 1924 no concurso para a cadeira de história da civilização no Ginásio do Estado, em Campinas (SP).

Com o fim do Estado Novo (1937-1945) e a reconstitucionalização do país, filiou-se à União Democrática Nacional (UDN), em cuja legenda candidatou-se a deputado federal no pleito de dezembro de 1945, não obtendo êxito. Em janeiro de 1947 foi eleito vereador à Câmara Municipal de Campinas. Em 1950 integrou a comissão organizadora do I Congresso Nacional dos Municípios, realizado em Petrópolis (RJ), do qual foi presidente, figurando ainda como um dos autores da Carta dos municípios.

No pleito de outubro desse mesmo ano elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN). Deixando a Câmara de Vereadores de Campinas em janeiro de 1951, assumiu em fevereiro seguinte seu mandato na Câmara dos Deputados. Nessa legislatura foi presidente das comissões de Economia, de Transportes e de Comunicações e Obras Públicas da Câmara, onde lutou pela aprovação da Petrobras. Reeleito em outubro de 1954 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), tornou-se vice-líder de seu partido na Câmara a partir de março de 1955, tendo sido autor de diversos projetos de caráter trabalhista e de interesse nacional. Nessa legislatura foi presidente da Comissão do Imposto Sindical e da Comissão de Finanças e membro da Comissão de Orçamento da Câmara.

Deixando temporariamente a Câmara Federal, ocupou, durante o governo de Nereu Ramos (1955-1956), o cargo de ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, de novembro de 1955, ao suceder Napoleão de Alencastro Guimarães, até janeiro do ano seguinte, quando foi substituído por José Parsifal Barroso. De volta ao exercício do mandato ainda em 1956, integrou-se à Frente Parlamentar Nacionalista (FPN), então formada por deputados do Partido Socialista Brasileiro (PSB), do PTB, da UDN e do Partido Social Democrático (PSD). Atuante na Câmara dos Deputados, a FPN dispunha-se a viabilizar uma plataforma nacionalista voltada para a condenação à intervenção do capital estrangeiro na economia nacional, especialmente no setor energético, e à remessa de lucros para o exterior.

No pleito de outubro de 1958 Nélson Omegna foi reconduzido à Câmara Federal na legenda do PTB, opondo-se nessa legislatura à execução do Acordo de Roboré, firmado entre a Bolívia e o Brasil no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em janeiro de 1938, com o objetivo de regular a saída e o aproveitamento do petróleo boliviano. Durante a legislatura, foi vice-presidente da Comissão de Obras e Transportes da Câmara. Em 1961 lutou pela aprovação da Eletrobrás, elegendo-se novamente vice-líder do seu partido na Câmara em março do ano seguinte.

Concorreu ao Senado no pleito de outubro de 1962 na legenda da coligação formada pelo PTB e o Partido Democrata Cristão (PDC), sendo derrotado por Auro de Moura Andrade e Lino de Matos. Ao deixar a Câmara em janeiro de 1963, foi indicado para o cargo de diretor da Companhia Urbanizadora da Nova Capital, que ocupou em Brasília até março de 1971.

Professor de sociologia da Faculdade de Filosofia de Campinas e catedrático da Escola Normal dessa cidade, destacou-se também como jornalista, tendo sido redator do Diário Nacional, de São Paulo, e redator-chefe de O Correio Popular e de A Defesa, ambos de Campinas, cidade em que dirigiu também a Rádio Educadora. Foi sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e da Academia Brasileira de Letras.

Faleceu no Rio de Janeiro em 24 de novembro de 1987.

Era casado com Camila Nogueira Omegna, com quem teve uma filha.

Publicou Elementos de sociologia, Geografia econômica, Retrato de d. Quixote, A cidade colonial, A diabolização do judeu, Notícia bibliográfica e histórica, Presença dos serafins no Brasil colonial e Pedro II.

 

FONTES: AUDRÁ, A. Bancada; CÂM. DEP. Anais (1962-1); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; CISNEIROS, A. Parlamentares; CORRESP. MIN. TRAB.; CORTÉS, C. Homens; COUTINHO, A. Brasil; Eleitos; Encic. Mirador; Estado de S. Paulo (5/9/62); Grande encic. Delta; INF. Eunice Omegna de Oliveira Bastos; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2 e 7).

 

 

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